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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Não tenha medo.

Agora, vai tudo ser novo. Uma nova realidade sim. Novas responsabilidades, e muitas. Muitas. Eu tenho medo. Medo de nos afastarmos. Medo do medo que não quero sentir nem um pouquinho. Porém, preciso dizer que, toda a realidade que vier a mim, existirá você. Sou mais tua do que minha. Como deixar o melhor do meu lado? Você é o lado que existe em mim que eu mais amo. O único lado que me faz sorrir de dor e chorar de alegria.Eu estou aqui. Não completamente mas estou. Grande parte de mim está ai, com você. E mesmo com tudo isso, tenho muito medo. Muitos medos, ninguém sabe, as vezes nem eu, mas é tão forte que faz com que eu chore sem saber o porquê. Contudo, quero tanto lhe dizer que eu sempre estarei com você. Nessa ou em outra vida. Por isso, não tenha medo, não tenha medo ...

(...)

Eu queria poder ter poderes sobre tudo o que eu penso. Ter poder sobre mim. Ter poder sobre meus sentimentos e até mesmo no que eu sou. Agora, só consigo ter poder sobre a imaginação de quem eu quero ser. E é difícil. Minha coinciência pode não ser tão inteligente assim, a ponto de saber, o que eu sou.

Minhas asas.

Olhando pela janela, tendo a fixar os pés num chão qualquer. Minhas mãos percorrem os invólucros maciços que envolvem meus olhos. Queria mesmo poder voar - penso, repenso - Queria é cortar o vento e chegar a um outro lado. - Lado de que? Do que eu sou ou do que imagino ser? - Quem sabe não encontro um paraíso inexistente dentro de uma grandeza que existe? Se eu tivesse asas. AH! Se eu tivesse asas. Juro que não teria medo de ser livre de mim. A sacada da janela salva o corpo da matéria encoberta pelo espaço e pelo tempo. E a onda ousada do vento dissipa-me entre as correntes das névoas. Contudo, se eu tivesse asas seria diferente. Ou não. Não sei, ou sei? Quem sabe não tivesse medo de tê-las, ou medo do medo em tê-las. Ou quem sabe medo em descobri-las? O grande problema é o de que, sou tão impulsiva a ponto de pular sem asas. Ia é tentar traçar o mundo, ou morrer tentanto. Encarar um universo de corpo, alma, lágrimas e suor. Mas o chão prende meus pés. Como minha pulsação nervosa impede que meu corpo se jogue na amplidão do tempo. Como a noite meus olhos a acompanharem o fim e o recomeço. O começo e o fim. Mas e as asas? Para que me serviam? Para dar a coragem de libertar-me? Ou para libertar um eu nada libertador?

Palavras.

Posso desenhar as minhas palavras como desenhos mortos e abstratos pintados ao chão. Como o braçar das águias ao longo do verão. E num abraço de qualquer vento me desmanchar de gratidão. Posso escrever sem se quer pensar, imaginar, e me transgredir. Tornar-me pura, sublime, criança. Tornar-me lágrimas de paixão. Coração. Num meio e volta, a volta em um mundo sem perdão. Eu posso ser, voar, imaginar, viver sem medo. Num choro dividido, não mais o existir. Para que servem estas palavras? Para viver-me ou ver-me partir? Querida, grande menina, pequena criança. Em meu coração está a magia de um luar morto. Um luar escurecido envolto de poderes mágicos. Como as linhas das palavras misturadas jogadas ao chão. Peço-me um favor. Um grande salto dentro de mim, para que estas palavras que me cabem sirvam para que me façam existir. Mas o quê? Não sei ao menos o que descobrir, o que eu sou, de onde eu vim. Só quero, aqui, neste mundo, imaginar e sonhar, para então ver-me partir.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Já estava escrito.

Foi como achar-me. Sim. Achar-me. Descobrir meu mais íntimo segredo. Desvendar os mistérios mais secretos que pulsam em minhas artérias desde que entrei neste plano. Assim. Achei-me em teu sorriso. Achei-me em teus olhos. Tão inconfundível e fiel. Forte a ponto de mover montanhas. Minhas montanhas. Acabar com a dor de uma alma a esmo do frio. Do vento. Do sabor da ilusão. Do amargo da dor. Despi meus olhos e irriguei-os com teu olhar. Encontrei tua inteira alma enlaçada com a minha. Parece assim, viver e amadurecer em corpos diferentes. Viajar entre corpos celestes e se encontrar, assim, olhar ao olhar. Um sonho talvez, vindo de outras vidas ou de outros caminhos diferentes. Tão diferentes que no final se cruzaram e permaneceram ali. O sangue coagulado preso em bolhas esmagou-se em minhas mãos, e, entre meus dedos descobri o teu sangue misturado ao meu. Em espasmódico e ilustres movimentos, lhe encontrei. Assim, perfeita. Para então eu lhe amar. Minha alma em sintonia com a tua, presa a invólucros, presas a garras. Assim. Nosso destino quem sabe se encontrou entre caminhos tão tortos e sem volta. Não. Pois não há volta. Agora, não há como voltar em um caminho traçado com tuas manhas, teu olhar, teu sorriso. Como a milénios,como a décadas, como em vidas passadas. Pois acredito que, nossa alma anda entrelaçada desde tempos que não existia essa liberdade para amar. Acredite em mim ... já estava escrito.
Maktub

Tente (...)


Tente sorrir mesmo que o medo lhe impeça. A vida é tão injusta que a fome de viver talvez seja menor do que a coragem em se libertar. Se liberte. Não tenha medo de enfrentar um mundo. Tenha certeza, o mundo está pronto para lhe aceitar. O grande problema é o de que, realmente, você esteja pronta para se aceitar. Não deixe que o medo de voar corte as asas do teu coração. Não tenha medo de amar, pois o amor ... é o único sentimento tão libertador a ponto de deixar tão dependente.

Perfeição.

Eu posso não ser perfeita. Não. Não sou perfeita. Nem um pouquinho, nem por grande parte. Eu sou eu, e aqui eu estou para lhe escrever. Do fundo de mim, posso dizer lhe que estou profundamente inerte a todos meus sentimentos, tanto que as ilusões transformaram-se em mais um capítulo de minha vida tão interior. Eu respiro; Além do que, transpiro a minha irrealidade e a infalível mistura do medo com a solidão, que hoje, não está mais aqui. Das minhas lágrimas, retirei a essência do que me vem, dentro de um eu que não sabia existir essência. Procuro descansar a minha sensatez, quero mostrar-lhe que nada tenho de perfeição. Nunca terei uma gota se quer. Porém, posso dar-lhe a certeza de que estou aqui para fazer do teu sorriso, meu sorriso. Para fazer de teu silêncio as minhas palavras. Para abraçar-te e fazê-la descobrir o que eu sou.Pois é verdade, talvez você saiba mais sobre mim do que eu mesma possa saber ou descobrir.

Quero você.

Quero ouvir a tua voz, mesmo que sua garganta esteja incapaz de dizer. Quero olhar em teus olhos, mesmo que eles não queiram olhar nos meus. Quero estar em teu caminho mesmo que o destino não queira. Quero voce para mim. Em qualquer momento, em qualquer ocasião. Quero você para fazer meus dias ganharem outra forma de ser ousado. Quero olhar em seus olhos e ver que me amas. Quero tuas mãos para andar nas ruas,sem medo,sem vergonha.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Não consigo mais.

Parece existir outro alguém dentro de mim.
Não consigo mais escrever. Não como antes. Acho que estou hermética. Provavelmente, estou com medo de me arriscar, de me encontrar. Não consigo mais me encontrar. Não consigo mais fechar meus olhos, não consigo mais respirar ...

Meio Perdida.

Pode ser que esteja refletindo demais. Talvez seja para me encontrar. Ando tão perdida; Muito perdida. Acho que preciso achar-me. Preciso encontrar em mim o que não quero encontrar. No entanto, tenho medo. Muito medo. Ultimamente ando tão medrosa e tão fraca que parece que vou conseguir matar-me. Quem sabe, a vida me mate. Não meu corpo, mas mate a minha alma. Não consigo saber quem eu posso ser, quem eu quero ser. Pode ser que seja toda essa pressão. Juro, é demais. Preciso dizer, porém, não consigo. Ando sentindo falta de algo que não sei o quê. Ando sentindo algo que realmente não sei o quê. Não consigo respirar sem sentir dor. Não consigo abrir os olhos sem encontrar o véu negro dos céus. Me escondo. Me escondo atrás de mim, atrás do meu medo. Não quero pensar. Eu sinceramente não posso pensar. Não quero descobrir o que eu sou. Não quero mesmo. Talvez tenha medo de libertar a minha existência que anda guardada aqui dentro. Dentro de mim. Desculpe, eu não sei quem eu sou. Sou uma coisa ou outra. Sou alguém, apenas. Talvez seja tão introspectiva que não consiga me decifrar. Ou mesma, esteja fantasiada com algo que não sei. Por mais sincera que eu seja, eu não sei. Sou diferente, sim. Sei que sou diferente. Tanto que, gosto de uma solidão que não queria que estivesse aqui. Talvez seja o fato de tê-la provado e tê-la deixado tão dentro de mim que agora que quero que vá, não posso me desgrudar dela. Não posso, talvez queira por fora, mas por dentro não. Talvez seja o medo, quem sabe. Minha vida anda demais, cheia de talvez. Já percebi, acho que todos já perceberam. E eu - o que chamo de mim - não ando só escrevendo por escrever. Muito menos para ler o que escrevo. Ando escrevendo para conseguir falar o que sinto, ou o que não sinto. Ando escrevendo para tentar quem sabe saber quem eu sou. Não por fora, mas sim por dentro. Talvez meu sorriso não seja tão sincero. Pode ser que meu olhar sim. Esse não, não tem como mascará-lo. Não tem como. Não consigo mais olhar-me no espelho. Não no espelho normal. No espelho da minha alma. Se eu souber o que seja alma. Se eu souber o que realmente seja olhar. Não, não quero saber quem eu sou. Ou sim. Pode ser que seja emotiva demais. Isso é ruim, muito ruim. Talvez eu sofra com coisas que não existam, ou sofram com coisas que ninguém perceba. Sim, sofro com coisas que ninguém percebe. Parece fome. Fome de alguma coisa. Sede. Sede em um deserto paralelo as vontades explícitas que digo. Estão implícitas em mim. Estou hermeticamente fechada dentro de mim. O pior, dentro de um eu que ainda não sei quem é.

Escrever ...

Nas páginas em branco. Pinto com palavras em papel
Uma pureza antes enlaçada. Num movimento sinuoso de véu
Num papel desdobrado.
Dobrado; Emaranhado
Molhado; Encarcerado
Dançam as palavras num azul resplandescente do céu
Como um grito de socorro. Uma sede imbebível
Uma fome grandiosa. De prazer. Desconhecido.
Sinto falta de escrever.
Escrever não só para escrever. Achar grandes palavras.
Para sobreviver. Para achar-me dentro de mim
O que não acho se falar. Se gritar. Se me ouvir.
Eu escrevo. Sim! Eu escrevo.
Como grito. Como vivo. Como morro
Pois mais morro do que vivo
Mais transgrido do que ouço.

A vida.

A vida escolheu-me. Para chorar
Tão e bem manso; Quando um dia amadurecer
Eis aí o meu descanso.
Eu vivi como a última gota; Caí num orvalho qualquer
Sob as luzes avermelhadas, num grande encanto
De uma morte, num lugar, grande despojado.
Numa maré.

Queiras a vida, como bailam as sinfonias pelo ar
Como sinto o cheiro do verde entre a florestas
Nas cascatas, na limpidez do grande mar.
Num grito se esconderas.. óh ceus uivantes
A lucidez disfarçando a loucura. Uma alma assim
Sem encanto.

Entre os ramos das flores, num vél incandescente
Pediste - a vida - que encorajasse minha alma
Porém, estás inerte. Morrendo, descendo na cascata.
No silêncio dentro de mim; o Uivo da natureza
Atrás do cume das montanhas; Onde o vento levou-me embora
Com grande sutileza.

Que belas palavras, a vida encarregou-me
Agora não sei onde ando. Não sei que fim levou-me
Num cárcere de alguns olhares. Olhei-me. Vi-me.
Fi-la um calabouço. A minha alma sem fartura
Ficou ali, morta.

Quem dera vida, que me escolhesses
Para dar-me a alegria.
Uma esperança tola.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Te amo.

Um dia, estive pensando em quem eu era. Escolhi o caminho mais difícil. Não posso ser quem eu sou. Porém, posso amar quem eu quiser. Posso amar quem a vida me deu. Posso amar você. E eu te amo. Te amo como nunca amei ninguém. Como nunca tive capacidade em amar ninguém. Te amo sem maturidade o suficiente para controlar tanto amor. Te amo com a sinceridade suficiente para dar minha vida a você. Agradeço todos os dias por lhe ter comigo. Obrigada por me amar. Porque eu te amo e nunca, nunca vou amar alguém como amo você. Só te amarei e com você eu quero viver até o fim da minha vida.



Em toda a escuridão que existia em mim, agora, ando enxergando você. É algo além de qualquer coisa que eu possa dizer o que eu possa te mostrar. É algo que eu não posso lhe descrever, só sentir. Sentir.

Manto de amor.

As estrelas não tinham mais brilho. Você estava ali, ao meu lado, e toda a luz que existia estava ao teu redor. Eu juro, podia ver. Pegando na sua mão, podia sentir a força do universo e olhando em teus olhos, sentir a magia de todos os sentimentos. O céu estava diante de mim, como você. Tão longe e tão perto ao mesmo tempo. Tua voz suave, incendiava meu corpo inteiro, e eu queria poder te amar debaixo do véu negro do céu. Tuas asas de anjo, estavam sob mim, como mantos sagrados de amor. Um manto que levou embora toda a minha solidão, e me trouxe o amor, o medo, o ciúme, a felicidade. Teu sorriso penetrou tanto em mim que estremeci de calor, de paixão. O vento era tão intenso, e batia em minha carne, batia em meu rosto e trazia consigo, a tua respiração. Eu podia sentir as batidas do teu coração, ali, deitadas diante daquela imensidão. Parecia sonho. Tudo parece sonho. Meu sonho, nosso sonho. Um sonho tão real que não tenho medo de acordar, porque eu sei, você vai estar aqui ... sempre vai estar aqui.

Concurso Cultural Clarice Lispector: 1° Lugar

A Descoberta de uma alma.
Bruna Mendes
Blog: http://bubuhdulce.blogspot.com


Nunca soube realmente o que eu era ou o que eu deveria ser. Nunca soube sorrir na hora errada ou afogar-me em lágrimas na hora certa. Nunca soube decidir o quão seria forte, ou não. Porém, desde que soube o que minha alma pensa, passei da ilusão para a verdadeira solidão. Descobrir o verdadeiro valor de um sorriso talvez se encontre na mesma intensidade de descobrir o sopro da palavra, já que lá do fundo vem o verdadeiro reflexo do que encontro em minha alma. Nisso, Clarice me inspira. Clarice consegue reviver cada pedaço da minha carne, do meu olhar ao redor de um mundo que nada vale, que dificilmente escolhe-me. Sua influência transgride o nada para o tudo, o vazio para o completo. Seu olhar sobre o mundo passa a mim a clareza do que posso ou não encontrar em uma vida que ainda não encontrei.
Clarice leva-me para um interior no qual ainda não havia encontrado. Um interior nulo e completo de enigmas irracionais que não posso descobrir. Leva-me para uma possível vida fora da vida. Leva-me para outro mundo. Mundo no qual encontrei ao entrar dentro de mim, depois de tentar decifrar seu interior. Sua influência foi tamanha que hoje, escrevo de uma maneira prestes a libertar tudo o que sempre tentei, mas que com as dificuldades não fui capaz de conseguir. Clarice entrou em minha alma e em um pedaço de minha existência. Como se fosse um diário de minhas palavras, descobri em seus feitos uma outra sensação. Sensações do completo e do vazio, do ser e não ser, do ter encontrado o que talvez não quisesse ter sido encontrado.
Clarice reavivou com seu sopro de virtudes e pensamentos, uma outra parte de meu interior. Descobri que posso ser e posso sentir. Descobri que uma simples e modesta palavra muda um interior perdido. Descobri a luz em cada palavra e em cada pedaço de um olhar diante da vida.
Mostrou a mim que cada palavra tem um significado tão forte capaz de matar e reviver, capaz de reacender o fogo dos olhos de quem um dia havia perdido. Foquei-me em sua liberdade individual de alcançar suas plenitudes sem que o meio pudesse ser capaz de interferir, pois para mergulhar em seu mundo, é preciso ter consciência de seu próprio psicológico. Suas palavras são tão intensas capaz de transformar toda uma vida, por isso conseguiu mexer com nossos mais secretos medos e desejos. Transformou meus mais secretos medos em próprios desejos.
Sinto-me como se estivesse em cada livro e em cada espaço de suas linhas, como se me transportasse a outro mundo, o mundo de Clarice, e em cada mudança de página, preciso viajar dentro de meus suspiros, para conseguir voltar a ler. Por isso para ler Clarice, é preciso ter maturidade sobre sua alma, é preciso ser tocado por cada linha e por cada palavra. Lispector me instigou a procurar outro mundo ao escrever, a encontrar outra luz que ainda não havia percebido. Abriu em mim, o recomeço de uma nova felicidade.

Reflexo.



Tua imagem reflete em mim, assim. Reflete dentro do que mais há de bom e de sincero. Você reflete em minha vida. Reflete no que eu sou. Porque eu te amo!