Visitantes.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Sonhos sonhados.

" A fuga da realidade mostra como nos esquivamos do enfrentamento de frustrações, um comportamento cada vez mais frequente (...) Podemos entender essa fuga da realidade como uma tentativa de amenizar a frustração, ou seja, diante de algo que não gostamos, ou não nos satisfaz (...) Nos deparamos então com a velha batalha entre o princípio da realidade e o princípio do prazer. Freud demonstrou que tanto os sonhos quanto as fantasias são processos visando avaliar a angústia."
A minha fuga de uma realidade monstruosa me levou a você, Dulce Maria. Há 6 anos atrás, quando minha adolescência tortuosa como a de todos e tenebrosa quanto a de poucos me fez te seguir. Eu não sei explicar (...) Foram separações, descobertas de mim sobre mim em que eu não estava nem um pouco preparada, o preconceito da família que deveria me apoiar. Foram achados amores e achadas paixões mascaradas de amor. E eu, tão distante do mundo precisei de alguém que fosse de alguma maneira inalcançável e ao mesmo tempo que estivesse perto de mim. Tão perto com letras e ações que eu pudesse me espelhar e me fazer não ter medo dessa realidade tão frustrante. Nesse tempo, apareceram os seis. Seis rebeldes que me fizeram mudar. Eu não tive medo de dizer quem eu era. E ainda por cima, fiz amigos que viraram melhores amigos insubstituíveis. Ontem eu tinha 13 anos e hoje eu tenho 20. Um sonho transformado em realidade que passou tão rápido que parece que virou apenas sonho novamente. O dinheiro - infelizmente - compra sonhos e abraços; E vocês meus amigos, transformaram esse dinheiro - abusivo - em amor. Completamente transbordando amor.
Obrigada meus amigos! Sozinhos nós sonhamos, juntos nós realizamos.
Chegou a hora e mesmo com tudo o que aconteceu, o sonho aconteceu!

Dulce, eu sempre te levarei em meus sonhos. Obrigada por me tirar de uma realidade tão chata. Eu nunca esquecerei você.
" Esto llegó a su final. Cuanto te voy a extrañar. Hoy que debemos partir dejando todo hasta aqui. Y aunque debo continuar. Como poderte olvidar? El recuerdo de ti está muy dentro de mi. Jamás podré reemplazar tu amor. Ni repetir lo que logramos sentir. Siempre estaré agradecido, amor. Tu me has dado lo que siempre soné."

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

O seu certo e errado?

Tentei gritar entre meus lábios finos e rachados.Tremenda ousadia inflando meus pulmões cansados e retirando um ar do mundo que não ouve meus lamentos profundos. Podendo uma vez, quem sabe uma única vez, retirar dos covardes desafios o intenso medo de ser quem eu sou e que não me deixam ser. É isso, não me deixam ser! Se eu pudesse gritar realmente mundo afora, veriam os pesares desastrados de  quem tenta e não pode ser. Ser (...) não me cabe o propósito de saber o ser que não sei o que é. Culturas, religiões, um Deus que reprime quem não segue o que é escrito, termos que precisam ser seguidos pelas ruas, pelos tetos de casas que mostram uma aparência feliz sem ao menos sorrir de verdade. Quantos olhos vermelhos não fecham e morrem por não poderem abri-se para a felicidade. A felicidade que vem e que vai com a alegria e com o sorriso verdadeiro. E esses meus olhos se encontram num mar de infâmia desnecessária que agarra minhas pernas e não deixa-me andar perante o céu escuro de dor. Que grande ousadia tentar ser quem é. Mas desde quando você percebe quem e o que você é? O mundo te molda ... me molda. O mundo te mostra quem deve ser e tira de dentro do que é sua verdade, uma outra verdade infundida com opiniões desnecessárias para a felicidade que esvazia-se e enche de complexidade. Os outros tentam mostrar o caminho certo (...) mas o que é o certo? Você sabe o que é o certo, meu bem? O certo se emoldura nas paredes de vidro que logo logo, quebram om uma tacada de pedra do que talvez seja errado. E o que é errado? Amar é errado? Dizem-me que sim. Dizem-me tantas coisas que as palavras esvaziam-se de significados e passam desapercebidas diante de meus olhos e de meus ouvidos. Escutam-me, sorrisos falsos? A covardia não me é estranha e a coragem faz-se nova em meio ao mundo de irrealidades que penetram minha carne vazia. Quero deixar-me ser quem sou sem certo e errado. Não digas que tem vergonha do meu certo. Meu errado não é equivalente aos seus erros.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Presa.

Estou presa no tempo. Na terra pavorosa de fantasmas solitários. Não quero sair, são meus sonhos de olhos fechados. As vezes. posso tentar ser vista. As vezes, sou agarrada por braços sombrios. Meus olhos podem não querer acordar. Mas não! Não olhe para meu próprio corpo esta noite. Quero um momento com minha alma sombria. Diante do tempo, peço perdão pela covardia. Ajoelho diante da lua para pedir que  ele - totalmente importante - pare. Não, não me desprenda da vida solitária. Gosto de meus fantasmas, as vezes. Tudo o que eu preciso é de um beijo apaixonado da lua. Posso até mesmo precisar de abraços gélidos do vento. Vou me deixar dançar com a bruma vinda das montanhas.  Esta noite ... movida pela manhã calorenta do sol. - Dar-te-ei um pedaço de minha pavorosa alma. Disse-me a lua. Diante disso, respirei diante de um espalho quebrado. Ouvindo as batidas da porta e uivos do vento passando por debaixo das frestas da minha porta. Mas já esta amanhecendo e ela está sumindo junto com o tempo. Mas eu não sei como caminhar assim.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Escurecer.

Deitei-me ao vento. Para que? Não consigo sentir meu corpo que balança junto ao balanço erradio da noite. Sinto-o quase nada flutuando entre os pedaços de tempo; Batidos dos ponteiros de relógios despedaçados, enferrujados sobre minha janela. São quase pedaços de sonhos. São quase pedaços de realidade. Pequenos pedaços de areia branca; Desenhadas na lua. Refletidas no ar. Num fechar de olhos reluzente, me encontro num mar de ousadias. Num poder que em mim não há. Num criadouro de verdades mal ditas que meus olhos transbordam.Ao acordar, me vejo num eu intenso. Um que nem sei qual é, mas, ainda, meu corpo transporta-se entre os teus dedos. Dedos de vente gelado. Os mesmos dedos que escapam as areias lunáticas da mar. Os mesmos dedos que acordam-me no frio da noite e colocam-me para dormir. Pequena luz da noite,descanse meu corpo neste escurecer.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Tempo e Realidade..

O tempo passa arrastando; As vezes rápido demais. Tanto de tão rápido que nem vejo o ponteiro do meu relógio andar; Correndo e nadando. Nadando no silêncio pervertido do tempo infiel amigo. Porém, no tanto tempo inútil e covarde, encontrei você. Encontrei uma realidade travestido de sonho e o tempo - cruel pavoroso - correu rápido e passa todos os dias como uma rajada de vento que sussurra em meu ouvido vivo. Melhor; Gostaria de dizer ou mostrar que o tempo nada arrastado passa rápido quando estou num sonho real que nem consigo respirar direito (...) viver direito. Tornei-me intensa. Tornei-me sangue avermelhado batendo e voltando em um coração inchado. Totalmente inchado de paixão. Paixão dita novamente sem tempo de respirar, se misturando e formando-se mistura sólida e homogênea chamada amor. Amor de vermelho, de sonho transformado de realidade; De tudo o que eu sonhei - e do que eu não sonhei- vi-me dentro de um eu você que me assusta. Você ; Vê-me uma parte que eu não consigo ver. Uma felicidade minha que só você consegue distribuir em meu corpo; Esse meu corpo quente, gelado, arrepiado com teu beijo mostra-me o sonho que eu nunca sonhei, se quer. Ainda, com um pequeno pedaço do teu cheiro, eu desmancho o meu corpo entre os teus braços e o tempo corre. Corre tão rápido que nem uma piscada de olhos me atrevo em dar. Não quero dormir, quero ficar aqui, acordada ao teu lado.Não quero que esse sonho acabe (...) esse sonho tão real que me dá medo de ir embora. Não vá embora! Não vá porque eu preciso dos teus braços para alimentar a minha fome de carinho. Assim, o tempo infiel amigo dirá a mim e a você o que fazer. O que fazer senão agora viver como vivemos? Amar como amamos? Hoje, num  abraço teu me envolto de esperança. Hoje, o tempo não interesse. Você, menina - é a minha realidade de amor.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Querido Diário

Querido Diário,

Me perdoe. Ultimamente ando sendo uma confidente da pior espécie. Nos piores momentos eu estive aqui, chorando dores de grandes amores. Nos melhores momentos eu estive aqui, emocionada com cada letrinhas que escrevia. Agora, livros de rostos acabam com o que eu sempre tive. Só quero saber de escrever para verem lá. Quando não, escrevo em você e me mostro com o copio e colo lá. Esta noite, antes de dormir, estive com a cabeça quente. Meu coração transbordava dor, solidão e perda. Eu queria te procurar, mas tive preguiça. Que tipo de confidente sou? Ainda, escrevi para te lerem. Mas meu diário, lembro-me que não é assim. Eu lhe fiz para mostrara a quem viesse aqui e eram poucos. Hoje, você é lido por mais pessoas.Eu até fico feliz em saber que gostam do que você me faz escrever. Mas sabe, querido diário, você é tão meu que te chamo de filho. Me sinto uma mãe horrível ao ver que faço isso com você. Me dá uma vontade imensa de chorar e não parar mais. Te tenho como parte de mim, como se todas as palavras que lhe dou permanecessem dentro de um "mim" tão intenso que nem eu mesma consigo conhecer sozinha. Uma parte de mim misturado em todos os pedaços de mim. Agora, não só mais um. Minha grande parte de mim. As vezes, fico meio louca. Diga-me, sei que me conhece mais do que me conheço. O mundo é grande demais pra mim. A vida é chata demais em mim. Querido diário filho, peço-lhe perdão pelas vezes que tanto sorri e deixei-te de lado. É que quando preciso saber de mim o que não sei, você é o melhor nesse assunto. Eu posso voar, ser anjo branco, anjo negro e a própria solidão desenhada de vida. A própria lágrima travestida de sorriso. 
Querido diário, perdoe-me esses meus momentos felizes que te deixo para trás. Meus momentos de sofrimento são todos seus, por isso, obrigada por saber mais de mim do que eu.

Sem sentido.

Que noite desastrosa. Eu choro entre gemidos incansáveis de pavor. A solidão bate em minha porta com mãos pesadas de medo. Nos sorrisos escondidos entre as marcas feridas, dei-me meu pranto para escutar-me sozinha. Não quero lua; Nem sol; Muito menos estrelas pseudo brilhantes. Não me iludo com estrelas. Porém, o pior me iludindo com a lua me tornando lunática e esquizofrênica com uma luz que se quer, existe. Tenho plena consciência de minha louca loucura. Nas mãos do vento, me pego. Prendo-me entre teus braços inúteis e choro. Um choro manso, como todas as vezes. Num clamor desesperado, desespero-me com minhas próprias palavras e até, minha respiração que não aguento mais ouvir. Ah, se eu pudesse nascer de novo. Talvez, (re)inventaria minha vida mais uma vez. Se eu pudesse me deixar voar, pediria pela ausência de ser humano e viveria nas nuvens. Morreria entre mortes que nem se quer eu saberia. Numa louca descompensação, clamaria pelo nome de alguém.Inútil como achar que tenho em minhas mãos o certo- errado. Nada de nada, sobre nada e começo a ficar ainda mais louca. Em meus olhos fechados de medo, meu coração dói. Dói com ardências profundas que nem sei porquê. Você sabe, coração. Não é você que sente minhas dores, minhas tristezas e alegrias.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Entrelaces.

Na anatomia de nossos corpos, me desmancho em teus braços; Viro uma só diante do teu corpo; No teu calor; No beijo; Em teu abraço. Na noite quente molhada de chuva, torno-me você e dou-me a ti; Enrustida de paixão, de desejos e ousadia. Na noite de primavera, não há sol. Na manhã de inverno,não há lua. Tudo tão trivial e tão notável como o andar a caminhada do destino. Mas nesta noite de flores nascendo, a chuva sem trégua nos abraça. Limpa-nos a alma em meio ao nada. Abre-nos os braços diante da vida. O tempo (...) Ah! Esse nos enlaça arrebatando nossos sonhos. Diminuindo nossas dores, transformando nossas realidades. Nossos dedos encontrados entre as mãos; Nossas vidas entrelaçadas sem perdão.

Nossa música.

A música nos embala; Ah, embala tão intensamente como teus braços fortes envolventes de meu corpo. Sonhando; Nos fazendo sonhar em uma realidade antes tão distante que nos faz suspirar; Num envolto de realidades, lhe dou o meu pranto que deveras chora de tanto amor. Dar-me-ei em tuas mãos fartas de força para acariciar meu corpo quente; Queimando em uma paixão tão forte que arde os olhos de quem de longe, não sabe o que é sorrir ou chorar com o peito transbordando de ar; Um ar irreverente, de amores nunca ditos e paixões nunca antes escrita. Nessa música que nos embala de amor lunático, peço a lua que não nos tire a emoção de termos um a outra. Porque a noite (...) A noite nos espera para curar o pranto de dor de um passado distante deixado dentre as nuvens de poeira cinzenta. Dentre as lágrimas choradas numa dor severamente intensa; Nesse passado dolorido fez-se um grande amor; Repleto de paixão e de um futuro bom; Futuro costurado com um presente colorido de bandeiras pintas de vermelho e transparente. Vermelho como meu sangue ardendo diante do seu, corroendo meu corpo e queimando a minha pele intensamente. Transparente como as lágrimas de amor que caem misturando meu sangue no teu sangue e minha alma na tua alma.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Sonho.

Ele estava deitado sobre a cama. Sentado, ele também estava fora. E eu, podia ver tudo e sentir a sua vontade de gritar. Ele não sabia o que fazer. Havia uma, duas, três e mais alguns dos seus amigos, pai, mãe, irmãos. O sorriso desaparecido caminhava entre seu rosto pálido, frio, imaturo. Choravam com gritos em meio a ele, completamente deitado. Sentado, em cima da janela, lá estava ele. Debaixo de suas costas, algo grande. Seus olhos esbugalhados criando surpresas e lágrimas apareciam sem parar; Asas enormes apareciam negras como a noite. E pela lua foi, gritando, chorando, tentando abrir suas asas que volta e meia o fazia cair por entre janelas que lhe eram dada. Eu o via e ele queria ajuda. Como? Eu tentei escrever ... alguns versos que não lembro quais. Escrevi em suas asas negras com meus dedos vazios. Alguns poemas vazios que me faziam chorar. Chorei, chorei tanto com ele. Eu vi, todos choravam e eu sem poder, se quer, ajudar. Escrevi mais. Tentei pegar o computador, um lápis, um papel. Mas eu não consegui, meus dedos não encostavam nas coisas. Aonde eu estava? Também vi asas, minhas costas não existiam. Meus dedos transparentes, tentavam pegá-lo, segurá-lo. Eu chorava, tão intimidamente que meus olhos desapareciam entre meu rosto grande, inchado. Queria acordar. Queria meus versos, poemas e prosas. Meus contos, minha crônicas. Queria acordar, escrever. Acordei.

7 Meses.

Hoje, é outro dos nossos tantos dias especiais. Mas sabe de uma coisa? Todos os dias se tornam especiais quando tenho você do meu lado. Eu gosto da maneira em que me pega pelo braço e envolve os teus pelo meu corpo. Gosto da maneira que beija o meu rosto,a minha testa, a minha boca. Gosto quando se encaixa em mim e encaixa, também, a cabeça no meu pescoço; Quando segura a minha mão na rua e me coloca para o canto da calçada. Gosto quando me protege, me ama, me apaixona. Todos os dias, todos os minutos, toda hora. E neste dia especial, eu comemoro tendo você ao meu lado. Comemoro a data em que comecei a poder te chamar de minha. Minha namorada, minha amiga, minha companheira, minha mulher. Sem medo de dizer ao mundo que eu te amo e que você me ama. Hoje, comemoramos apenas o começo da nossa vida andando de mãos dadas. Parabéns pelos nossos 7 meses, meu amor.
Eu te amo.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Fantasmas.

A noite vai embora. Descansa calada em meio a fogueira de palavras mal ditadas. Desaparece em meio ao escuro sem estrelas. Começa outra vez sem dó ou desespero.Queria eu pedir ao mar esta noite que não me traga pesadelos. Já estou insuportável diante de minhas alucinações. E na mesma frieza que aparece, vai embora como o vento que sopra sem perdão. Ah, vento! Bate-me ao rosto e agride a minha alma sem pena ou compaixão. E lá longe ouço seus gemidos, baixinhos, quietinhos, dispersando-se em mares inafundáveis. Noite desesperada que agarra minhas vísceras e me sufoca em linhas tortas. Linhas mal organizadas  que não são mais as mesmas entrelinhas que me desenhava e me escrevia; Num vômito de letras misturadas em poemas eu agarro as suas mãos para conhecer a noite fria. As tuas  mãos solitárias chamadas solidão. Mansa, cruel (...) Devagarinho, com os pés flutuando como fantasmas maldosos, cerca-me em meio a multidão desesperada. Clama-me, grita-me, chama-me, como uma donzela em perigo. Mas nesta noite, solidão malandrosa, ficarei só sem ti, pois meu armário de fantasmas está trancado e não olho mais embaixo de minha cama. Não há fantasmas no escuro e eu não tenho medo de abrir os olhos diante dos barulhos que rangem a porta essa noite. Não tenho medo dos seus fantasmas que me acordam durante o sono para mostrarem-me o inferno de solidão incurável. Minha cabeça deita em travesseiros macios cobrindo pedras afiadas. O amor bate em janelas de vidro sem som para que eu não ouça. Mas eu ouço, fantasma da solidão. Esta noite não me deixarei levar pelos seus gemidos melindrosos e por suas torturas. Esta noite, não olharei embaixo de minha cama por pena, nada nada e nada de medo de você. Mas não olharei pois meus olhos não conseguem se abrir só de imaginar que todo esse medo que disse não existir continua tatuado dentro de tudo que existe em mim.

Noite mal dormida.

Não sei ao certo o que acontece essa noite. Tentei, juro. O silêncio ecoa e meus dedos procuram um lápis, um papel. Queria fechar meus olhos e não consegui. As palavras computadorizadas deram lugar ao lápis quente e ao papel branco que já nem sei aonde estão. Queria um café; Por hoje não. Ou quem sabe uma dose de Vodka misturado com pedaços de vírgulas que despencam de minhas linhas agora, não mais tortas. Máquinas canalizando desejos que antes caíam entre as linhas azuis que a ponta falha do meu lápis encontrava. Rabiscos e borrachas sujando o papel, mostrando como uma vida consegue ser tão duvidosa. Eu, esta noite, até queria dormir. Porém, a noite me é envolvente e me carrega entre seus poderes transbordados de luzes foscas. E, logo agora, com dedos frenéticos olho para o céu e descanso em um mar que nem sei ao certo onde nasce ou morre ou deságua ou desaparece. Mas a lua, assustadoramente está ali, olhando para meus olhos que sorriem e choram. Diante de uma alegria tão inusitada, meus olhos lacrimejam com saudade do que nunca tive e nem se quer terei. Meu travesseiro me dá afago nessas noites sem o corpo de minha mulher. Mas nessa noite onde meu travesseiro não corrompe a minha solidão, chamo a lua. Sim, você, lua. Posso chamá-la de você? O céu está negro e te vejo tão só. Tão chamada solidão acompanhante de minha noite negra como o seu céu. Não sei como te chamar, lua. Tenho tanto ciúme de ti. Não sei o porquê. Contudo, me deixe te chamar de minha aqui entre nós. Sem sol, sem chuva, sem vento e sem medos. Sem gritos e gemidos. Sem suor e sem sexo. Chamar-lhe-ei de tudo, ainda mais de minha. Queria alcançá-la, não sei, algum dia. Alguma única vez e compartilhar de minha solidão que és tua solidão e que juntas formam uma apenas solidão. Uma solidão que contigo e comigo se despertaria em companhias abstratas. Sem nome, me jogo em teus braços invisíveis e moro em tua luz indivisível. Como és linda! Queria dormir essa noite, amanhã o dia será longo e estarei sozinha. Acho que é a palavra que meu coração mais sente medo. Sozinha! Um só que transforma em palavras vários monstros modelos que fazem parte de minha estrada. Sozinha que me faz dizer Adeus aos momentos que todo ser precisa para se sentir bem. E você acha isso errado, Lua? Desculpa chamá-la de lua. Agora será Lua, minha Dona Lua lunática. Sinto a sua falta nessas noites de primavera calorosos. Sinto a sua falta em noites mal dormidas e solitárias como essa. Se pudesse chegar até você (...) Se bem que, não aceitaria te ver tão de perto e tão fria. Tão fria e apagada de luz. Mas será que estão no lugar certo? As vezes não consigo acreditar no que vejo nessas televisões devoradoras de mentes. Te vejo fria, longe, apagada, sem brilho. Mas não, minha Lua. Não deixarei que roubem a sua incrível verdade. Não deixarei que a queime diante de mim. Sou tua serva e tua amante, se me permitires. Junto de minha menina terrestre, declaro meu amor ao som do teu sorriso. Junto de minha mulher que me tira de tua solidão, te devoro por inteira depois de noites de amor. Te pego e te faço minha escudeira. Deixo nessa noite mal dormida a lembrança de tua cara essência. Uma essência de alma de coisas que ninguém ainda descobriu. E nem quero (...) as vezes descobrem coisas que não eram para serem descobertas. Assim, regredimos e deixamos nossa humanidade para trás. E aqui, não quero nada disso. Quero oferece-lhe minha tremenda gratidão e meus votos de sinceridade, pois se um dia chegares aqui na terra de corpo e alma, quero que me leve contigo.

domingo, 28 de outubro de 2012

Sentidos.

A chuva bate á janela; Grita, toca, aclama. O vento geme; Incontrolável e volútil por entre nas frechas da fechadura. Meu corpo cai sobre a escrivaninha de madeira envelhecida, rangendo com os gemidos do vento. Tudo tão clichê quanto linhas tortas sendo traçadas pelo destino. Nos pequenos pedaços de grãos de chuva, meu corpo se embebeda; Criando expectativas irracionais. Peço ao vento destino que não grite em meus ouvidos pois adormeço em sonhos criados por ele. Escondo em mim, sinuosos pedaços em esconderijos secretos, simples e completos. Em meu corpo nu, protegido pelo inverno, não clamo por claridade. Em meus olhos lacrimejados imploro pela lua. O que tu és,então? Oculta entre o tão negro céu. Escondida pelo teto que cobre-me. Em crises acalmadas, linhas do meu destino são escritas no céu e no inferno. E no grito desesperado, o vento beija os meus lábios para que minha boca fale. Apenas falhe diante de meus sentidos.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Me deixe contigo.

Me leve contigo; Entre os teus dedos macios e quentes. Me beije com teus lábios molhados. Abrace meu corpo com teu corpo; Colado; Anestesiado. Nestes teus pensamentos, leve-me. Serei tua em sonho e realidade. Nesta noite fria, me esquente. Me proteja do medo de te perder. Porque eu não aguento um minuto sem te ver (...) Eu te quero a todo momento, a todo instante. Meu pegue em teu colo e coloque a nossa música para tocar. Em nosso mundo preto e branco, nesta manhã colorida iremos começar. Assobio em teu ouvido, canto que nem criança. Cresço ao teu lado, minha grande esperança.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Não volte.

Não vejo a lua faz tempo. Não sei o que aconteceu. Não sei se foi e eu fiquei. Talvez tenha ido embora novamente com a solidão. Queria contar-lhe que, podes ir, solidão; E me deixe a lua. Sem poderes lunáticas não há como sobreviver. Sem poderes ousados em brilhos que não posso nem, se quer, esconder. Queria eu, segurá-la em minhas mãos e deixar-te livre, solidão. Há momentos que te quero. Não, desculpe. Houve momentos em que te quis. Te quis como pedaço de mim, feito parte do que eu era. E agora, como consegue ser injusta. Vai embora e leva-me a lua. Tão minha (...) nem um pouco minha. Dois momentos, dois mundos distintos tão iguais. Momentos medrosos travestidos de ousadia, daqueles que eu sempre ditei. No reflexo do mar, vejo-te lua. Tão linda junto a solidão pavorosa que antes, tanto me apaixonava. Eu, tão carente, apaixonada por uma solidão ilusória. Eu, tão pedinte de gemidos, tão encantada com gritos melancólicos mentirosos. Ao mar, levei minha alma pura e culpada. Ao vento, lancei minhas preces amedrontadas. E a lua? Tão minha desafiando o céu. Brigando com estrelas de heróis em conjunto constelados. Sozinha, encontrei-a, solidão. Disfarçada de lua; Disfarçada de brilho; Disfarçada de medo. Gritei para que me abraçasse aquela noite, mas diga-me: Aonde estava? Aonde tão longe que onde não soube alcançar. E num sonho tão sonhado de todas as noites, nada de lua mais encontro. Nem neste céu; Nem no teu céu, solidão. E agora? Se você soubesse o quanto tenho pavor em lhe ter de novo (...) Se você soubesse que preciso da sua lua para fechar meus olhos. Preciso de sua lua para fazer amor e para me afagar em sentimentos. Mas, porque, solidão?! Espero que não insista em me pegar novamente pelas mãos. Na tua noite escura, espero que traga-me tua lua. Senão, espere para ouvir meus gritos lunáticos. Espere. Espero que não volte. Pois esta noite vou procurar a lua. Se eu a encontrar, farei um pedido. Se não, entrarei em meu desespero incomum.

sábado, 6 de outubro de 2012

Palavras engaioladas.


Eu só queria entender  e nessas palavras mal ditas eu desenho pedaços coloridos de palavras no papel de uma vida. Não de tanta negação transformado em talvez. Quantos tal e alguma vez. Na dor (...) de dormir inconsciente, de doar consciente. De amar; amar encantado com a belesa do mar. De saudade; Saudade de amar (...) de amarrar. Amar de amor encabulado em cima da cama, debaixo da mesa, atrás do armário. Saudade que não existe em outro lugar. Em inglês, francês nada há. Na américa, no sul, no norte tudo cheio, de palavras escritas com a pá e sendo lavrada por aí. E aqui, não entendo o que dizer. Nada de escrever, só fechar os olhos e amar. Dizer (...) Desesperado de esperar, de (des) esperar. Recuperar de esperar e descobrir de (des) nudar. Palavras nuas sem vergonha, pulando entre pontos, embebidas de alcóol e cigarros seguros entre os dedos de segurar. Imaginar a palavra que me cabe entre a imagem que imagino sem perdão. E perdão do que não há, perder. E no chorar, desenhar em linhas lágrimas de chuva. De choro, soluço pedinte de sol. E nessas palavras juntas por outras, sem sentido por fora e mergulhada de emoção .. de pavor, de garra, de grito, de berros, de força .. AAH! Palavras de grito que saem escritas e entre meus olhos acalma a minha alma lunática vinda da lua. Sem ar, respiro tentando ler, reeler as letras desenhadas em símbolos dando significados e guardando a alma de coisas em si por aí. Ah ... preciso chorar um pouquinho no papel. Essas letras desenhadas amarguradas redigidas por máquinas ditadas como em ditaduras de almas vazias. No papel, a tinha em ritmos próprios arrancando suspiros inusitados. Eu paro no tempo ... e volto tudo outra vez, sem saber o que deixei ali escrito. Deixe livre as letras presas em gaiolas cibernéticas e me dê papel e caneta.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Noite fria.

Fechei meus olhos quando abracei meus braços com minhas próprias mãos. Algo está errado, ainda não sei. Eu abro os olhos mas anda escuro Eu grito, mas não me ouvem. Eu escrevo; Escrevo linhas erradas e contorcidas de pavor. Escrevi sem sair de entrelinhas de terror. Sem rimas nem poesias, o vazio me espera. Para contorcer os meus olhos, a minha carne, a minha pele. Nenhuma dúvida tão hostil derruba tanto os meus ombros, que caem sob os meus pés que antes, voavam; Ah, voava para o nada. Para o nada contituído de tudo. Esvaziado de sentidos. Preponderante; Intransigente este destino. De sonhos mal fundados, extasiados por palavras sem sentido. Consciente e inconsciente se esbarram por aí, alucinando as realidades que aqui em frente estavam, sem nada, nada que me fizesse desistir. Não quero momentos de êxtase sem prazer do saber sem dúvida; Nossa! Nem sei o que eu estou escrevendo. Não sei se estou no lugar certo, nem mais ainda o que fazer. Está escuro, queria luz. A lua, pobrezinha, nem cheia está. Deve está assim, como a mim, vazia, pequena. Se eu gritar, só esta noite? Posso? Você me abraça por trás e diz que tudo está bem? Porque, hoje, não me ouvem meu amor. Você sim, eu sei. Então, neste errado travestido de certo, eu te darei as cartas. Neste bem e mal sem conceito, eu me dou à vida. Não tão bem nem tão mal, inristido de desejos, de amor, de ódio e de raiva, eu enlouqueço. Revestida de poeira e pó da felicidade que protege simultaneamente os meus medos, fazendo-os acharem que não estão aqui. Por isso, me abrace; Esta noite não estou afim de dançar com a solidão. Não estou afim de doar lágrimas ao vento. Estou afim de você, da lua pequena, vazia e sem brilho desta noite. Estou afim do teu amor sem dúvidas e preceitos. O vazio da espera, deixo-a - ou tento- pela manhã. Estou noite estou afim de abrir os olhos e encontras as tuas mãos.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

-

Dá vontade de ficar coladinha, agarradinha até a noite cair. Dá vontade do teu corpo, do teu beijo até a manhã surgir. Dá vontade de você meu amor, ao acordar e ao dormir

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

O vento.

O vento bate em meu rosto; Assobia. Grita. Pareço movimentar meus braços para alcançá-lo, mas nada vejo, senão nuvem de fumaça entre meus olhos. Embaçadas imagens de arco-íris preto e branco. Murmurinhos em minha janela, um alto de pavor e espanto. Pretas são as asas, ela se aproximou. Eu vi um anjo de asas negras; Sem sexo, nem cor.Estiquei as mãos, queria tocá-la, mas as sombras a engoliram. Mataram-na. Queria eu, poder desenhar o arco-íris colorido. No vento resgatar meu sorriso. No anoitecer revirar meu papel. Escrever em colorido. Provar desse mel. Nesse frio tão intenso. Desejos ocultos, pavores intensos. Eu reescrevo o meu nome em garranchos de ousadia e encontro, nessa chuva, meu sonho banal. Cortei em pequenos pedaços as entrelinhas que deixei. Corri; Chorei; Gemi; Joguei. Queria eu, voar esta noite. Queria eu, pular deste andar. Queria eu um abraço daquele vento que eu tanto aprendi a amar. Sem coragem, me dou á ti, anjo perfeito. Tão imperfeito. Em teus braços deixe-me morar. Me leve desta vida insana, deste pedaço de desamor. Quero, eu, amar sem ser cobrada. Pecar sem ser odiada. Sorrir sem ser em lágrimas. Queria eu, desaguar nestes mares gelados, sem cobranças nem sujeiras. Sem ódio e pobreza. Sem calor e sem frio. Se bem que o frio, tão amigo meu, me pega no colo e me deixa passear entre os teus dias de luar. Naquele inverno que tanto espero. Não quero rimas se vier a acontecer, não quero palavras que me deixam reviver, não quero entrelinhas que me deixem morrer. Quero apenas vento. Sem vírgulas sem ponto final sem respiração sem choro sem lágrima sem dor.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Em tuas mãos.

Me deito entre os teus braços e em tuas mãos eu adormeço. Vejo-me em tuas costas debruçada, num voar eu enlouqueço. Dentro de ti me arremeço (...) virando mais tua que minha. No caminhar solitário destas mãos encosto na tua; Agarro um grande emaranhado de teus beijos molhados; No calor te percebo. Caminho, agora, nas ilhas solitárias; Cheio de gritos, de lágrimas, de pavor. Quando me pegas em teu olhar, viajo em cima das águas; Me crio; Me deito; Me encontro em teu pesar. Me seguro em teu brilho, tão doce encanto. Tantos desejos fundidos em ti,co(n)fundidos em mim. Longe de meu pranto desesperador. Eu adormeço com a tua imagem ao lado de minha cama; Imagem-alma, que acalenta, acarinha, encanta. Tua imagem serena com os olhos palpitando e as mãos entrelaçadas em meu pescoço num encanto. Leio-te como passagens de poemas belos; Relendo, franzindo, descompensando. E num olhar pavoroso de medo me abre os olhos e vê-me ao teu lado, tão apaixonada e com risos de ousadias. Eu digo em teu ouvido palavras sinceras, como num sonho de realidade inundado de esperanças. Viro menina tão desolada, me sinto uma princesa demais encantada. E no teu silêncio eu respiro de prazer. Sou tua mulher, tua menina, o que quiseres de mim, fazer.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Trabalho de Psico I

Queria opiniões sobre minha redação sobre Psicologia. Estou tão mal nas matériasbiomédicas, nessas outras preciso aumentar meu CR rs :/
O tema é por que escolhi fazer psicologia.

A psicologia em uso.



O que posso pensar sobre o porquê ter escolhida a psicologia como profissão em minha vida? Eu talvez nem saiba muito bem. Faz tempo que comecei a ter como sonho passar para uma universidade federal. Eu até passei, mas não foi para psicologia. Hoje, tentei novamente e descobri que eu posso conseguir, realmente, o que desejo em minha vida. 
Não escolhi a psicologia para conseguir entender quem eu sou, sinceramente, ouço várias pessoas dizendo algo sobre isso. Escolhi, dentre tantas outras na área de humanas, algo que estudasse o homem. Não só o homem, físico, atuante em uma sociedade. Escolhi algo que pode ser lidado com a alma, com os pensamentos, com os desejos, as vontades, a dor, o ódio, o amor. Pode ser que hoje, no primeiro período, eu não consigo ser capaz, ainda, de dizer realmente o que é o ato do psicólogo ou o que é esse estudo da alma.
Começo daqui a caminhada para o estudo do que eu quero. Desvendar mistérios da alma humana acredito que não consiga, ou mesmo que psicólogos não estejam encarregados disso. Quero desvendar o porquê do homem se achar como homem. O porquê dos sentimentos estarem aqui. Estudar afundo o comportamento do ser humano como homem, não como pessoa física portador de doenças curadas por remédios escritos em atas médicas.
Talvez eu comece muito com dúvidas. Acredito que não seja apenas eu, porém, chego a uma conclusão básica sobre todo esse pensamento: Escolhi ser psicóloga para estudar o mais complicado de ser estudado. Estudar algo que muda e se renova a todo o tempo. A mente humana. Estudar as sensações, a percepção, o viver do homem com o mundo.
Em suma, essa toda dúvida do porquê ter escolhido a psicologia como estudo, trabalho e vida, chega a ser contestável. Eu quero fazer desse trabalho uma vida. Lidar com todos os tipos de pessoas que queiram representar os seus sentimentos. Descobrir, dizer, entrar em comunhão com a alma que sente e a cabeça que pensa. Esse, talvez, seja a grande dúvida desse trabalho. Quero esse contato com a alma humana e mostrar caminhos que podem seguir.

domingo, 16 de setembro de 2012

-

Tenho medo do tempo (...) talvez  da morte.

Passos irreais.

Queria eu poder andar nas nuvens. Que bom seria poder voar dentre as névoas da montanha. Encontrar um pranto adormecido de amores escondidos. Nas cavernas, durante o anoitecer, procurar abrigo. Nos picos mais elevados, criar e lutar contra fantasmas terroristas. Quem dera poder, eu, boiar em cima da lua. Em baixo das estrelas, sob o sol nascente. Quem dera poder, eu, colorir as estrelas. A lua, deixo-a com o brilho eterno. Brilho que tanto atrai as minhas forças para voar. Quem dera poder, eu, escrever linhas sem sentido, palavras abstratas no meu céu. Porém, vejo-me em um céu tão repleto de pinturas colorias que (des)água a chorar diante de mim. Um céu de entrelinhas repletas de lágrimas azuis. Um céu de criaturas criadas aqui. No bater do relógio, acordo. Acordo sem saber se o quem dera foi verdade. Sem saber que o inesperado foi encontrado, sem saber que a realidade está num sonho improvável. Grito ao acordar para que eu me ouça. Mas veja bem: Eu não consigo escrever nesse céu quando acordo. Talvez, entenda-me, o medo da realidade acabe com a força do sonho. Desse sonho que quando sonhado, é imbatível. Espero (eu) que esse desejo de ralidade seja descoberto. Espero (eu) conseguir desenhar em realidade um começo de força. Sem medo, sem criaturas. Mas quisera eu, acordar sonhando. Quisera eu, acompanhar os meus passos na areia. Quem dera se eu, tão real, pegasse nas mãos do vento e caminhasse em direção à lua.

sábado, 15 de setembro de 2012

Você.

O teu abraço (...) Me deixa confusa. Me perco entre as nuvens deste paraíso. O teu beijo (...) Me espera na saída. Do meu corpo de entrada para lhe amar. O teu toque (...) Me acalenta. Me crio entre os passos de desejo do teu corpo. Fecho meus olhos e me vejo em você. No teu calor, na tua boca, na tua vontade.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Noite fria.

Na fria noite, me encontro no final do inverno. Falta pouco, a primaverá invadirá. Choros vazios se misturam com lágrimas tortas. Perdões arrependidos descem cascatas em imploração. Nesta noite tão fria, num abraço acolhedor, me desmancho entre abismo de um beijo procurado. Entre os lábios macios, deveras ver, tão molhados e frios, que vou lhe conceder. No frio, encontro o teu calor. Nos corpos acalentados pelo desejo e ardor. Nesta noite fria, sinto a água tão forte do desejo que peço para matar aqui a minha sede. Quando aqui, nesta esperada primavera, as flores chegarem tão límpidas, espero o teu beijo para do meu choro de frio, transformá-lo em lábios quentes de primavera.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

20 anos e um sorriso em lágrimas.


É assim, num dia tão especial tudo se mistura com alegrias e histórias para contar. Eu acordei e tão rápido, já eram os meus 20 anos. Não sei ao certo do que pensava quando chegasse nessa idade. Quando eu era pequena - de idade - acreditava que estaria morando sozinha, trabalhando, formada e com filhos. Acreditava que já teria me casado na igreja, feito meu chá de panela e, estaria hoje, talvez grávida. Ou mesmo, só tentando ter. Até acreditava no príncipe encantado. Vivia cantando Wanessa Camargo de um lado para o outro, Sandy e Júnior e Liah. Caramba! Eu lembro de todas as músicas, de cada trechinho e de cada lugar que eu comecei a ouvir em cada momento. " Garotas choram mais, quando um sonho se desfaz, você me usa e me deixa pra trás e ainda pergunta o porquê. Garotas choram mais." " O seu nome eu não sei, eu me lembro que eu sonhei e acordei pensando em você, eu não sei o que é paixão. Perguntei pro coração e ele disse que é pra eu ter calma. Um dia virá meu primeiro amor." " Quando olhei pra você e você sorriu, o universo se abriu. E a lua no céu nos abençoou, cenas de um filme de amor."
Quantas diversas músicas que eu nem sei mais a letra inteira. Eu lembro e um mundo inteiro vem aqui. Um mundo de sentimentos que eu tanto achava que sentia. É tão impressionante o quanto a vida e o tempo nos amadurece. Eu não sabia de nada disso, achava que era bobagem quando me diziam que eu ia descobrir AINDA o que era o amor. E eu dizia: Nossa, eu nunca amei ninguém, quero sofrer por amor.
Realmente, impressionante. Mal sabia eu. Essa dor inconstante e mórbida que o amor traz. Mas pera, pode parando Bruna, hoje aqui é só felicidade. Nesses 20 anos consegui tantas vitórias e tantos fracassos que me sinto até meio orgulhosa de onde eu cheguei.
É Bruna, as vezes é bom se sentir assim. Me chamaram algumas vezes de incapacitada. Nossa! Eu nem conseguia correr muito na Ed. física na escola, era meio gordinha demais. Demais mesmo! E eu ia as festas, hoje rio, mas que capacidade os adultos conseguem ter para acabar com uma criança só com algumas frases. " Lá vem a Bruna, esconde a comida". E as crianças, tadinhas, trazendo de casa cada mal exemplo que se pensarem depois de grande, se sentiriam um lixo. As vezes sou assim, fiz cada coisa quando era pequena ( de idade). Mas eu tinha até musiquinha na escola. " Gorda, baleia, saco de areia, vou te esculachar". " Lá vem o fraldão" Ah, lembrei de outra. " Não entra no parquinho, pode ficar intalada.
Me disseram, também, no dia da prova do vestibular pra UFRJ. " Você tá fazendo o que aqui Bruna?! Saudades de você." " ué, fazer a prova." " Mas aqui só serve pra gente inteligente, você não vai conseguir. Você não vai conseguir. Vou fazer direito, vai tentar pra isso?! Se for, pelo menos na sua frente vou conseguir passar rs". Ah, como eu era tola, fiquei com vergonha ainda, meu deus.
Queria encontrar com essa " amiga" por aí, ia dizer que passei entre os 10 primeiros pra letras na UFRRJ , pra jornalismo na UERJ, pra Comunicação Social na Uff, pra Serviço Social na UFRJ e finalmente, para o meu sonho - no qual faço agora - para psicologia na minha queria UFRJ.
É engraçado ver isso tudo. E meu blog? Que paixão tenho por você, meu eterno confidente de mágoas e de pavores desesperados. Me disseram que eu não escrevia bem, que escrevia tudo errado e meu português tava meio ruim. Mas eu prometo, continuarei escrevendo aqui. Acredito que, ainda, consiga alguma evolução nesse meu português meio ruim.
Me disseram algumas vezes que eu ia pro inferno. As vezes que era melhor eu ter uma gravidez ou mesmo, melhor que eu fosse mulher de rua. Lembro daquela vez que eu tive que fugir de casa. Ai ai, como me rezaram, me oraram. Me levaram em um psicólogo, do qual não me lembro o nome, meio famoso. Ele era especializado em Homossexuais, drogados e mulheres que vendiam o corpo. Fiquei algumas horas conversando com ele. " Escuta o que eu estou te dizendo, daqui a 1 mês você volta aqui e me diz. Tenho certeza que você não é gay". Eu queria voltar lá algum dia. Ele não é daqui, é lá de São Paulo. Queria dizer a ele que já se passaram 5 anos.
Mas é assim mesmo, isso tudo faz com que eu me orgulhe de ter conseguido chegar, hoje, aos meus 20 anos. Lutei desesperadamente por amor e por compreensão. Afinal, tudo que eu queria era poder ser aceita de alguma forma. Ser feliz da minha forma diferente. Não há forma igual nessa âmbito dos humanos, moçada. Fico meio assim com isso.
" Eu não vou conseguir. - Ajoelhei. Me leve daqui, meu deus. Eu não queria ser diferente, se assim fez, porque precisa ser tudo tão estranho, tão odioso se, o senhor mesmo, me fez assim? - Chorei. Senti o sangue sair levemente. Peguei papel higiênico. Sentei no chão do banheiro. 23:00 horas - 7:00. Fechei os olhos e levantei. Vou lutar, mesmo que pra isso eu preciso levar o ódio - dos que não conseguem amar o diferente - nessa estrada."
" Você quer um comprimido Bruna?" - Pra quê? " Dor de cabeça." - Não amiga, não tomo comprimido. " Tenta ué" - Tá, morrendo de dor.
- Não Buh, não toma. Não é pra dor de cabeça, é êxtase ( Não sei como escreve, rs, calma pessoa que diz que meu português é meio errado, rs)
E tantas outras coisas que tenho medo de colocar, talvez leiam aqui, quem sabe né?!
Estou feliz, muito feliz. Hoje, confio em pessoas que eu tenho certeza que sempre estarão aqui. Ah, meus melhores amigos. Eu não sei o que seria de mim sem vocês.
E penso, repenso.


Aquela história do príncipe encantado já se foi. Tenho certeza que ele, mesmo em um cavalo branco, não faria nada do que eu tenho hoje. Como eu tenho carinho, amor, atenção, sinceridade, lealdade, paciência (comigo, porque sou uma pessoa muto difícil de se lidar). Acho que nenhum príncipe chegaria a me dar isso. E uma pessoa com tanta coisa que se diferencia de um príncipe encantado, inclusive o fato de ser do sexo oposto a do príncipe, com tantas qualidades e alguns defeitos, conseguiu me fazer feliz como hoje.
Aquela história do gordinha, gordona e balofa não dizem mais ( graças a deus), prometo a mim que começo meu regime agora quando as aulas começarem.
A história do psicólogo que disse para eu voltar lá, puts, mudou. Minha nova psicóloga disse à minha mãe no primeiro dia de consulta. " Desculpe, se você veio aqui pra mudar a sua filha, não poderei fazer. Ela vai se achar, se entender e não tenho o poder de mudá-la."
A história do sangue no chão do banheiro não existe mais. De lá passei para os remédios ( kkkk) brincadeira. Eu não sabia realmente o que era sofrer de verdade. Mas a luta, continua sempre. Essa sociedade, que me dá calafrios, me faz agradecer todos os dias por ter encontrado em minha família a força para conseguir seguir a diante.
E ah, minha família. Minha mãe, meu pai, minhas irmãs. E até meu padrasto ( juro que estou conseguindo a aproximação agora) me ajudam a enfrentar isso ( ele nem tanto, mas sei que um dia vai chegar, rs).
Aquilo dos amigos, mudaram. Tenho um melhor amigo que eu amo tanto e que é tão escrito sobre o amor que me sinto orgulhosa toda vez que eu digo que o amo. E minhas melhores amigas lindas que, aaaaah, são minhas.
Que desabafo enorme, sei que ninguém vai ler. E isso me deixa tranquila porque só eu vou saber de mim. Tentar me saber um pouco mais. Tinha esquecido dessas coisas que me vieram agora só escrevendo. Que benção meu pai, as palavras são um tesouro que se soubessem usá-las. Ah! Vou me deixar calada um pouquinho.
E uffa! Meus 20 anos chegaram. Aquela história de estar casada, grávida e tudo mais não aconteceu. Mas, acontecerá.
As músicas vou deixar lá atrás, não preciso delas agora.
Obrigada pelos parabéns Blog, sei que você é o que mais deseja felicidades a mim.
E ah, se alguém leu e tem algum erro de digitação, desculpe, não quero me ler de novo para consertar.
Obrigada a todos que estiveram comigo nesse dia. Os abraços, os beijos, os presentes. Aos que estiveram comigo pessoalmente e aos que não puderam estar e sei que me abençoaram.

Obrigada Vó, Vô, Vô, dinda. Queria vocês aqui nesse dia especial pra mim. Sei que estão me abençoando. Se já estiverem novamente na terra, sei que o coração de vocês ficou um pouquinho alegre demais. Sinto saudades, muitas saudades.
Obrigada por todos aqueles aniversários, há alguns anos atrás. Nos anos em que estiveram em minhas festas, ajudando nos preparativos. Nas festas surpresas ou mesmo naquelas em que eu era só um bebê e nem aproveitava nada. Eu sinto muita falta de vocês, muita. E, como comecei a chorar, vou parar por aqui. Aí, nas estrelas, recebam o meu sorriso e a minha lágrima. Aqui, na terra, recebo o abraço, a paz, a benção e luz.
Eu amo vocês muito, em toda a minha alma. Em tudo que existe dentro de mim. Tomarei conta de todo o esforço que tiveram para ajudar no que me tornei. Vó, você é a pessoa mais maravilhosa que eu já encontrei e com você e meu avô percebi que o amor eterno e de longas vidas existem. Vô, prometo tomar conta, aqui na terra, da minha avó. E dinda, sei que não viveu tanto. Sei que era para estar aqui conosco. Mas se daí tudo é melhor, tenha a certeza que meu coração chora de alegria e saudade. Queria que estivesse aqui nos meus 20 anos. Queria a sua presença em corpo. Senti a sua alma, o seu sorriso e os seus cabelos longos e loiros batendo em meu rosto. Senti o teu coração batendo e dizendo: Vá em frente minha sobrinha, eu estou aqui e sempre estarei. Eu te amo.
Até mais.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Páginas.

Caí-me-ei entre as névoas dos teus olhos. Apenas esta noite. Como eles brilham (...) Eu vejo a lua. Deito-me entre os teus braços. Como eles me envolvem  (...) Eu encontro o céu. Quando der-te minhas mãos, será para que não soltes nunca mais. Pode ouvir minhas palavras? Eu quero casar contigo. Comigo, te farei sorrir por dentro (...) por fora. E, ah! Falando nisso ... Que sorriso mais lindo é esse que eu ganho todos os dias. Essa risada desconcertante que me faz rir sem parar. Esse teu ar de mulher madura, de menina frágil que precisa de colo. Esse teu rosto tão (...) hum; Tão - não sei explicar - perfeitamente lindo, qual me faz acariciar. Se eu te der ( eu ) promete cuidar de ( mim ) todo o amor? Consegue perceber o quanto estou cheia de reticências e de parênteses? Acho que estou te amando tanto que fico meio confusa (introspectiva), as vezes sem saber o que fazer. As vezes sabendo muito, até, o que fazer. Vou até colocar as palavras em ordem errada. Será que isso tem a ver com essa necessidade constante em fazer contigo a ordem certa da minha vida? Nessas todas horas que fico feliz quando me pede em casamento, eu, talvez, com essas vírgulas obrigatórias consiga respirar a todo instante, na espera; Em sua espera. Nessa noite, ao deitar ao teu lado, vou selar teu beijo apaixonado com meus lábios cheios de amor. Esta noite, ao aceitar viver minha vida contigo, vou começar a escrever a nossa história. As novas páginas em brancos da minha vida.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Te devoro.

No teu beijo adocicado
Me derreto.
Crio asas,
Crio pés,
Em desespero.

Nos teus braços arrepiados
Me desmancho.
Aquieto-me,
Apavoro-me,
De encanto.

Nos teus seios mostrados
Me afogo.
Acredito,
Só sorrio,
Te devoro.

domingo, 2 de setembro de 2012

Ausência.

Na ausência do teu corpo, vejo-me transbordando de saudades. Os desejos escondidos, de corpo, alma, sangue e amor, todo sem metade No suor, fiz-me carne. Arrepiada de essência no teu nu contemplado. Creio que seja ousadia, de dois amantes, de uma química. Arremeço ao vento os meus beijos para que pegue-os e guarde-os entre os teus lábios. Menina (...) minha mulher. Me afirmo e confirmo todas as noites em teu corpo que sou a tua menina. Sou tua mulher. Nas noites criadoras de grandes fantasmas, jogo-me no mar dos teus beijos para criar a salvação que esperava. Salvo meu coração, minha mente, meu sexo. Salvo a minha respiração inerte e longe do meu mundo; Mundo exagerado. Na ausência da tua carne, delicio-me nos meus próprios braços que estão salvos pelo teu perfume, cravado pela tua essência. Procuro-te entre meus dedos molhados, e quando não acho o teu corpo, grito. Grito, transpiro, chamo-te a cada respiração. Nos gemidos que saem e pulam de minha garganta, peço a tua presença. Não quero amis ausência. Na falta dos teus abraços, fecho-me em verdadeiras paredes de doçura, de amor, de paixão, quando meus olhos tão (in) abertos te acham em qualquer lugar. Paredes de doçura, de amor e paixão que me prendem em teus braços ouriçados de tesão. Ôul! Nas minhas fantasias eu encontrei você. Tão cheia de sentimentos e de ternura que me fazem suspirar. No fechar dos meus olhos te achei, e no abrir do meu coração te deixei entrar. Nessas fantasias coloco-me a sua disposição. Podes amar, beijar, acariciar, morder. Podes fazer daqui a tua morada. Podes fazer do meu corpo o teu encontro. Os encontros do meu com o seu, do eu (con)tigo. E nessa ausência , acredite, meu coração fica entrelaçado com o teu. Nessa saudade que em tudo existe, me faz lembrar-te a cada amanhecer. Quando contigo eu casar, lembre-se, sempre serei tua, a mulher a qual podes para sempre amar.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Paraíso

Gostaria, esta noite, de um abraço apertado. Um abraço, apenas, nada mais. Tantas coisas passando, não sei da onde me observam. Gritos, pássaros, antenas, cores de colores ousadas. Não vejo nada. Podes dá-me um abraço esta noite? Me sinto louca (...) E os loucos da onde tiram essa realidade senão da própria realidade como vivo hoje? Não sei o quando foi me dada a loucura. Contudo, vejam só, se loucura for dada a quem for - necessariamente - chamado lunática, gostaria de jogar aos quatro ventos minha loucura ( não louca ). Abraços, talvez, suscetíveis formas de ousadia. Da loucura, me ando inspirando. Vejo aqui, vejo ali e me impressiono com cada gota de lu(náticos). Lunáticos, Luna, náuticos, lunáuticos. LUNÁTICOS. Se eu for louca - e disser - posso sair pedindo abraços sem que achem que sou louca (?) Não, espere. Eu direi que sou louca. Portanto mundo es(tranho), entrando dentro de minha pele, posso viver sem que me chamem de louca - eu direi sobre minha loucura - porque, vejam bem, os que loucos são podem viver como querem sem importância da mente pavorosa do outro. Hoje, meu deus, cadê a tolerância - e bota deus nisso -  que está inerte, ecoando entre os ouvidos quase mortos dos que querem na loucura viver. Pois bem, digo com ousadia que minha loucura é diferente da sua. Assim como minha mãe, meu pai, minhas irmãs, meu pé, meu cabelo, minha gordura, meu nariz, meu sorriso, minha religião, minha namorada, minha sexualidade, deus (...) Nã, nã, não Bruna. Deus é o mesmo, você está louca? Hum, acho que estou. Se Deus é o mesmo, porque matar pela diferença que ele mesmo fez? Caramba! Que bom - graças a deus ( esse deus) que sou louca. Não aguentaria viver na realidade aterrorisante, devastadora, sem limites, sem pássaros, sem rios, sem cor. Que loucura essa realidade infeliz. Tão in(fame), cheio de casas, prédios, tijolos e poeira. Se eu disser que sou louca, me colocarão em um lugar cheio de flores? Turquesa, margarida, rosa, violeta ... Ou mesmo aqueles matinhos com pedrinhas que ninguém vê. Poxa, iria colocá-la em meu bolso. Bolso aberto, furado, maltratado. E lá,  iriam me abraçar. Acho que lá eles até dão bom dia, que paraíso.

domingo, 26 de agosto de 2012

Nossos corpos.

Nossos corpos, o que são? Senão dois pedaços de alma recobertos pelo calor. Nossos corpos, o que são? Senão o pavor pedinte de amor, enaltecendo as pequenas gotas de suor que caem sobre nossa pele. Transformando. Misturando(-s). Amando-os. Nesses corpos sequestrados por nossa ousadia, digo a mim: Estou aqui e não darei a partida. Deixarei escrever em nossos corpos a verdade de nosso futuro tão (...) tão inesperado. E nesses corpos revirados deixo meu olhar como tinta. Voltarei! Sempre voltarei aos braços enlaçados e acolhedores teus, que ah! Me transborda carinhos. E esses corpos, o que são senão a noite envolvente com ela (lunática). Deixo meu corpo esta noite deitar na areia quente. Na morna, na fria. Deixe a noite cair em pedaços de chuva. Deixe meu corpo brilhar - mais uma vez- diante dos teus olhos molhados de paixão. Nos teus sonhos, esta noite, vou enlouquecer tua mente; Teu coração; Teu corpo. Me amarrei ao teu corpo e irei embora com o teu amor. Ou não. Deixa-me apenas amar-te por toda essa noite? Nossos corpo serão, então, (...) o céu negro e azul.

domingo, 19 de agosto de 2012

Eu gosto de você.

Gosto do teu colo acolhedor. Do teu olhar de apaixonada. Do teu sorriso encantador. Gosto desse teu carinho que me abraça, dessa tua doçura que me enlaça. Gosto dessa tua vontade em me amar, desse teu jeito em dizer que me ama, dessa tua maneira de cuidar de mim. Como me seduz esse teu encanto. Essa tua maneira de ser quem eu sempre quis ter. Como gosto da tua pele; De rolar, de deitar, de segurar a tua mão; De acordar, de dormir, de amar contigo, ao teu lado, todo o tempo. Que cuidado maravilhoso; Eu te sonho, eu sigo, eu te realizo. Eu gosto tanto de você.

domingo, 12 de agosto de 2012

Encontro.

Eu queria acordar com um buquê de flores; Rosas vermelhas, para melhorar. Queria sair na rua e, nesse momento, sentir pegarem a minha mão. Queria olhar pela janela aquela noite e sentir, atrás de mim, alguém segurando os meus braços, entrelaçando todo o meu corpo. Queria ver a lua, acompanhada. Talvez, sem nenhuma companhia de minha minha solidão. Queria olhar naqueles olhos e ver que brilhavam. Queria acordar todos os dias com um beijo de Bom dia. É, eu acho que encontrei tudo isso.

s2

O meu coração grita. O meu coragão geme. Ele desvia minha respiração; Ele acaba com meus passos. Meu coração cria; Desespera; Para. E eu, sem saber caminhar, ajoelho. Peço á vida uma única saída. Peço á Deus, quem sabe força. Peço a mim, sabedoria. Minhas mãos, acredito que se juntem. Imploram por paciência.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

:)

Olá Gente,
Fiz um Askme novo. Podem fazr perguntas se quiserem :)
www.mepergunte.com/bubuhdulce

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Chuva.


Agora pode chover.; Agora posso sorrir; Agora tenho você, alguém tão mais perfeita de todas que já  conheci. Nessa chuva desesperada eu corro para os teus braços; Nos teus braços incontroláveis, eu me deito feito criança desamparada. Nos piores náufragos me grudei a ti - grande mulher- meus lábios procuram o teu ar, nos quais insisto em grudar. Encontro em ti a melhor parte de um todo a qual achei, sem procurar essa mulher que tão perto estava e não esbarrei. Hoje, digo te amo e sempre amarei.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

-

Prometo que postarei aqui, estou sem tempo. O sono anda me consumindo demais.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Meu coração dói.

Sonho (frustração)

Me disseram várias vezes para nunca desistir de sonhos; Dos sonhos, de sonhar. Eu tentei durante anos. Tentei várias vezes e já escrevi centenas de palavras sobre isso. E, dizendo a verdade, estou cansada. Completamente cansada. Não sei, pode ser que muita gente não me entenda. E, várias pessoas acham que isso não é sonho nenhum. Podem não acreditar, mas eu sinto. Eu posso dizer que é. E, eu vi, estava lá, ouvi dizer que era impossível para quem não tenta. Nossa! Como eu tentei. Estou machucada, frustrada. Estou completamente sem saber o que fazer. São 7 anos e eu juro, tentei todas as vezes que tive oportunidade. Será que minhas oportunidades foram tão falhas assim? Cheguei a dormir na rua, em ponto de ônibus, em aeroportos, em calçadas que davam de frente a porta de hotéis. Talvez meu erro foi não ter tido dinheiro para pagar 500 reais e conseguir tirar uma foto. Talvez tenha sido esse o meu erro. E é assim, sempre foi. Eu corro de um lado para o outro, eu choro, chego em casa frustrada. Eu sonho e acordo vendo que não, não foi realidade. Se eu pudesse (...) faria o impossível. Mas esse meu impossível está relacionado ao dinheiro que não tenho para conseguir pagar uma foto. Não me digam que não tentei! E, ainda mais, todos conseguiram e eu fiquei aqui, para trás, com meus sonhos abertos em minhas mãos, criando asas e indo em direção ao nada. É tão difícil ter esse sentimento de frustração. Se eu não tivesse feito nada (...) Lembro da vez que fizemos uma Convocatório Kilométrica. Trabalhamos duro naquela carta, chegaram na minha casa cartas do país inteiro. Estávamos convictas de que entregaríamos em mãos. Ficou enorme, 50 km de folhas. Trabalhamos tanto, faltei a aula diversas vezes. Passamos noites inteiras colando, enrolando e organizando aquelas milhares de carta que parecia engolir meu quarto. No final? Não fui entregar! Só uma conseguiu entrar e entregar. Talvez por eu ter sido ingênua, sei lá. Lembro, também, das vezes que durmi no aeroporto. Passamos o dia inteiro. Eu não comi nada naqueles dias, água o bebedouro me servia. Quando a noite chegou, expulsaram a gente de lá. Famos dormir na rua até abrir novamente e podermos voltar. Quando eles chegaram lá, passaram por um lado que ninguém viu. De lá, fui para a porta do hotel. Não saíram de lá, era muita gente. E o show que fiquei acampada durante 2 meses? Ia para casa, faltava a escola e ia pra lá. Fora o dia que choveu demais e tivemos que dormir debaixo do ponto de ônibus. Eu pensava que daria certo, não deu. Ano passado fui novamente atrás, menos cheio porque aora eram fãs só de uma, não dos 6. Fiquei lá, estava tão frio, meu quexo batia incontrolável. Fomos dormir na casa de um menino que nunca vimos, de tanto frio que sentíamos. No dia anterior, voltamos. Ela saiu do hotel tão rápido, consegui gravar só os cabelos dela saindo, mais nada. Chorei demais. Muito! Fora os fã clubes que eu tanto fui presidente. Tantos encontros tive que marcar, cadastrar e tudo mais, achando que algum dia ganharia algum passe para conseguir. Mas não consegui, só os de São Paulo conseguiram. E eu em casa, frustrada, como sempre.
Estou tão triste que não tenho força para continuar. Eu lutei tanto! Não deu em nada (...) Não sei se posso lutar mais. Talvez hoje seja\ a última vez que tentarei, quem sabe.
E ficam me perguntando: Será que ela merece esse seu amor todo? Esse amor de fã que já parece loucura?
Mas ninguém sabe que em momentos difícies da minha vida, eu não tive ninguém para me espelhar. Foi naquele momento em que levantar da cama ou não, não faziam diferença para mim. Amigos tão longe do que eu havia me tornado, meus pais começando a me dar uma vida diferente da que eu sempre tive. Eu tinha 13,14 anos. Não encontrava nada para conseguir sair daquilo. Talvez não acreditem, talvez. Mas eu me identifiquei tanto. Fiz tantos amigos. Preenchi minha vida. Eu lembro, passava o dia inteiro com aquele som ligado, cantando e chorando (...) Foi um momento que eu nunca vou esquecer. Eu nem sabia quem eu era, tinha medo de dizer. Eu descobri e hoje consigo encarar o mundo que, antes, me mostrava preconceito
Caramba! Eu tento ter força pra continuar, mas anda difícil. Ninguém entende esse amor. Eu preciso conseguir, mas minhas forças estão acabando e eu não aguento mais.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Pontos.

Hoje estive lendo algumas coisas que escrevi ao longo do tempo. Percebi que existia muitas vírgulas. Vírgulas em lugares errados, erros de condordancia e português. Não liguei para isso. São meus sentimentos. Eles são todos assim, errados, colocados em lugares errados e embaralhados. Porém, percebi que as vírgulas são demais, sempre foram demais. Acho que estive precisando respirar demais para conseguir continuar escrevendo. Respirar demais. Demais. Aprendi na faculdade que a vírgula não serve para marcar a respiração. Serve para outras coisas que eu não vou explicar agora. Não ligo. Para mim a vírgula será sempre para eu poder respirar. Ultimamente eu estou colocando muitos pontos finais. Não sei o porquê disso. Acho que eles estão sendo mais suscetíveis aos meus sentimentos. A vírgula me deixa respirar, os pontos me deixam viver. Ah! Ando usando reticências demais também. Que coisa estranha (...) Uso vírgulas demais, pontos finais demais e reticências demais. Tá vendo? Como sou indecisa. Em tudo! Sempre me disseram isso. Tavez seja por isso que não consigo terminar nada, acho que é uma doença. Quem sabe daqui a alguns períodos na faculdade eu consiga entender essa parte. Enquanto a greve continua, vou ficar mais tempo sem saber. Vou continuar escrevendo assim. A vírgula me deixa pensar amsi um pouquinho. O ponto, me deixa viver A reticências? Me deixa falar o que eu nunca quero. O que eu nunca quero (...) Ah! Esse problema de pontuação desmancha os meus planos com meu próprio futuro. Meu português está péssimo. Estou até colocando a vírgula depois do "que". Isso nas regras é tao errado. Mas quer saber? Odeio as regras. Por causa das regras não posso dizer que meu gosto é diferente dos normais. Não sei, né? Ultimamente normal é ser diferente, uma modinha terrível. Mas eu vou continuar escrevendo assim, acho que nenhum professor de português anda lendo meu blog. Acho que posso, não posso? Ah, estou confusa e indecisa como sempre. Coitada da minha namorada, ela não aguenta minhas vírgulas e meu ponto de interrogação. E ah! Meu ponto final quando quero algo na hora. E nada de esquecer as minhas reticências quando faço birra. Desculpe amor, prometo que vou parar um pouquinho com isso, tudo bem? Só vou continuar escrevendo assim porque não sei de outra forma. Nem parece que estou escrevendo mesmo. Ah! O que eu faria sem vocês, meus pontos ?! (...)

(..)


Tão belos encantos, fez comigo, apaixonei
Amei sem descanso, sem descaso, me apeguei
Sofri em desalento, sofro tanto e lhe gritei
Tu veio me abraçar, tanto que ao menos sei.