Visitantes.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Segredinhos.


Estes segredos já não são mais meus (...) Minha boca, minha pele, minha carne, minha alma, minha vida (...) não as sinto. Não sinto nenhuma parte de mim, tanto que talvez tenha se perdido dentre as névoas deste escuro dia. Estrelas malvadas e lunáticos medos. Lunáticos sonhos mesclados de grandes fantasmas. A vida mesmo não minha, faz parte de mim. E essa ousadia de olhar-me e não vê-me chegou a ser cruel e misteriosa. Misteriosos como meus olhos andam diante do céu. Misteriosos como voam meus segredinhos por aí. Entreguei à lua meus mistérios para que os resolva antes que eu consiga. São fortes demais para mim. Difíceis demais para que aguente. Aguente-me, lua. E se eu for lunática para o sempre que seja eterno. O eterno eternizado entre o brilho dos teus mistérios misturados aos meus. Abraços, carinhos (...) Dei-me, lua. Sou tão tua lunática como escrava. Sou um pedaço de mim e um pedaço de ti. Sou o todo de algo que não sei e de quem não sei ser. Sou teu mistério, nem minha. Não sei. Estou perdida no teu espaço, jogada ao vento, à vida, à ti. Solidão!

domingo, 29 de janeiro de 2012

Loucura.


Estou enlouquecendo! Então, diga-me solidão, quando vás realmente levar-me contigo pelo céu escuro e pelo mar de tuas tormentas. Diga-me vento, quando vás trazer-me tua identidade fria e tua crueldade intensa. Grite-me silencio! Estou aberta para receber os teus murmúrios de ousadia. Estou aberta para ti silêncio, desde quando essa solidão voltou envolta de mim.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Aonde está você?

O vento balança as estruturas que me seguram e minhas pernas conseguem se quebrar. Consigo ver a lua, consigo ver o mar. Acredito que a lua esteja olhando meu corpo, para que minha alma padeça sobre sua luz e minha respiração se perca entre toda a sua riqueza. Sinto-a tão minha como sinto-a longe de mim. Esse vento, que corta-me e fura-me com seu frio, atravessa minhas lágrimas. Congela, arde meu sangue. Coração, lua ... Aonde está a minha força em meio a tudo isso? Diga-me? Queria abrir meus olhos, mas sineramente, não consigo.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Por aí.

Estou um pouquinho distraída. Estou talvez procurando a mim. Estou tentando encontrar, talvez, uma saída. Estou desabafando em silêncios. Gritando ao vento. Beijando minha lua com os olhos. Estou um pouquinho fora de mim, com erros graves entre os sons que saem de meus lábios. Estou procurando entender a saída dessa alma distraída que agora anda por mares afora, por vidas passadas e por coragens desencorajadas. Está por aí encontrando o espaço, o destino, as estrelas. Está por aí ... e eu estou aqui, sem achar a mim.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Ausência.

É irremediável acordar e perceber a tua ausência. A ausência de mim. Os caminhos mudam de forma, de cor, de direção. O que sinto em mim não se perde entre todo esse mar de transgressões. Estou travestida de ilusões e de cara para a vida. Vida que nem é minha; Vida - perdida - na qual nem faz parte de mim. De sonhos e perdidos caminhos. Caminho sem muitos sonhos novos ou perdidos. Caminhos incansáveis. Estou ausente de mim esses dias. Um porquinho só. Um porquinho.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Feliz Aniversário papi.


Olá papai.
( Estou horrivel na foto, mas valeu rs )
Quem me vê te chamando assim pensa até que sou uma criancinha mimadinha e chata não é mesmo? Não sou assim mas também não consigo ser diferente com você. E há quem diga que eu sou a sua cara, tenho todo o teu jeito, todos os teus genes e que sou idêntica a você, e quer saber? Eu tenho a certeza disso. Hoje eu quero te desejar um Feliz Aniversário e tudo de bom que existe nesse mundo. É pai, o que eu sempre te desejo desde o dia que eu tive noção do mundo. Até mesmo quando eu só sabia dizer parabéns papai.
Sua alegria contagia todas as pessoas que estão do seu lado. Não há quem não fale com você no meio da rua, na esquina, em todos os lugares por onde anda. Sua sensibilidade é incrível porque você não tem vergonha de chorar na frente de ninguém nem nos finais de filme que sempre nos emocionam. Sua capacidade em demonstrar tudo o que você sente me fez assim,ser essa mulher que sou hoje. Seus carinhos,seus beijos,seus abraços. Até mesmo quando me levava de mãos dadas na escola em pleno ginásio não é mesmo? Eu sinto falta de poder te ver todos os dias, de verdade.
Mas voltando ao assunto principal, o seu aniversário, quero dizer que me dá uma felicidade imensa vendo a tua alegria só em nos ter por perto, ver a sua necessidade de nos cuidar e de nos amar a cada instante. Me sinto completamente feliz quando vejo os teus olhos brilhando ao falar do orgulho que sente da gente. De verdade, eu me sinto com mais força para aguentar as coisas da vida. Obrigada sempre pela tua força diante das situações que enfrentamos, pela sua capacidade em transmitir a tua energia e alegria para todas as pessoas que te cercam. Essa data é especial pai, muito especial para muitas pessoas.
Hoje estou sem muita energia para escrever para você, estou ardendo do sol e sem condições de escrever muito. Desculpa por não ter feito nenhuma cartinha de corações ou desenhos esse ano. Quero apenas que saiba que se eu pudesse escolher um pai, escolheria você.
Continue assim, me ligando de 5 em 5 minutos, mandando mensagens querendo saber o que eu faço de hora em hora, ligando apenas para dizer que me ama.Continue me chamando de seu bebê, de seu neném. Continue chorando cada vez que vê nossas fotos quando eu e minhas irmãs éramos bebês e contando todas as vezes o quando você passou a noite acordado na rua porque só assim eu parava de chorar. Contando como você chorava quando a gente tinha um resfriado e passando a noite acordado para sentir se estávamos respirando direito. Continue alegrando todas as pessoas que convivem com você, porque assim é você. Por isso, feliz aniversário papai.
Que Deus possa te dar muita saúde, todos nós precisamos muito de você.
Feliz Aniversário, eu te amo muito.

sábado, 21 de janeiro de 2012

-



Há um meio entre toda a solidão. Há uma resposta para toda essa dor. Há, também, a continuação da vida. Apenas um também. Apenas.

Saudades.

Sinto tanta falta de falar te amo que nem sei mais o que dizer. Sinto tanta falta em envolver meus braços nos teus que não consigo mais escrever sobre essa toda saudade que sinto de você.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Gritos.

Não sei porque de tanta saudade em escrever. Talvez seja o tempo que me falta em me encontrar ou a saudade que tenho do que eu nunca fui. A saudade do que eu nunca tive. Essa história de ter o que nunca foi meu anda mais ultrapassado do que o destino traidor. Uma maneira em ter normalizado as lágrimas que não me deixam enxergar um pedaço se quer do futuro que pode estar em minha frente. O que eu posso dizer em que está normalizado todo esse sofrimento? Talvez seja essa vontade inútil de gritar o que não pode ser dito. Essa saudade em gritar gritos de silêncio que saem sem que eu perceba; Sem que eu as veja. Não vejo absolutamente nada. Não escrevo uma linha se quer. Não imagino uma linha se quer. Não respiro uma linha se quer. Tudo parado transbordando inutilidade. Mesmo assim, sinto saudade em escrever. Posso até passar coisas ruins e melancólicas, mas preciso gritar um pouquinho.Não sei em que pensar,acho que não ando pensando nada. Acho; Acho; Apenas acho. Não tenho certeza de nada. Nem tenho certeza do que eu estou tentando ser, do que eu fui. Não queria nem sentir essa falta em escrever aqui, ando me achando tão inútil. Porém, eu sinto. Sinto tão completamente como sinto toda essa dor que sinto agora. Dor de um passado que é tão presente que torna-se futuro. Tão envolta em meu futuro presente que não chega a ser passado. A dor é real, contraditória, pavorosa. Dor de fantasmas, de criaturas que se mostram aqui. Eu leio minhas criaturas horrorosas e de me conhecer tanto estou com medo de mim. Desculpe amor, decepciono sempre você e a mim. Queria prometer que não vou mais escrever. Queria prometer ser menos sensível e menos chata. Queria ser menos irritante, menos carinhosa, menos culpada e menos ... eu. Verdadeiramente, queria apenas gostar de números e não sair multiplicando meus gritos de silêncio irritantes e cegos. Cego como minha cegueira incontrolável pelo futuro traidor. Cego de não enxergar as embaçadas lágrimas que meu deus, me afogam. O que fazer agora que não tenho nada que fazer? Seria talvez a mesma intensidade de dor de amar quem não está aqui para ser amada. Vejo a vida, assim tão completa passando diante de meus olhos que esqueci de consertar o meu relógio. Entre todo o amor e o ciúme me consumi de paixão, e agora, nada mais há em que me fortalecer. Me fortalecer em mim, quem sabe. Sem grades, sem asas, sem pés. Sem força, sem gritos. Estou gritando; Talvez arfando. Estou caminhando e vendo o tempo passar. Estou sendo apenas " estou ", completando meu lugar vazio nessa droga de abismo tão escuro que nem sinto o que estou sentindo.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

(...)


Eu te amo muito. Preciso gritar para que me ouçam? Ou continuar em meu silêncio?

Neurose

"Talvez o silêncio nunca me perdoe por ter dito que te amo. Sou vítima de mim mesmo, de minhas próprias frases. Da minha própria consciência. Tenho procurado entender a minha vida, mas as conclusões a que cheguei não são nada conclusivas. Esperei o tempo necessário para compreender que na verdade eu não posso ter você. A vida é assim. Eu tenho que me acostumar. Os dias irão surgir. O sol irá brilhar. Aqui. E hoje é o primeiro dia. Do resto dos nossos dias e eu ainda espero por você. Entre e feche a porta, tente me entender. Acalme-se, pois você vai ver. Eu posso te olhar, Também posso te tocar. Mas não com o coração. E hoje é o primeiro dia do resto de nossos dias e eu ainda espero por você. Entre e feche a porta. Tente me entender. Acalme-se pois você vai ver. Que estes são os meus problemas. Os problemas que não tenho. Que crio em minha mente por você. Por você."

Reação em Cadeia

domingo, 15 de janeiro de 2012

-


Me dê drogras. Estou precisando de algumas.

ódio!

ódio! ódio! ódio! ódio! ódio! ódio! ódio! ódio!ódio! ódio! ódio! ódio!ódio! ódio! ódio! ódio!ódio! ódio! ódio! ódio!ódio! ódio! ódio! ódio!ódio! ódio! ódio! ódio!

Segredo.

Queria contar um segredo a mim. Queria conseguir te fazer feliz. Acordei com vontade de te deixar ir embora. Te vi e entreguei novamente minha vida à você. Contrai meu corpo com sentimentos sombrios, chorei feito criança carente. Levantei, deitei, vi a lua, vi o mar. Sem estrelas. Vi a noite se transformar em dia e minhas lágrimas secarem sozinhas. Meu corpo controlar o desejo e minhas mãos se cortarem de desespero. Vi minha vida ir embora, voltar, ir novamente e ficar. Senti minha cabeça latejando e minha pele arrepiar sozinha. Me vi sozinha! Contornando o universo com as mãos. Sentindo o amargo do escuro e os pingos de luz que apareciam nas paredes. Que paredes horrorosas. Que medos horríveis. Que fantasmas medonhos! Você não estava comigo ... estava longe.

Ter um amor.

Ter amor é saber aceitar. É saber perdoar, saber lidar, saber mudar. Ter amor é andar de mãos dadas,é pele sobre pele, corpo sobre corpo, alma sobre alma. Ter amor é aceitar os defeitos, perdoar os tropeços, lidar com as incertezas. Ter amor é saber respeitar, saber ouvir, saber falar. É fazer surpresas, imaginar o futuro, lutar contra o mundo. É dar e receber carinho. Ter amor é não ter vergonha, é não ter medoe ter medo, é não ter receios. Ter amor não é acertar sempre, é tropeçar, cair, se machucar. Ter amor é receber uma rosa, falar palavras carinhosas, deitar e sonhar. É saber ser livre e ser preso, ser feliz e saber acreditar. Ter amor é sentir saudades do beijo, do toque, do corpo, do gosto, da alma, da vida. Ter amor é construir, desconstruir, chorar, sorrir, caminhar e vencer. Ter amor é procurar entender. Ter amor é suspirar ao ver, é ter vontade de pegar, de agarrar, de sentir prazer. Ter amor é fechar os olhos e achar, achar sem procurar, amar sem explicar. Ter amor é criar asas sobre o mundo. Ter amor é sentir arrepios, o suor das mãos, o tremer do corpo. É se pegar tentando transformar o mundo para ver o outro feliz. Ter amor é acreditar que conto de fadas existem, é ver cor no preto e branco, é se emocionar com um gesto. É receber um pedido de futuro, uma rosa, um perdão. É receber um beijo inesperado. Um poema ou mesmo um eu te amo, apenas. Ter amor é isso tudo o que eu sinto por você.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Imortais fantasmas.


Há, portanto, lágrimas que nem sei mais para que servem. Chuvas de melancolia que caem. Há o vento trazendo medo. Há a coragem sendo dissipada entre mim e o mundo. Não há flores rosas no caminho. Não há mais asas para guiar minha águia do futuro. Se há esperança, diga-me em que lugar posso encontrá-la novamente. Se há culpado pelo destino que seja o próprio destino traidor. Traidor! Engana-me ao descobrir que o mundo encontrou outro eixo. Engana-me ao trazer a solidão novamente entre meu peito. Traz o fracasso entre suas mãos e presenteia-me ao fim do dia. Não quero mais medos! Não quero mais escrever o futuro que vive bagunçando minha vida. Era papel em branco e agora, rasgado e amassado nada mais serve. De nada (...) para nada. Escrevia para mostrar a mim um futuro quase certo e me vejo rodeada de incertezas num futuro tão inseguro. Inseguro e distante. Como ficou parte da minha vida. Ficou assim, parte do que eu sou. Parte do que tentava ser. Num ato de loucura estou vivendo, em silêncios, envolta em medos. Estou de uma vez por todas libertando os fantasmas. Esses infernais e imortais fantasmas.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Chave.

Tranco minhas saudades na gaveta que me é estendida. Trago correntes de pavores para juntar-se com agonias. Olhe no fundo dos meus olhos que te mostro minha ousadia. Trago para o hoje correntes de perdão, e assim, sinto-me ajoelhada diante do futuro que me espera, me guia e me leva. Correntes de traição; Traição do destino. Escrevo em cada detalhe de saudade o que estou guardando aqui e um dia as lágrimas amargas voltarão a trazer a chave que dei a ti; A chave da minha eternidade. As memórias de algumas vidas passadas minhas. A chave dessas lágrimas inundadas pelo desejo de agarrar-te entre meu peito e deixar-te de vez ir e voltar. Tranco meu amor nas asas da minha liberdade que dessiparam o voo da esperança e trouxeram a tristeza da solidão. Tranco minhas vontades traduzidas em melancolia para fazer-te sorrir ao meu lado constantemente. Ao meu lado - distante - presa a tua liberdade livre. Tranco em mim para uma eternidade distante os fantasmas do medo. Eternizo num sempre distante a agonia que sinto aqui. Mas levo para sempre o amor que construí.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Eu não consigo mais escrever.

domingo, 8 de janeiro de 2012

MISTÉRIO

"Gosto de ti, ó chuva, nos beirados,
Dizendo coisas que ninguém entende!
Da tua cantilena se desprende
Um sonho de magia e de pecados.

Dos teus pálidos dedos delicados
Uma alada canção palpita e ascende,
Frases que a nossa boca não aprende
Murmúrios por caminhos desolados.

Pelo meu rosto branco, sempre frio,
Fazes passar o lúgubre arrepio
Das sensações estranhas, dolorosas...

Talvez um dia entenda o teu mistério...
Quando, inerte, na paz do cemitério,
O meu corpo matar a fome às rosas!"

Florbela Espanca

sábado, 7 de janeiro de 2012

Vida [...]


E se a vida me acordar esta manhã com o sopro da morte em meu rosto vou levantar e me libertar do medo da liberdade. E se o corpo do medo tocar minha pele e arrepiar o meu corpo, vou pular dentro de minhas incertezas que pulverizam todas minhas certezas. E se o estrelar no céu se deparar com meus olhos murmurando a melancolia, vou levantar e me erguer do chão gelado ou do abismo existencial que se formou em meio ao nada. Ao meu nada. E se o medo em ter medo acabar com minhas esperanças vou sorrir com meu sorriso inerte como o que nunca tive. E assim, a vida me recompensará quando o sol for capaz de queimar minha pele, encher a escuridão que ronda meus olhos com a falta do cansaço de levantar a cada vez ou talvez conseguir sem ter conseguido. E quando minhas mãos encontrarem a rachadura do reflexo do que eu sou, minha alma perdida, meu gritos de pavor transformarão os gemidos de dor e de medo que figuram minha solidão em vestígios de um passado que me fez amadurecer e viver essa morte vivida.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Meu anjo.

Olá, meu anjo. Onde estão as tuas asas? Sinto que não estão aqui. Está escuro mas você consegue me enxergar. Sei que consegue, sei que pode. Veio trazer qual droga dessa vez? Veio trazer-me sussurros ou gritos? Veio trazer-me desespero ou esperança? Quero só o teu silêncio. Deixe-me ajoelhar de frente aos teus perigos. Não deixe que a luz acenda. Encontre-me na tua escuridão. Deixe-me com teus olhos, apenas. Juro, não queria acordar deste teu sonho. Juro, quero tanto você perto de mim. Ou preto ou branco, mesmo sem cores. Sem luz, sem nada, meu anjo. Trouxe pavores hoje? Trouxe quais mais costumes para me fazer companhia?

domingo, 1 de janeiro de 2012

Madrugada 2012.

É de madrugada e eu não sei o que fazer. Na verdade, é o primeiro dia do ano, o meu primeiro post e eu já estou assim. Engraçado! Muito, muito engraçado. Queria fazer meu post de hoje como um diário. Nem vai ser tanto secreto assim, só queria escrever um pouco para mim, só para mim, não sei mais. Quero escrever com meus errinhos de português. Meu deus! Começo o ano com medo de errar, mas não posso ... me formarei em letras. Imperdoável! Por isso, queria escrever só um pouquinho para mim. Talvez essa virada do ano não tenha sido tão boa como eu queria que fosse. Estava minha mãe, minhas irmãs que me fizeram valer a pena, mas faltaram pessoas que, sinceramente, eu precisava ter ao meu lado nessa virada. E está lá, longe de mim.
Me sinto aqui, perdida ... sozinha. Começar o ano se sentindo sozinha é, sinceramente, o caos. Que pena, eu espero de verdade que não seja um caos. Esse ano peguei as sete uvas mas não comi nenhuma, portanto, não vou guardar os caroços na carteira. Esse ano não me despedi dos velhos planos e não pensei em novos. Fiquei parada com a taça na mão olhando para o céu. Não havia lua, nem estrelas. Chovia e ainda chove muito, pelo menos eu acho. Não olhei mais pela janela depois da hora que me tranquei no quarto. Havia no céu o barulho dos fogos brancos e depois aqueles fogos tão emocionantes e coloridos cortavam o céu. Vi um morcego, na verdade vi dois morcegos. Isso seria sorte ou azar?

Tentei usar o celular essa noite, mas lembrei que todas as operadoras se "desconectam". Tentei muitas vezes mas a linha só dava fora de área. Esperei os fogos acabarem de cortar o céu e vim para o quarto. Que melancolia Bruna! Que merda, já começou o ano assim? Perdão a mim, mas infelizmente já.
São, agora, 04:21. Eu ainda não consegui pegar no sono. Estava até agora esperando um telefonema para saber se daqui a pouco eu poderia ir vê-la. Acabei de receber e não vou poder ir. Que graça! Uhum ... Mas eu ainda não consigo pegar no sono e ainda não tenho um diário novo para escrever. Estou me sentindo uma criança hoje, sozinha. Queria ligar para alguém mas todo mundo deve estar ocupado, sei lá.

Não gosto de escrever nada muito grande aqui, mas foram dois posts seguidos enormes. Queria ler alguma coisa mas vou ficar mais melancólica ainda. Sabe, me dizem muito que sou depressiva, sensível, melancólica, chorona e tudo mais, e eu até acho isso em um certo ponto mas não queria ser assim sempre. Assim, nunca vou ser boa companhia para ninguém. Ninguém! Penso, repenso, sinto e me encontro aqui. Que merda! Eu nem queria xingar tanto mas ultimamente eu tenho feito isso demais, sei lá, ando meio estressada com a vida. Tudo bem ... existem pessoas que vivem muito mais complicado do que eu e blá blá blá, mas as coisas saíram do meu planejado e eu me sinto meio que perdida. É! Perdida. Eis a palavra certa.

Agora? Eu queria só abraça-la. Só isso! Talvez não seja só carência, seja muito mais que isso. Acredito que seja muito mais que isso. Queria pegar um ônibus e ir à praia encontrar com ela, mas não dá. Nem agora e nem daqui a pouco. E acredite, ainda não estou com sono. Nenhum pouquinho. De verdade, não queria ter começado o ano assim. Me sinto uma alguém qualquer sem saber o que fazer. Nossa! Que horrível esse sentimento. Não quero que achem que sou uma depressiva e me faço assim por tudo. Ah, se acharem que achem ... Mas caramba! Eu não sou sempre assim e não queria ter ficado assim logo agora. Tinha que ter dormido assim que desse meia noite, como um dia qualquer, mas eu chorei sozinha.

Olhei pela janela agora, não achei a lua. Espero que o mundo não tenha acabado ainda. Não sei se está chovendo. Minha vontade agora é de descer e provar a primeira chuva do ano, se estiver chovendo mesmo, não sei. Não vou chorar sozinha, pelo menos.
Queria saber o que ela está fazendo agora lá ... também queria estar. Queria ter abraçado ela quando desse meia noite. Queria sentir o frio na barriga quando começasse a contar no telão da praia o 10 ... 9 ... 8 ...7. Eu então pegaria em sua mão. No ... 6...5...4. Eu já estaria quase grudada no corpo dela. No ... 3 ... 2. Eu apertaria a sua mão. No ...1 ... Feliz ano novo eu a abraçaria e choraria com ela. Eu falaria coisas em seu ouvido que imaginei falar desde o dia em que pensei que passase com ela. Falaria todas as coisas que pensei e repensei a noite antes de dormir, acreditando, sinceramente, que ela estaria comigo. Ela não esteve! Não vai estar mais tarde! Não sei quando vai estar! Daqui a alguns dias o ano já vai estar acontecendo e essa história de começar com o pé direito já vai ter ficado para trás. Não é assim? Lá para o meio da semana tudo vai estar igual ... mas eu não queria que estivesse. Não sei quando as coisas vão melhorar para mim e ela. Não sei! Espero que seja logo.

Agora, já vai dar 05:00 da manhã e eu imagino que seja a única a estar aqui. O post é tão grande que eu nem sei se vou ler alguma vez de novo. Na verdade, nem quero sentir esses sentimentos de novo. É ano novo cara! O que eu estou fazendo aqui me deprimindo dessa maneira? Puts, que tenso.

Será que esse negócio de superstição é verdade? Espero realmente que não seja. Se for verdade, estarei começando o meu ano péssima. Pelo menos paz eu vou ter porque passei de branco. Também passei de rosa. Amor, amor e amor, muito amor.
Acho que vou esperar o sol amanhecer. Vou ver o primeiro nascer do sol de 2012. Se ele aparecer, porque a lua eu ainda não vi.

Está tanto silêncio na rua. Acredito que a maioria já esteja chegando em casa para dormir. Eu estou aqui, tentando. Daqui a pouco vou tentar dormir. Tentar. Pretendo dormir a tarde inteira porque o dia vai ser tão monótono quanto. E olha, eu nem passei de cinza.
Meu deus, já são 05:30 e eu me perdi aqui. Fiquei indo a vários lugares olhando para o computador. Espero que essa minha melancolia esteja indo embora.
De verdade ... espero mesmo.

Estava pensando em não postar isso no meu blog, mas eu vou postar, sei lá. Puts, não sei de nada. Daqui a pouco vai dar 06:00, aí sim vou deitar para tentar dormir.
Caramba! Estou com saudade meu amor. Estou com medo de não conseguir te dar o abraço que eu estava sonhando em dar.
Bruna, Bruna... o que anda acontecendo com você?

Queria ter abraçado meu melhor amigo hoje. Poxa! Também estou com saudades meu amigo, como você é importante na minha vida, sabia? Pelo menos eu sei que você passou com ela e deu aquele abraço que eu queria ter dado; Estou muito feliz de você ter encontrado alguém que queira estar do teu lado para te dar amor, confiança e carinho. Muito mesmo! Que nesse novo ano você consiga realizar os seus sonhos e saiba que eu sempre estarei aqui para estar contigo em qualquer decisão sua, porque eu te amo muito, meu melhor amigo.

Meu amor, eu nem vou falar tudo de novo porque falo e repito várias vezes. Sei que isso te irrita. Mas poxa, eu te amo tanto.
Agora, o céu já está começando a limpar o negro da noite. Meus olhos estão cansados e marejados. Daqui a pouco minha irmã chega da casa do noivo e a outra acorda, e eu continuo aqui.

Deus, já são 06:00 e estou cansada, mas estou sem sono. Queria saber se ela já chegou em casa mas estou me sentindo chata. Chata demais. O melhor a se fazer é dormir mas ainda não estou com sono. Vou tentar pelo menos.

Acho que bati meu record em escrever em um só post aqui, mas acho que eu estava precisando mesmo. Até que melhorei, de verdade. Estou um pouquinho angustiada. Um pouquinho com medo. Um pouquinho carente. Um pouquinho fraca. Um pouquinho chata. Um pouquinho melancólica. Um pouquinho irritante. Talvez até seja bom eu estar sozinha aqui escrevendo ... estou irritante demais e escrota demais.

O céu já está muito claro e os passarinhos que ficam na varanda do quarto da minha mãe já começaram a cantar. São lindos! Pássaros me encantam! Só não mais que meu cachorro, passei um grande tempo desejando feliz ano novo a ele e acalmando ele por causa dos fogos. Tadinho! Se eu pudesse traria ele para dormir aqui comigo no quarto, mas infelizmente não deixam. Quando eu sair de casa ele vai comigo!

Acho melhor eu ir deitar agora, minha cabeça está doendo e eu vou tentar dormir. Queria escrever algum texto legal para postar aqui ao invés desse ENORME, mas não consegui. Hoje está tenso, muito tenso. Estou tão chata que é melhor eu ir dormir mesmo. Me perdoem todos, mas eu tive que escrever um pouquinho demais e meio diferente de como eu escrevo sempre.
Um feliz 2012 novamente.
" Que tudo se realize no ano que vai nascer" KKK Como estou hoje, meu deus.

Enfim, beijos.