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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Droga.

Estou afim de um cigarro. Quero uma Vodka, por favor. Depois, dê-me uma droga qualquer mais pesada do que essas. Meu sangue está quase amarelo, estou observando. Sinto socos em meu estômago e facadas em minha espinha. Não consigo andar. Então, dê-me uma droga, por favor. Esqueci ser 2012, não tenho mais nada a fazer.

Não consigo.

" Bruna, agora você vai ser uma psicóloga. Você conseguiu alcançar o seu sonho. Como você vai, agora, desistir da sua vida? Bruna, você é mais forte do que isso. Você precisa ser mais forte do que isso, Bruna. Você vai precisar levar mais porrada da vida pra aprender? Você, agora, precisa ter mais força, porque você Bruna, vai fazer psicologia e é uma profissão muito importante Bruna. Bruna, agora você não pode se deixar levar por depressões porque você vai ajudar o ser humano. Como Bruna? Como você vai ajudar assim? Se matando pouco a pouco? Eu estou vendo você morrer pouco a pouco e não posso fazer nada Bruna. Você conseguiu alcançar o seu sonho e vai estudar na faculdade que você sempre sonhou fazendo o que você sempre quis, e agora Bruna? E agora? Você vai se matar lentamente e sem podermos fazer nada? Eu não te reconheço. Isso não é justo. A vida tem que ensinar com dores e você não está sabendo lidar com isso, Bruna. Tentamos te ajudar mas só você mesma pode se ajudar, não podemos mais fazer nada, Bruna. Você precisa de ajuda mas não quer ser ajudada, Bruna. Você escolheu o seu caminho e vai sofrer. Você vai arcar com as suas escolhas, Bruna. Nós não vamos aguentar te ver assim. Estamos tristes com você, chateados e magoados. Estamos ver uma pessoa como você se afundar cada vez mais. Você precisa escrever a sua história mas continua aí, chorando, deitada, se matando, Bruna. Bruna, você não come a quanto tempo, Bruna? Bruna .... Cadê a Bruna de verdade? Cadê? Você precisa levantar. Se arruma e sai de casa."

Eu não consigo!

Dor.

Hoje acordei sem querer acordar. Meu peito dóia tanto que tive que apertá-lo contra as minhas mãos. Meus olhos ainda ardem e não sei como meu corpo conseguiu levantar. Dentro de mim resta a dor, apenas dor. E minha respiração está lenta. E me disseram " Bruna, para de chorar e levanta a sua cabeça. Se essa é a sua escolha vá atrás da sua escolha. Se você acha que vai ser feliz, vai e seja feliz". Mas o meu coração dói. E eu preciso de ajuda. Eu preciso de ajuda e vejo todos querendo me ajudar. Mas e eu? Continuo aqui fugindo ou pelo menos tentando fugir de toda essa dor. Caramba! É uma dor inimaginável. Quer saber? Eu nunca imaginei sentir uma dor assim. Que ajuda eu preciso? Estou tendo quase a certeza de que preciso de alguma ajuda espiritual. Preciso de forças que agora eu não tenho porque eu sou fraca e covarde. Porque eu ainda não amadureci totalmente para conseguir enfrentar a vida. E eu me odeio! Estou caindo em alguma coisa que nem sei o nome. E a culpa é toda minha, só minha. E eu não aguento essa pressão de mim sobre mim. Tentei ajoelhar e pedir á essas forças do universo para me fazerem dormir para sempre. Mas nem isso Bruna, nem isso você tem coragem. E toda aquela força que eu pensei que tinha adquirido com o tempo? Não é porra nenhuma! E tudo por culpa minha! Se eu lutar, sei que posso acabar comigo e com você e isso poderá nos sugar tanto que uma hora não vamos mais ter forças. E se eu não lutar e te perder para sempre e não conseguir te alcançar se um dia eu me arrepender, eu não terei forças para viver. Assim como estou hoje. Não consigo ouvir uma música se quer ... eu desabo. Não consigo entrar na internet, eu vejo e desabo. E ontem eu fiquei tão bem porque chegou a hora de dormir ... e agora estou mal porque precisei acordar. Estou sozinha em casa e me segurando para não fazer nenhuma loucura. Me sinto mais magra, mais fraca e se alguém consegue me abraçar, eu desabo. E tem tanta gente querendo me ajudar mas eu me sinto tão sozinha. Não tenho mis lágrimas e ainda assim choro. Meus olhos estão fundos, meu pulso fraco, minha pele mais branca. Eu não quero ficar comigo! E o pior de tudo é que sei que tudo depende de mim. Mas meu deus, eu sou fraca, sou covarde. " Bruna, você precisa reagir" Eu não consigo, não consigo. E estou com medo da minha fraqueza ser tanta e me faça a fazer besteira. Mas meu deus, o que anda acontecendo comigo? " Bruna, eu não estou te reconhecendo" Nem eu mãe, nem eu.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

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Assim (...) Não preciso mais dizer.

Por favor ...

Fé? Eu não tenho fé. Eu não tenho coragem. Eu não tenho força. Meu coração dói. Eu queria gritar. Queria voltar no tempo e ser criança. Queria sumir por um tempo talvez para sempre. Eu, agora, só preciso escrever. Escrever, só. Dizer o que eu não posso dizer. Se eu me afogar nessas lágrimas e engasgar de dor, que seja feito. Preciso. Eu quero! Eu tenho medo. Quero remédio para dormir hoje, de novo. Quero para dormir amanhã quando eu conseguir acordar. Quero tirar meu coração daqui. Preciso arrancar. Tire-o daqui, pelo amor de deus. Mesmo eu não tendo fé. Preciso de ajuda. Tenho certeza que preciso de ajuda. Imploro por ajuda, por favor, tirem-o daqui de dentro.

Forças.

Dói, dói muito. Dói demais. São sentimentos tão dolorosos que não sei como agir. Meu coração vai explodir, sair de mim. Não dá mais para acordar, comer, sorrir. Não consigo viver. É uma dor ainda pior saber que sou a culpada de tudo. E o amor? Se escondeu no fundo do armário, com meu anel e meu ursinho. E a minha dor? Continua aqui dentro. Eu não queria ser um monstro. E eu sou um monstro? O que eu sou agora? Se nem ao menos tenho vontade de acordar. E agora, todos que estão em minha volta choram. Choram comigo. Todos! Mas eu não queria transmitir essa dor, porque essa dor deveria ser só minha. MINHA! E agora o que eu faço, Deus? Queria tanto acreditar em você. Queria que aliviasse a minha dor (...) Mas sei que é impossível porque só eu posso fazer isso. Mas eu não sei. Não sei! E estou acabando com a minha vida ... E meus olhos não conseguem ao menos abrir com força. As minhas pernas estão bambas e eu preciso de alguém para me segurar. Eu queria ser tão insensível. Eu queria pensar com a razão. Mas eu não consigo! Minha respiração sai lenta e por mais que eu ouça as coisas certas, eu não as consigo fazer. Errei tanto e esses erros estão me destruindo. Meu coração não é mais meu! Minha vida não é mais minha! E todos aqueles sonhos que eu consegui até hoje, pouco me importa deixá-los de lado. Me sinto tonta (...) me sinto quase morta. E o pior de tudo, eu sim sou um monstro. Sou uma pessoa digna de tanto nojo assim? Estou nua, crua, fraca, mas meu deus, a culpa é minha. E se eu te deixar viver sem mim, você irá sorrir sem sofrer? Se eu for embora, você pode ser feliz (...) Eu só te faço mal. Só te faço sofrer, só te faço infeliz. Você quer isso na sua vida? Eu não consigo continuar comigo. Me sintão tão fraca hoje. Eu só não queria que você tivesse ódio de mim. Eu implorei tanto para que voltasse pra mim ... e agora imploro por força. Preciso de força, por favor.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Vida, morte.

A vida passa pela mente como algo sem sentido. Que covardia menina, nunca pensei que você seria capaz de fazer uma coisa dessas. Porque, depois que o telefone caiu no chão molhado por lágrimas, o corpo já nem mais obedecia. Sua mãe pedia calma envolvendo por braços cuidadosos, mas o corpo? Ah, o corpo tremia como se fosse perder as pernas, o braço, as mãos. Tão desesperada que o corpo pediu um calmante. E assim foi o primeiro, depois o segundo. O sono não veio e eu só assim queria chorar. Queria dormir hoje e não acordar nem amanhã, muito menos depois. Foram outros, mas os calmantes ficaram fora do alcance. Depois outro, outro, outro, outro, outro e outro. Aonde seu corpo estava? As lágrimas rolavam fracas pois já o corpo não tinha comida. Os olhos entreabertos sem luz gelaram os vultos de vida que caminhavam pela frente. Não havia lua, estava tão longe ... O corpo arrepiava a cada segundo. Os braços, pernas,mãos ... Aonde estava toda aquela força? A boca entreaberta continuava seca e a cabeça rodava com o zumbido. As lágrimas caíram enquanto eu dormia, mas infelizmente acordei.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

...

Remédio. Preciso de mais remédio, mais.

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Se eu não acordar amanhã, lembre-se que eu te amei em cada último segundo da minha vida. Em cada último suspiro. Se for um Adeus, lembre-se que nos encontraremos em algum lugar ainda (...) Seja feliz, assim como eu queria ter lhe feito. Me perdoe, talvez eu tenha ido embora para sempre. Você quer mesmo? Se eu for embora para sempre e no amanhã não conseguir abrir meus olhos, a lua beijará você pelo resto da sua vida.

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Não quero mais acordar, nem dormir nem viver.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

O que fazer?

O que se faz quando seu coração já não quer mais bater (...) O que se faz quando suas razões se transformam em loucuras. (...) O que se faz quando as dores viram facadas compulsivas (...) O que acontece quando a vida se transformou em algo terrível (...) Sem escolhas. O que trazer para a realidade se toda ele, inteira, vive em pesadelos (...) O que garantir para o futuro se ele mesmo, trai (...) O que se permitir fazer se toda as forças jão não mais lhe pertencem (...) O que fazer se o destino torna-se reticência sem pontos ou vírgulas (...) O que fazer se as suas ações não são mais suas (...) O que fazer se o seu corpo não te obedece (...) O que fazer se as suas interrogações viram reticências e sua vida toda um ponto de interrogação?

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Dói. Demais!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Quero.


Eu só quero me deitar entre as tuas pernas e sentir o calor do sol queimar a nossa pele. Quero ouvir a nossa música tocar no rádio e sentir o teu coração batendo com as minhas mãos. Quero descansar meus olhos e sentir os teus abertos olhando o meu descansar. Tuas mãos acariciando o meu rosto até eu encaixá-las nas minhas. Quero sorrir ao ver os teus olhos brilhando. Quero suspirar ao ouvir dos teus lábios um eu te amo.

Sonhando.

" Quem é essa menina do céu cor-de-rosa. Não sabe se ri, não sabe se chora. Se ama ou se gosta, sabe só que quer viver com alguém . Sera que sou eu? Mas eu não sei também. Ela vive na lua a contemplar o sol, ela brinca no rio a desaguar no mar, ela beija meu rosto depois me me abraçar. Ela faz teatro, ela assiste tv, ela sabe dançar, ela adora correr, ela ama gritar e isso é viver. Ela é tão simples quanto a poesia . Tão fácil de amar sem ser compreendida. Um mundo de intenções em cada olhar e sinceramente eu não sei decifrar. Não sei decifrar. Menina mulher aonde está você? Ela diz o seu nome e começa com D. Ao ouvir sua voz eu me aproximei. Quando eu ia beijá-la. Eu acordei. "

D'BLACK

domingo, 19 de fevereiro de 2012

sábado, 18 de fevereiro de 2012

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Meu blog não é nenhuma palhaçada (:

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

(...)

Meu coração pede trégua. Meus olhos estão cansados. Minhas lágrimas de tão mansas, estão revoltadas.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Solidão


As ruas passam e meu corpo para. Bebo lágrimas. Tomo chuva. Transpiro sangue. Ajoelho dentre as poças de amargura. Padeço entre os sorrisos mortos. Ela sussurra em meu ouvido. Posso ouvi-la agora. Contorço minhas mãos e tento encaixá-las, quase arrancando minha pele, meu suor, meu tanto sangue, qual nem faz parte do meu corpo. Os sussuros são tão mais mansos que os meus. Suas mãos tão mais acolhedoras que as minhas. Estou ouvindo-a. Ouço-a chamar meu nome sem piedade. Ouço-a gemer entre meus ouvidos como se pudesse levar-me entre tuas mãos. Sinto seu abraço contornando meu corpo, perfurando minha carne, enlaçando meus medos. Chamo-a solidão, sem saber que só não me torno mais eu. Medo do eu que sou e não sei ser. Sentirei em tuas vestes o pavor do teu alvorecer. Caiu entre teus pés para que leve-me para teu anoitecer. Escurecer em mim, de mim, comigo. Não me deixe abrir os olhos, solidão. Deixe-me gritar para o mundo, já não aguento mais.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

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E eu sofro sozinha (...)Então cale-me! Cale-me voz do silêncio causador dos meus gritos de terror. Cale-me tempo, com tuas lágrimas mal choradas de um futuro nada acolhedor. Cale-me vida, com tua morte divindada entre o adeus que já passou.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Noite.



Caminhei em direção ao mar esta noite. Em uma de minhas mãos, segurei o teu retrato. Em meus dedos trêmulos, um cigarro mal fumado. Olhei para a lua. Aonde se meteu a minha respiração? Minha alma vaga esta noite? Estava com frio; Estou com frio. - Aonde estão as estrelas rodeadas pelo teu sorriso, minha lua? Continuei a caminhar pelos tão finos grãos de areia. E meus olhos, estão embaçados tanto quanto a imagem que vejo de você. Mas queria gritar. Posso? Gritar com silêncios ou gritar com minhas mãos. Ajoelhei para você, minha lua. Deixe-me chorar. Estou confundindo passado com presente e futuro e enrolando os verbos dentro de meus gritos mal humorados. Estou carregando o peso da infelicidade que doei. Perdoe-me vida, eu nunca fui capaz de ser perfeita a ponto de entregar-me para a vivência completamente, e hoje, dou-lhe a minha morte. Mas e você, lua? Consegues refletir-se no mar assim como meus olhos refletem você para mim? Continuarei a caminhar, minha lua. Andarei em direção ao mar para lhe alcançar. Minha boca seca, toma em meio à respiração o cigarro molhado de lágrimas. Não interessa mais o que respiro agora. O teu reflexo pode me afogar esta noite? Sentei na areia, tua foto deixei ao meu lado, chorei sangue misturado a amargas fontes da própria amargura que eu não sabia qual gosto tinha. Minhas mãos encorajam-se com as pequenas facas que cortam a minha carne diante da areia. Facas nomeadas medo. Medo nomeando feridas. As águas despiram-me á luz do teu luar e as ondas emaranhadas de sal misturou-se com minhas lágrimas amargas de amargura. Lua, diga-me se continuará refletida nas águas em meu peito, para que me afogue em tua ousadia. O retrato, o vento levou. O cigarro, queimou-se dentre as águas. O corpo, levou-se para o nada. O céu, espalmou tuas negras vestes neste verão frio. E tuas estrelas rodeadas de sorriros, transformaram-se em apagadas luzes de sofrimento. Eu, deixo-me aqui, lua, para que leve-me contigo pela tua cratera misteriosa. Pela tua magia que encanta-me e mata-me a cada amanhecer. Não mais caminhei.Levaram-me a estrutura da parte do que eu sou e do que fui. Do que serei não sei (...) Diga-me lua, ainda estarei aqui? Vou respirar ...

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Vida!

Na verdade, eu nunca tive base nenhuma para aguentar toda essa situação. Na verdade, eu sempre estive morrendo aqui tentando salvar você. Na verdade, eu te dei a minha vida tanto como você me deu a sua. Eu tentei ser madura o suficiente para nós duas, mas eu não estou conseguindo. Eu tentei ficar aqui, sozinha, enquanto você descobrisse a vida. Mas quer saber? Eu não posso segurar o peso de toda essa dor sozinha. Não consigo! Eu tentei, juro que tentei. O amor está me matando, me consumindo, acabando comigo. E entre toda essa verdade, eu ainda não achei um meio de se viver verdadeiramente.Não achei um meio para nada. E toda aquela coisa de lhe deixar viver e continuar bem te esperando é mentira. Eu ainda não consigo. Minhas mãos estão presas e eu estou surtando. De verdade! Eu não quero mais chorar, não quero mais tremer de medo e não posso mais viver de morte. E toda aquela base que eu disse que tinha e esperava você ter a sua, é mentira. É tudo mentira, eu sou essa toda mentira porque eu não sou forte. Eu sou mais fraca do que você pode imaginar. E se todas aquelas vezes em que eu mostrei a minha força existiram foi porquê eu precisava te mostrar o quanto eu podia te proteger. Agora, eu não posso mais. Não consigo me proteger nem mesmo de mim. E não quero de ninguém nenhum sentimento de pena, nem me sentir uma vítima indefesa. Preciso é conseguir de mim aguentar isso tudo. Preciso mesmo. Preciso agora.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Caminhos.


Cheguei um dia a acreditar em grandes contos de fadas. Eu menina, eu mulher de olho em um imaginário meu, apenas meu. E agora? Cadê toda aquela magia envolvente que fazia com que eu voasse entre as névoas de cada noite? E agora, aonde se meteu aquele pequenininho sonho de voar entre as estrelas. Cadê? Cadê a minha coragem em voar e cortar o céu junto de minha águia colorida. De minhas fadas pequenitas. De meus doendes tão (...) meus. Aonde está as mãos dadas do destino e os passos dos meus caminhos? Pode ser, ou mesmo, talvez até seja o começo de uma vida que precise caminhar sozinha. Só! Para aprender a andar apenas comigo e sem asas entre toda essa escuridão.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

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Bruna, a vida passa (...) e com ela toda a vida propriamente dita. Chegou a hora de saber de verdade como seguir. De verdade! Não só com palavras (...) mas também com a vida.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

(...)


Ninguém pode entender. Ninguém.

Seja feliz meu amor.

Eu só queria que você soubesse que eu te deixo livre para voar no céu da vida. Queria que você entendesse que estou aqui, sempre estarei, como tua amiga. Se for assim, que seja assim. Ao caminhar, lembre-se que precisas sorrir. Ao viver, lembre-se de que precisas viver de verdade. Eu te dou a minha compreensão e o meu entendimento. Vá para longe, meu amor. Será melhor que sorrias longe de mim do que chores ao meu lado. Eu prometo, apenas, que tudo ficará bem. Caminhará bem, sim. E todo aquele amor que eu sempre senti em mim, ficou sozinho aqui. Não lhe peço mais as tuas mãos pois te deixei ir. E todas essas lágrimas que eu derramo agora, estarão guardadas dentro do que eu fui e do que eu sou. Toda essa aflição sumirá, eu prometo. Prometo! A mim e a você. Que toda aquela - toda- vida que construímos não se perca pelo destino afora e pelo tempo. Mas eu te deixo ir. E meus passos caminharão sozinhos; Porém, quando precisá-los, busque-me dentro de você. Em mim restou a certeza de que nunca irás me esquecer. Por isso hoje, vá de verdade. Entregue-se para a vida; Dê-se para o mundo. Construa novas forças para alcançar teus sonhos. Aprenda a caminhar sem minhas mãos junto das tuas. Mas seja feliz. Feliz assim como eu tentei te fazer esses anos. E consiga! Mesmo que eu não esteja mais ao teu lado. Quero que pegue essas tuas lágrimas derramadas e as transforme em emoções duráveis. Quero que pegue toda essa tua dor da realidade e as transforme em passado. Eu te esperei toda a minha vida e se o hoje mostra que preciso te deixar ir, que vá. Se não voltar, lembre-se apenas dos nossos momentos felizes. Os ruins, que transformemos em aprendizagem e amadurecimento para enfrentar todo o resto do mundo que sempre vai tentar nos destruir. Eu te deixo ir para que enfrente você mesma e todos os teus fantasmas que eu só fiz aumentar. E quero que saiba que eu ainda te amo. Eu te amo como nunca existiu em mim essa capacidade de amar alguém. E pedir perdão, eu peço à vida, peço ao destino e peço ao nosso amor. Peço perdão por não ter tido força suficiente para aguentar a vida, o que o destino nos escolheu e o amor que sempre cresceu dentro de mim e de você. Pedir perdão à nossa paixão que ficou aqui, caladinha, reprimida e escondida. Ao amor novamente, pois o alimentamos, o cuidamos, o protegemos e o agarramos, mas o deixamos ferir-se, quebrar-se. Eu tranco meus olhos para que essa dor passe e você possa ir. Meu coração está aqui, dessa vez. Está aqui pois se voltar pegue-o de volta. Eu vou cuidá-lo bem para que esteja forte. Sem friezas, sem gelo, sem escuros. Estarei forte para a vida. Todas essas lágrimas vão secar quando o vento frio bater. E vamos sorrir quando o calor do amanhecer voltar para o nosso corpo. Separadas ou não. Eu não te prometo meu amor eterno pois já tanto o prometi e nunca consegui devolvê-lo, mas prometo que estarei contigo para sempre. Se solidão andar construindo passos em mim, que sejam verdadeiros. Se eu abri meus braços para que fosses embora, tenha certeza de que foi para te ver sorrir. Amar é entender, é deixar livre, é ver o outro feliz mesmo com a distância. Amar é muito mais que entregar a vida, a alma, o destino e o futuro. Amar não é tomar posse, não é prender o outro em si. Amar vai além disso; Amar vai além dos propósitos aqui nos dado. Eu abri minha vida para que você pudesse entrar no meu caminho, mas se você precisa ir que seja para ser feliz como merece. Eu te amei meu amor, com todas as forças que eu pude tirar de dentro de mim, até as que eu não conhecia. Te dei todo o meu carinho, toda a minha vida, todo o meu abraço, todo o meu coração, toda a minha alma. Eu me dei tão inteira quanto sei que você também entregou-se, então, que se for para ir, que vá com a certeza de que tudo foi especial, único. E mesmo doendo, eu estou aqui. E agora, sorria meu amor. Sorria! Chegou a sua vez de encontrar-se e acordar deste pesadelo todo. Eu te amo e te deixo ir.

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Minha respiração sente falta das batidas do teu coração junto ao meu peito. Somente ele consegue fazê-la acelerar e parar; Acelerar e parar.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Minha noite.


Meu coração acordou meio apertado hoje. Acordei insegura, com medo; Sorrindo demais, não sei. Hoje, senti o vento bagunçar meus cabelos na volta para casa. Olhei para o lado e me senti sozinha, de novo. O céu parece preto e meus olhos me parecem negros. Voltei sem destino, sem cor, sem caminhos. Voltei! Olhei para o nada e vi-me entre o que achei ser tudo. Não consigo mais respirar. Não consigo ver a mim que anda tão distante. Viver bem em mim; Viver bem aí.Olhei para trás de novo, e continuei sozinha. Não era noite e havia montanhas. Havia nuvens ... havia eu sem mim. E naquele dia tão claro de corações apertados me vi na noite negra de pavores desesperados. Naquela noite tão sem lua - tão sem mim- me vi olhando para trás sem demora, sem caminhos, sem espera, sem histórias.