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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Salve-me, vozes.

Deixe-me caminhar. Caminhar num caminho estável. Deixe-me no chão. Ou mesmo (...) Espere! Podes dá-me o chão? Não encontro facetas nenhuma se quer, nem encontro desvios de torturas cradas em meus pés. Não há ao menos pés. Posso, então, abri-me os olhos e vê-me voando? Talvez passando, transportando meu corpo para fora, apenas fora do que seria "mim". Não há dentro. Acredito no meio, apenas. E agora? Quem são? Eu os ouço. Na vida, no meio, na morte que não vivi. Eu os vejo com os outros olhos que não há em mim. Eu os grito com as vozes que não fazem parte desse pedaço de meu corpo. Em linhas retas, longiquas, as vezes tortuosas, fixo meus pés. Há poesia numa linha morta de palavras que logo juntas formam meus gritos? Talvez a vida nada poética vá embora dentre meus dedos e a morte tão viril torna-se a manhã escurecida dita em um pedaço de papel. Nada de pés para as linhas imaginárias, nada de gritos para a caneta ilusionada. Nessa folha preta o medo já se foi. Preto ou branco num papel de vozes viram o que diante de meus olhos os fantasmas me mostram. E os sonhos irreais escritos a mão traduzem as lágrimas de pavor que imploram a cada letra algum tipo de salvação.

Ajude-me.

Tenho o mundo em minhas mãos, mas diga-me, que mundo é este? Tenho a minha vida entre os meus dedos, mas deixo-a escapar como os grãos de areia que caem diante de meu peito. A lua tende a brilhar diante de minhas lágrimas, mas espere, que lágrimas são essas? Já não sinto mais o porquê de soluços tranviados de mim. Já não sinto mais quem sou, nem quem deixei de ser. Ajude-me a me encontrar, eu.

domingo, 22 de abril de 2012

Te vi venir.

"Aún ni siquiera te tengo y ya tengo miedo de perderte, amor. Que rápido se me ha clavado, que dentro todo esté dolor. Es poco lo que te conosco y ya pongo todo el juego a tu favor, no tengo miedo de apostarte, perderte si me da pavor. No me queda más refugio que la fantasía, no me queda más que hacer que hacerte una poesía. Por que te vi venir y no dudé, te vi llegar y te abrazé, y puse toda mi pasión para que te quedaras y luego te besé y me arriesgue con la verdad te acaricié y al fin abrí mi corazón para que tú pasaras."

Minha!

Ela está me olhando. Tão clara e tão sozinha. Meus olhos estão ao seu redor e emocionados. Meus olhos estão ao seu redor e emocionados em vê-la olhando os meus. Chorei um choro manso e despedacei meu corpo para lhe dar de presente. Ninguém ou nenhum astro se quer pode me ter tanto como você. Brilhe para mim agora que lhe dou meu sangue. Sinto que estou voando ao seu redor. Como brilha e como és linda. Quantos mistérios há em você? Quantos milhões de amores você guarda dentro dessa intensidade irremediavel de emoção? Como te sinto tão minha pelo simples todo fato de me entregar a você neste exato momento; presente e distante como eu de mim eu de ti. O tempo para e eu fico aqui aguardando tocar minhas mãos na sua imensa claridade. Meus olhos te vêem como fogo exalando de minhas veias, como o gelo que sempre existiu aqui, dentro de mim. Fui para sempre e nunca serei como sou. Nunca mais.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Posts

Olá Pessoal,
Hoje não vou postar nada, ando tão exausta psico e fisicamente que fico exausta até para me dizer um pouco. Gostaria de passar o dia todo escrevendo todos esses sentimentos que eu sinto aqui, todas as coisas que passei essas últimas semanas, todos as mais simples e complexas reações e caminhos que anda tomando a minha vida. Estou em outro caminho (...) Não sei! Ainda não estou tendo matérias em psicologia que me deixem mais pensativa. Estou apenas em focos fisicalistas e matérias que, inclusive, pensei que nunca mais estudaria depois de passar no vestibular.
Talvez seja por isso esse todo cansaço e não acho justo ficar sem postar nada já que sei que existem pessoas que estão aqui sempre (...) Sempre. Quero dizer que não deixarei de escrever, não mesmo, até porque, é a única maneira de mostrar realmente o que encontro nesse "mim" que nem sei quem é. Estou triste em deixar um pouco " Um pedaço de mim" de lado, mas está quase que impossível conseguir chegar e escrever o que estou sentindo. Chego tão cansada que não sinto mais nada, de verdade. Irei escrever assim que der, prometo, esta semana ainda.
Saudade de vocês.

sábado, 7 de abril de 2012

Sonhos.

Esta noite, não acordei. A noite fez-se dia e em meus sonhos vivo uma realidade divinamente distante. Vi o céu, não sei. Vi, talvez, a mentira maquiada de verdade e os sonhos maquiados com mentira. Vi a saudade do sorriso e a imagem das lágrimas. Viajei em lágrimas opostas aos sentimentos que juro, sentia. A solidão? Maquiou-se com alegria e transvestiu-se em agonia. O peito sem respirar arfa. Arfa e queima como o fogo chamando minha carne. Minha carne inexistente num eu incompleto. Gritos? Apenas gemidos de pavor. São pesadelos, logo pensei. Pior, abri os olhos e vivi o mais distante. Não era o céu. Era a escuridão travessa fingindo ser a claridade. Era a bruma espalmada (...) Ah, aquela com quem sempre sonhei. Era a lua escurecida! Era a realidade vestida de pesadelo. Era a morte chamando o meu ego. Era a irrealidade penetrando em meu inconsciente. Eram os monstros me puxando pelas mãos. Era o medo sussurrando em meu ouvido, me pedindo perdão. Era aquela agonia que me deixou sem ar e agora eu imploro para que leve-me embora daqui. Me acorde ou não me deixe acordar.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Não consigo.

Eu não sinto o meu corpo. Não sinto as minhas lágrimas. Não sinto o meu sangue. Não sinto o meu coração. Não consigo e nem quero mais saber de nada. Me sinto tão fraca em fugir de toda essa situação, mas eu não consigo. Não consigo!