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quarta-feira, 30 de maio de 2012

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Estou carregando em minhas costas a dúvida sobre mim. A dúvida de estar ou não aqui; Talvez, a pior de todas. A de ser quem não sou.

sábado, 26 de maio de 2012

Vida.

Talvez a vida nem seja mais vida. Talvez a morte nem seja só morte. O cigarro, nem seja mais droga. A droga, nem seja mais ruim. A bebida, em meu copo, nem seja mais forte. O fogo em minhas mãos, talvez, nem queime mais.

Coração.

O meu coração doeu. Apenas quando tentei respirar. E agora, meus olhos choram, apenas quando tento abri-los. A vida me segue e da morte já não sei. Ou, talvez, ao contrario. Tremi minhas mãos ao segurar meu corpo que cai e despedaça, desmancha em cacos ao chão. Sem voz, tentei gritar. Tantas vezes; Meu coração pede ajuda. Implora (...)  Imploro com o sorriso sombrio e falso. Com a voz suave e cálida. Com a força fraca de menina, de mulher. E, agora, meu coração doe. Doe e machuca cada pedacinho do meu corpo. Meu coração grita, chora, pede, para, acelera, queima, arde ... diante da dor dessa imensa da dúvida da salvação.

sábado, 19 de maio de 2012

Leve-me.

Abro meus braços para o mar. Leve-me querida onda. Abro meus braços para a vida, leve-me meu amor. Abraça-me com desejo, grande lua. Traga-me desejos, sonhos, longe do teu pavor. Leve-me alma, para dentro de mim. Cria-me um grito de socorro para tira-lhe todo o medo que vive e revive aqui.

Sabor.

Estranhamente me desmancho;
Encontro meu pranto,
Para nos teus braços  recolhe-me.
Contemplando os teus olhos,
Encontrando o céu,
Para chegar perto de Deus.
Encarar meu choro,
que adormece (...)
Sob o calento de tuas mãos
que transforma-me,
Penetrando em minha vida,
o teu sabor doce de mulher.

Vício

É um vício; Grande vicioso
De palavras escritas; apenas em meu olhar
De calores intensos, de frio ameno
Em cada taça que reviva
Em cada silêncio que penetre
Talvez esse meu silêncio acompanhe
Estas palavras nunca ditas
Diante de dois amantes
Nesta terra prometida.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

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Estou sentindo a sua falta (...) Querido Diário.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Anjo Negro.

Segure as minhas mãos com as tuas asas. Olhe-me no fundo de minha alma. Digo e respiro dentre teus lábios, palavras ocultas e o silêncio dos gemidos que te invadem criam o grito de socorro que de mim saem. Nas tuas asas encontro um manto. Que me guarda e me guia e me encanta. E meus pés caminham pelo vento, navegando no suspiro do teu beijo que me causa tanto espanto. É impossível voar alto sem tuas asas tão grandes, cortando o céu negro diante da nuvem navegante. Tuas asas tão negras que desaparecem entre a falta de luz e brilha tanto na lua. Tuas mãos inexistentes corroboram minhas vestes e no céu me vejo nua implorando para não cair. Me sinto mulher, amante, covarde. Me sinto medrosa nesse amor pela metade. E esse anjo no espelho eu percebi, nu como os fantasmas de meus sonhos quais dormi. E nos gritos reverberantes que levaram-me a voar, mostram-se em verdadeiros rostos desses fantasmas dos quais nunca soube lutar. E o beijo encantado se quebrou, mostrando-me o medo de corpo nu beijando meus lábios que se fechou. Rezei ao cair da noite para o anjo negro salvar-me e descobri ser  o fantasma do medo qual comeu minha carne. Nessas palavras tortas minhas lágrimas são manchadas, de caneta azul, preta e sangue dos meus olhos, de minha pele e de minha carne.