Visitantes.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

O vento.

O vento bate em meu rosto; Assobia. Grita. Pareço movimentar meus braços para alcançá-lo, mas nada vejo, senão nuvem de fumaça entre meus olhos. Embaçadas imagens de arco-íris preto e branco. Murmurinhos em minha janela, um alto de pavor e espanto. Pretas são as asas, ela se aproximou. Eu vi um anjo de asas negras; Sem sexo, nem cor.Estiquei as mãos, queria tocá-la, mas as sombras a engoliram. Mataram-na. Queria eu, poder desenhar o arco-íris colorido. No vento resgatar meu sorriso. No anoitecer revirar meu papel. Escrever em colorido. Provar desse mel. Nesse frio tão intenso. Desejos ocultos, pavores intensos. Eu reescrevo o meu nome em garranchos de ousadia e encontro, nessa chuva, meu sonho banal. Cortei em pequenos pedaços as entrelinhas que deixei. Corri; Chorei; Gemi; Joguei. Queria eu, voar esta noite. Queria eu, pular deste andar. Queria eu um abraço daquele vento que eu tanto aprendi a amar. Sem coragem, me dou á ti, anjo perfeito. Tão imperfeito. Em teus braços deixe-me morar. Me leve desta vida insana, deste pedaço de desamor. Quero, eu, amar sem ser cobrada. Pecar sem ser odiada. Sorrir sem ser em lágrimas. Queria eu, desaguar nestes mares gelados, sem cobranças nem sujeiras. Sem ódio e pobreza. Sem calor e sem frio. Se bem que o frio, tão amigo meu, me pega no colo e me deixa passear entre os teus dias de luar. Naquele inverno que tanto espero. Não quero rimas se vier a acontecer, não quero palavras que me deixam reviver, não quero entrelinhas que me deixem morrer. Quero apenas vento. Sem vírgulas sem ponto final sem respiração sem choro sem lágrima sem dor.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Em tuas mãos.

Me deito entre os teus braços e em tuas mãos eu adormeço. Vejo-me em tuas costas debruçada, num voar eu enlouqueço. Dentro de ti me arremeço (...) virando mais tua que minha. No caminhar solitário destas mãos encosto na tua; Agarro um grande emaranhado de teus beijos molhados; No calor te percebo. Caminho, agora, nas ilhas solitárias; Cheio de gritos, de lágrimas, de pavor. Quando me pegas em teu olhar, viajo em cima das águas; Me crio; Me deito; Me encontro em teu pesar. Me seguro em teu brilho, tão doce encanto. Tantos desejos fundidos em ti,co(n)fundidos em mim. Longe de meu pranto desesperador. Eu adormeço com a tua imagem ao lado de minha cama; Imagem-alma, que acalenta, acarinha, encanta. Tua imagem serena com os olhos palpitando e as mãos entrelaçadas em meu pescoço num encanto. Leio-te como passagens de poemas belos; Relendo, franzindo, descompensando. E num olhar pavoroso de medo me abre os olhos e vê-me ao teu lado, tão apaixonada e com risos de ousadias. Eu digo em teu ouvido palavras sinceras, como num sonho de realidade inundado de esperanças. Viro menina tão desolada, me sinto uma princesa demais encantada. E no teu silêncio eu respiro de prazer. Sou tua mulher, tua menina, o que quiseres de mim, fazer.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Trabalho de Psico I

Queria opiniões sobre minha redação sobre Psicologia. Estou tão mal nas matériasbiomédicas, nessas outras preciso aumentar meu CR rs :/
O tema é por que escolhi fazer psicologia.

A psicologia em uso.



O que posso pensar sobre o porquê ter escolhida a psicologia como profissão em minha vida? Eu talvez nem saiba muito bem. Faz tempo que comecei a ter como sonho passar para uma universidade federal. Eu até passei, mas não foi para psicologia. Hoje, tentei novamente e descobri que eu posso conseguir, realmente, o que desejo em minha vida. 
Não escolhi a psicologia para conseguir entender quem eu sou, sinceramente, ouço várias pessoas dizendo algo sobre isso. Escolhi, dentre tantas outras na área de humanas, algo que estudasse o homem. Não só o homem, físico, atuante em uma sociedade. Escolhi algo que pode ser lidado com a alma, com os pensamentos, com os desejos, as vontades, a dor, o ódio, o amor. Pode ser que hoje, no primeiro período, eu não consigo ser capaz, ainda, de dizer realmente o que é o ato do psicólogo ou o que é esse estudo da alma.
Começo daqui a caminhada para o estudo do que eu quero. Desvendar mistérios da alma humana acredito que não consiga, ou mesmo que psicólogos não estejam encarregados disso. Quero desvendar o porquê do homem se achar como homem. O porquê dos sentimentos estarem aqui. Estudar afundo o comportamento do ser humano como homem, não como pessoa física portador de doenças curadas por remédios escritos em atas médicas.
Talvez eu comece muito com dúvidas. Acredito que não seja apenas eu, porém, chego a uma conclusão básica sobre todo esse pensamento: Escolhi ser psicóloga para estudar o mais complicado de ser estudado. Estudar algo que muda e se renova a todo o tempo. A mente humana. Estudar as sensações, a percepção, o viver do homem com o mundo.
Em suma, essa toda dúvida do porquê ter escolhido a psicologia como estudo, trabalho e vida, chega a ser contestável. Eu quero fazer desse trabalho uma vida. Lidar com todos os tipos de pessoas que queiram representar os seus sentimentos. Descobrir, dizer, entrar em comunhão com a alma que sente e a cabeça que pensa. Esse, talvez, seja a grande dúvida desse trabalho. Quero esse contato com a alma humana e mostrar caminhos que podem seguir.

domingo, 16 de setembro de 2012

-

Tenho medo do tempo (...) talvez  da morte.

Passos irreais.

Queria eu poder andar nas nuvens. Que bom seria poder voar dentre as névoas da montanha. Encontrar um pranto adormecido de amores escondidos. Nas cavernas, durante o anoitecer, procurar abrigo. Nos picos mais elevados, criar e lutar contra fantasmas terroristas. Quem dera poder, eu, boiar em cima da lua. Em baixo das estrelas, sob o sol nascente. Quem dera poder, eu, colorir as estrelas. A lua, deixo-a com o brilho eterno. Brilho que tanto atrai as minhas forças para voar. Quem dera poder, eu, escrever linhas sem sentido, palavras abstratas no meu céu. Porém, vejo-me em um céu tão repleto de pinturas colorias que (des)água a chorar diante de mim. Um céu de entrelinhas repletas de lágrimas azuis. Um céu de criaturas criadas aqui. No bater do relógio, acordo. Acordo sem saber se o quem dera foi verdade. Sem saber que o inesperado foi encontrado, sem saber que a realidade está num sonho improvável. Grito ao acordar para que eu me ouça. Mas veja bem: Eu não consigo escrever nesse céu quando acordo. Talvez, entenda-me, o medo da realidade acabe com a força do sonho. Desse sonho que quando sonhado, é imbatível. Espero (eu) que esse desejo de ralidade seja descoberto. Espero (eu) conseguir desenhar em realidade um começo de força. Sem medo, sem criaturas. Mas quisera eu, acordar sonhando. Quisera eu, acompanhar os meus passos na areia. Quem dera se eu, tão real, pegasse nas mãos do vento e caminhasse em direção à lua.

sábado, 15 de setembro de 2012

Você.

O teu abraço (...) Me deixa confusa. Me perco entre as nuvens deste paraíso. O teu beijo (...) Me espera na saída. Do meu corpo de entrada para lhe amar. O teu toque (...) Me acalenta. Me crio entre os passos de desejo do teu corpo. Fecho meus olhos e me vejo em você. No teu calor, na tua boca, na tua vontade.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Noite fria.

Na fria noite, me encontro no final do inverno. Falta pouco, a primaverá invadirá. Choros vazios se misturam com lágrimas tortas. Perdões arrependidos descem cascatas em imploração. Nesta noite tão fria, num abraço acolhedor, me desmancho entre abismo de um beijo procurado. Entre os lábios macios, deveras ver, tão molhados e frios, que vou lhe conceder. No frio, encontro o teu calor. Nos corpos acalentados pelo desejo e ardor. Nesta noite fria, sinto a água tão forte do desejo que peço para matar aqui a minha sede. Quando aqui, nesta esperada primavera, as flores chegarem tão límpidas, espero o teu beijo para do meu choro de frio, transformá-lo em lábios quentes de primavera.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

20 anos e um sorriso em lágrimas.


É assim, num dia tão especial tudo se mistura com alegrias e histórias para contar. Eu acordei e tão rápido, já eram os meus 20 anos. Não sei ao certo do que pensava quando chegasse nessa idade. Quando eu era pequena - de idade - acreditava que estaria morando sozinha, trabalhando, formada e com filhos. Acreditava que já teria me casado na igreja, feito meu chá de panela e, estaria hoje, talvez grávida. Ou mesmo, só tentando ter. Até acreditava no príncipe encantado. Vivia cantando Wanessa Camargo de um lado para o outro, Sandy e Júnior e Liah. Caramba! Eu lembro de todas as músicas, de cada trechinho e de cada lugar que eu comecei a ouvir em cada momento. " Garotas choram mais, quando um sonho se desfaz, você me usa e me deixa pra trás e ainda pergunta o porquê. Garotas choram mais." " O seu nome eu não sei, eu me lembro que eu sonhei e acordei pensando em você, eu não sei o que é paixão. Perguntei pro coração e ele disse que é pra eu ter calma. Um dia virá meu primeiro amor." " Quando olhei pra você e você sorriu, o universo se abriu. E a lua no céu nos abençoou, cenas de um filme de amor."
Quantas diversas músicas que eu nem sei mais a letra inteira. Eu lembro e um mundo inteiro vem aqui. Um mundo de sentimentos que eu tanto achava que sentia. É tão impressionante o quanto a vida e o tempo nos amadurece. Eu não sabia de nada disso, achava que era bobagem quando me diziam que eu ia descobrir AINDA o que era o amor. E eu dizia: Nossa, eu nunca amei ninguém, quero sofrer por amor.
Realmente, impressionante. Mal sabia eu. Essa dor inconstante e mórbida que o amor traz. Mas pera, pode parando Bruna, hoje aqui é só felicidade. Nesses 20 anos consegui tantas vitórias e tantos fracassos que me sinto até meio orgulhosa de onde eu cheguei.
É Bruna, as vezes é bom se sentir assim. Me chamaram algumas vezes de incapacitada. Nossa! Eu nem conseguia correr muito na Ed. física na escola, era meio gordinha demais. Demais mesmo! E eu ia as festas, hoje rio, mas que capacidade os adultos conseguem ter para acabar com uma criança só com algumas frases. " Lá vem a Bruna, esconde a comida". E as crianças, tadinhas, trazendo de casa cada mal exemplo que se pensarem depois de grande, se sentiriam um lixo. As vezes sou assim, fiz cada coisa quando era pequena ( de idade). Mas eu tinha até musiquinha na escola. " Gorda, baleia, saco de areia, vou te esculachar". " Lá vem o fraldão" Ah, lembrei de outra. " Não entra no parquinho, pode ficar intalada.
Me disseram, também, no dia da prova do vestibular pra UFRJ. " Você tá fazendo o que aqui Bruna?! Saudades de você." " ué, fazer a prova." " Mas aqui só serve pra gente inteligente, você não vai conseguir. Você não vai conseguir. Vou fazer direito, vai tentar pra isso?! Se for, pelo menos na sua frente vou conseguir passar rs". Ah, como eu era tola, fiquei com vergonha ainda, meu deus.
Queria encontrar com essa " amiga" por aí, ia dizer que passei entre os 10 primeiros pra letras na UFRRJ , pra jornalismo na UERJ, pra Comunicação Social na Uff, pra Serviço Social na UFRJ e finalmente, para o meu sonho - no qual faço agora - para psicologia na minha queria UFRJ.
É engraçado ver isso tudo. E meu blog? Que paixão tenho por você, meu eterno confidente de mágoas e de pavores desesperados. Me disseram que eu não escrevia bem, que escrevia tudo errado e meu português tava meio ruim. Mas eu prometo, continuarei escrevendo aqui. Acredito que, ainda, consiga alguma evolução nesse meu português meio ruim.
Me disseram algumas vezes que eu ia pro inferno. As vezes que era melhor eu ter uma gravidez ou mesmo, melhor que eu fosse mulher de rua. Lembro daquela vez que eu tive que fugir de casa. Ai ai, como me rezaram, me oraram. Me levaram em um psicólogo, do qual não me lembro o nome, meio famoso. Ele era especializado em Homossexuais, drogados e mulheres que vendiam o corpo. Fiquei algumas horas conversando com ele. " Escuta o que eu estou te dizendo, daqui a 1 mês você volta aqui e me diz. Tenho certeza que você não é gay". Eu queria voltar lá algum dia. Ele não é daqui, é lá de São Paulo. Queria dizer a ele que já se passaram 5 anos.
Mas é assim mesmo, isso tudo faz com que eu me orgulhe de ter conseguido chegar, hoje, aos meus 20 anos. Lutei desesperadamente por amor e por compreensão. Afinal, tudo que eu queria era poder ser aceita de alguma forma. Ser feliz da minha forma diferente. Não há forma igual nessa âmbito dos humanos, moçada. Fico meio assim com isso.
" Eu não vou conseguir. - Ajoelhei. Me leve daqui, meu deus. Eu não queria ser diferente, se assim fez, porque precisa ser tudo tão estranho, tão odioso se, o senhor mesmo, me fez assim? - Chorei. Senti o sangue sair levemente. Peguei papel higiênico. Sentei no chão do banheiro. 23:00 horas - 7:00. Fechei os olhos e levantei. Vou lutar, mesmo que pra isso eu preciso levar o ódio - dos que não conseguem amar o diferente - nessa estrada."
" Você quer um comprimido Bruna?" - Pra quê? " Dor de cabeça." - Não amiga, não tomo comprimido. " Tenta ué" - Tá, morrendo de dor.
- Não Buh, não toma. Não é pra dor de cabeça, é êxtase ( Não sei como escreve, rs, calma pessoa que diz que meu português é meio errado, rs)
E tantas outras coisas que tenho medo de colocar, talvez leiam aqui, quem sabe né?!
Estou feliz, muito feliz. Hoje, confio em pessoas que eu tenho certeza que sempre estarão aqui. Ah, meus melhores amigos. Eu não sei o que seria de mim sem vocês.
E penso, repenso.


Aquela história do príncipe encantado já se foi. Tenho certeza que ele, mesmo em um cavalo branco, não faria nada do que eu tenho hoje. Como eu tenho carinho, amor, atenção, sinceridade, lealdade, paciência (comigo, porque sou uma pessoa muto difícil de se lidar). Acho que nenhum príncipe chegaria a me dar isso. E uma pessoa com tanta coisa que se diferencia de um príncipe encantado, inclusive o fato de ser do sexo oposto a do príncipe, com tantas qualidades e alguns defeitos, conseguiu me fazer feliz como hoje.
Aquela história do gordinha, gordona e balofa não dizem mais ( graças a deus), prometo a mim que começo meu regime agora quando as aulas começarem.
A história do psicólogo que disse para eu voltar lá, puts, mudou. Minha nova psicóloga disse à minha mãe no primeiro dia de consulta. " Desculpe, se você veio aqui pra mudar a sua filha, não poderei fazer. Ela vai se achar, se entender e não tenho o poder de mudá-la."
A história do sangue no chão do banheiro não existe mais. De lá passei para os remédios ( kkkk) brincadeira. Eu não sabia realmente o que era sofrer de verdade. Mas a luta, continua sempre. Essa sociedade, que me dá calafrios, me faz agradecer todos os dias por ter encontrado em minha família a força para conseguir seguir a diante.
E ah, minha família. Minha mãe, meu pai, minhas irmãs. E até meu padrasto ( juro que estou conseguindo a aproximação agora) me ajudam a enfrentar isso ( ele nem tanto, mas sei que um dia vai chegar, rs).
Aquilo dos amigos, mudaram. Tenho um melhor amigo que eu amo tanto e que é tão escrito sobre o amor que me sinto orgulhosa toda vez que eu digo que o amo. E minhas melhores amigas lindas que, aaaaah, são minhas.
Que desabafo enorme, sei que ninguém vai ler. E isso me deixa tranquila porque só eu vou saber de mim. Tentar me saber um pouco mais. Tinha esquecido dessas coisas que me vieram agora só escrevendo. Que benção meu pai, as palavras são um tesouro que se soubessem usá-las. Ah! Vou me deixar calada um pouquinho.
E uffa! Meus 20 anos chegaram. Aquela história de estar casada, grávida e tudo mais não aconteceu. Mas, acontecerá.
As músicas vou deixar lá atrás, não preciso delas agora.
Obrigada pelos parabéns Blog, sei que você é o que mais deseja felicidades a mim.
E ah, se alguém leu e tem algum erro de digitação, desculpe, não quero me ler de novo para consertar.
Obrigada a todos que estiveram comigo nesse dia. Os abraços, os beijos, os presentes. Aos que estiveram comigo pessoalmente e aos que não puderam estar e sei que me abençoaram.

Obrigada Vó, Vô, Vô, dinda. Queria vocês aqui nesse dia especial pra mim. Sei que estão me abençoando. Se já estiverem novamente na terra, sei que o coração de vocês ficou um pouquinho alegre demais. Sinto saudades, muitas saudades.
Obrigada por todos aqueles aniversários, há alguns anos atrás. Nos anos em que estiveram em minhas festas, ajudando nos preparativos. Nas festas surpresas ou mesmo naquelas em que eu era só um bebê e nem aproveitava nada. Eu sinto muita falta de vocês, muita. E, como comecei a chorar, vou parar por aqui. Aí, nas estrelas, recebam o meu sorriso e a minha lágrima. Aqui, na terra, recebo o abraço, a paz, a benção e luz.
Eu amo vocês muito, em toda a minha alma. Em tudo que existe dentro de mim. Tomarei conta de todo o esforço que tiveram para ajudar no que me tornei. Vó, você é a pessoa mais maravilhosa que eu já encontrei e com você e meu avô percebi que o amor eterno e de longas vidas existem. Vô, prometo tomar conta, aqui na terra, da minha avó. E dinda, sei que não viveu tanto. Sei que era para estar aqui conosco. Mas se daí tudo é melhor, tenha a certeza que meu coração chora de alegria e saudade. Queria que estivesse aqui nos meus 20 anos. Queria a sua presença em corpo. Senti a sua alma, o seu sorriso e os seus cabelos longos e loiros batendo em meu rosto. Senti o teu coração batendo e dizendo: Vá em frente minha sobrinha, eu estou aqui e sempre estarei. Eu te amo.
Até mais.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Páginas.

Caí-me-ei entre as névoas dos teus olhos. Apenas esta noite. Como eles brilham (...) Eu vejo a lua. Deito-me entre os teus braços. Como eles me envolvem  (...) Eu encontro o céu. Quando der-te minhas mãos, será para que não soltes nunca mais. Pode ouvir minhas palavras? Eu quero casar contigo. Comigo, te farei sorrir por dentro (...) por fora. E, ah! Falando nisso ... Que sorriso mais lindo é esse que eu ganho todos os dias. Essa risada desconcertante que me faz rir sem parar. Esse teu ar de mulher madura, de menina frágil que precisa de colo. Esse teu rosto tão (...) hum; Tão - não sei explicar - perfeitamente lindo, qual me faz acariciar. Se eu te der ( eu ) promete cuidar de ( mim ) todo o amor? Consegue perceber o quanto estou cheia de reticências e de parênteses? Acho que estou te amando tanto que fico meio confusa (introspectiva), as vezes sem saber o que fazer. As vezes sabendo muito, até, o que fazer. Vou até colocar as palavras em ordem errada. Será que isso tem a ver com essa necessidade constante em fazer contigo a ordem certa da minha vida? Nessas todas horas que fico feliz quando me pede em casamento, eu, talvez, com essas vírgulas obrigatórias consiga respirar a todo instante, na espera; Em sua espera. Nessa noite, ao deitar ao teu lado, vou selar teu beijo apaixonado com meus lábios cheios de amor. Esta noite, ao aceitar viver minha vida contigo, vou começar a escrever a nossa história. As novas páginas em brancos da minha vida.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Te devoro.

No teu beijo adocicado
Me derreto.
Crio asas,
Crio pés,
Em desespero.

Nos teus braços arrepiados
Me desmancho.
Aquieto-me,
Apavoro-me,
De encanto.

Nos teus seios mostrados
Me afogo.
Acredito,
Só sorrio,
Te devoro.

domingo, 2 de setembro de 2012

Ausência.

Na ausência do teu corpo, vejo-me transbordando de saudades. Os desejos escondidos, de corpo, alma, sangue e amor, todo sem metade No suor, fiz-me carne. Arrepiada de essência no teu nu contemplado. Creio que seja ousadia, de dois amantes, de uma química. Arremeço ao vento os meus beijos para que pegue-os e guarde-os entre os teus lábios. Menina (...) minha mulher. Me afirmo e confirmo todas as noites em teu corpo que sou a tua menina. Sou tua mulher. Nas noites criadoras de grandes fantasmas, jogo-me no mar dos teus beijos para criar a salvação que esperava. Salvo meu coração, minha mente, meu sexo. Salvo a minha respiração inerte e longe do meu mundo; Mundo exagerado. Na ausência da tua carne, delicio-me nos meus próprios braços que estão salvos pelo teu perfume, cravado pela tua essência. Procuro-te entre meus dedos molhados, e quando não acho o teu corpo, grito. Grito, transpiro, chamo-te a cada respiração. Nos gemidos que saem e pulam de minha garganta, peço a tua presença. Não quero amis ausência. Na falta dos teus abraços, fecho-me em verdadeiras paredes de doçura, de amor, de paixão, quando meus olhos tão (in) abertos te acham em qualquer lugar. Paredes de doçura, de amor e paixão que me prendem em teus braços ouriçados de tesão. Ôul! Nas minhas fantasias eu encontrei você. Tão cheia de sentimentos e de ternura que me fazem suspirar. No fechar dos meus olhos te achei, e no abrir do meu coração te deixei entrar. Nessas fantasias coloco-me a sua disposição. Podes amar, beijar, acariciar, morder. Podes fazer daqui a tua morada. Podes fazer do meu corpo o teu encontro. Os encontros do meu com o seu, do eu (con)tigo. E nessa ausência , acredite, meu coração fica entrelaçado com o teu. Nessa saudade que em tudo existe, me faz lembrar-te a cada amanhecer. Quando contigo eu casar, lembre-se, sempre serei tua, a mulher a qual podes para sempre amar.