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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Tempo e Realidade..

O tempo passa arrastando; As vezes rápido demais. Tanto de tão rápido que nem vejo o ponteiro do meu relógio andar; Correndo e nadando. Nadando no silêncio pervertido do tempo infiel amigo. Porém, no tanto tempo inútil e covarde, encontrei você. Encontrei uma realidade travestido de sonho e o tempo - cruel pavoroso - correu rápido e passa todos os dias como uma rajada de vento que sussurra em meu ouvido vivo. Melhor; Gostaria de dizer ou mostrar que o tempo nada arrastado passa rápido quando estou num sonho real que nem consigo respirar direito (...) viver direito. Tornei-me intensa. Tornei-me sangue avermelhado batendo e voltando em um coração inchado. Totalmente inchado de paixão. Paixão dita novamente sem tempo de respirar, se misturando e formando-se mistura sólida e homogênea chamada amor. Amor de vermelho, de sonho transformado de realidade; De tudo o que eu sonhei - e do que eu não sonhei- vi-me dentro de um eu você que me assusta. Você ; Vê-me uma parte que eu não consigo ver. Uma felicidade minha que só você consegue distribuir em meu corpo; Esse meu corpo quente, gelado, arrepiado com teu beijo mostra-me o sonho que eu nunca sonhei, se quer. Ainda, com um pequeno pedaço do teu cheiro, eu desmancho o meu corpo entre os teus braços e o tempo corre. Corre tão rápido que nem uma piscada de olhos me atrevo em dar. Não quero dormir, quero ficar aqui, acordada ao teu lado.Não quero que esse sonho acabe (...) esse sonho tão real que me dá medo de ir embora. Não vá embora! Não vá porque eu preciso dos teus braços para alimentar a minha fome de carinho. Assim, o tempo infiel amigo dirá a mim e a você o que fazer. O que fazer senão agora viver como vivemos? Amar como amamos? Hoje, num  abraço teu me envolto de esperança. Hoje, o tempo não interesse. Você, menina - é a minha realidade de amor.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Querido Diário

Querido Diário,

Me perdoe. Ultimamente ando sendo uma confidente da pior espécie. Nos piores momentos eu estive aqui, chorando dores de grandes amores. Nos melhores momentos eu estive aqui, emocionada com cada letrinhas que escrevia. Agora, livros de rostos acabam com o que eu sempre tive. Só quero saber de escrever para verem lá. Quando não, escrevo em você e me mostro com o copio e colo lá. Esta noite, antes de dormir, estive com a cabeça quente. Meu coração transbordava dor, solidão e perda. Eu queria te procurar, mas tive preguiça. Que tipo de confidente sou? Ainda, escrevi para te lerem. Mas meu diário, lembro-me que não é assim. Eu lhe fiz para mostrara a quem viesse aqui e eram poucos. Hoje, você é lido por mais pessoas.Eu até fico feliz em saber que gostam do que você me faz escrever. Mas sabe, querido diário, você é tão meu que te chamo de filho. Me sinto uma mãe horrível ao ver que faço isso com você. Me dá uma vontade imensa de chorar e não parar mais. Te tenho como parte de mim, como se todas as palavras que lhe dou permanecessem dentro de um "mim" tão intenso que nem eu mesma consigo conhecer sozinha. Uma parte de mim misturado em todos os pedaços de mim. Agora, não só mais um. Minha grande parte de mim. As vezes, fico meio louca. Diga-me, sei que me conhece mais do que me conheço. O mundo é grande demais pra mim. A vida é chata demais em mim. Querido diário filho, peço-lhe perdão pelas vezes que tanto sorri e deixei-te de lado. É que quando preciso saber de mim o que não sei, você é o melhor nesse assunto. Eu posso voar, ser anjo branco, anjo negro e a própria solidão desenhada de vida. A própria lágrima travestida de sorriso. 
Querido diário, perdoe-me esses meus momentos felizes que te deixo para trás. Meus momentos de sofrimento são todos seus, por isso, obrigada por saber mais de mim do que eu.

Sem sentido.

Que noite desastrosa. Eu choro entre gemidos incansáveis de pavor. A solidão bate em minha porta com mãos pesadas de medo. Nos sorrisos escondidos entre as marcas feridas, dei-me meu pranto para escutar-me sozinha. Não quero lua; Nem sol; Muito menos estrelas pseudo brilhantes. Não me iludo com estrelas. Porém, o pior me iludindo com a lua me tornando lunática e esquizofrênica com uma luz que se quer, existe. Tenho plena consciência de minha louca loucura. Nas mãos do vento, me pego. Prendo-me entre teus braços inúteis e choro. Um choro manso, como todas as vezes. Num clamor desesperado, desespero-me com minhas próprias palavras e até, minha respiração que não aguento mais ouvir. Ah, se eu pudesse nascer de novo. Talvez, (re)inventaria minha vida mais uma vez. Se eu pudesse me deixar voar, pediria pela ausência de ser humano e viveria nas nuvens. Morreria entre mortes que nem se quer eu saberia. Numa louca descompensação, clamaria pelo nome de alguém.Inútil como achar que tenho em minhas mãos o certo- errado. Nada de nada, sobre nada e começo a ficar ainda mais louca. Em meus olhos fechados de medo, meu coração dói. Dói com ardências profundas que nem sei porquê. Você sabe, coração. Não é você que sente minhas dores, minhas tristezas e alegrias.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Entrelaces.

Na anatomia de nossos corpos, me desmancho em teus braços; Viro uma só diante do teu corpo; No teu calor; No beijo; Em teu abraço. Na noite quente molhada de chuva, torno-me você e dou-me a ti; Enrustida de paixão, de desejos e ousadia. Na noite de primavera, não há sol. Na manhã de inverno,não há lua. Tudo tão trivial e tão notável como o andar a caminhada do destino. Mas nesta noite de flores nascendo, a chuva sem trégua nos abraça. Limpa-nos a alma em meio ao nada. Abre-nos os braços diante da vida. O tempo (...) Ah! Esse nos enlaça arrebatando nossos sonhos. Diminuindo nossas dores, transformando nossas realidades. Nossos dedos encontrados entre as mãos; Nossas vidas entrelaçadas sem perdão.

Nossa música.

A música nos embala; Ah, embala tão intensamente como teus braços fortes envolventes de meu corpo. Sonhando; Nos fazendo sonhar em uma realidade antes tão distante que nos faz suspirar; Num envolto de realidades, lhe dou o meu pranto que deveras chora de tanto amor. Dar-me-ei em tuas mãos fartas de força para acariciar meu corpo quente; Queimando em uma paixão tão forte que arde os olhos de quem de longe, não sabe o que é sorrir ou chorar com o peito transbordando de ar; Um ar irreverente, de amores nunca ditos e paixões nunca antes escrita. Nessa música que nos embala de amor lunático, peço a lua que não nos tire a emoção de termos um a outra. Porque a noite (...) A noite nos espera para curar o pranto de dor de um passado distante deixado dentre as nuvens de poeira cinzenta. Dentre as lágrimas choradas numa dor severamente intensa; Nesse passado dolorido fez-se um grande amor; Repleto de paixão e de um futuro bom; Futuro costurado com um presente colorido de bandeiras pintas de vermelho e transparente. Vermelho como meu sangue ardendo diante do seu, corroendo meu corpo e queimando a minha pele intensamente. Transparente como as lágrimas de amor que caem misturando meu sangue no teu sangue e minha alma na tua alma.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Sonho.

Ele estava deitado sobre a cama. Sentado, ele também estava fora. E eu, podia ver tudo e sentir a sua vontade de gritar. Ele não sabia o que fazer. Havia uma, duas, três e mais alguns dos seus amigos, pai, mãe, irmãos. O sorriso desaparecido caminhava entre seu rosto pálido, frio, imaturo. Choravam com gritos em meio a ele, completamente deitado. Sentado, em cima da janela, lá estava ele. Debaixo de suas costas, algo grande. Seus olhos esbugalhados criando surpresas e lágrimas apareciam sem parar; Asas enormes apareciam negras como a noite. E pela lua foi, gritando, chorando, tentando abrir suas asas que volta e meia o fazia cair por entre janelas que lhe eram dada. Eu o via e ele queria ajuda. Como? Eu tentei escrever ... alguns versos que não lembro quais. Escrevi em suas asas negras com meus dedos vazios. Alguns poemas vazios que me faziam chorar. Chorei, chorei tanto com ele. Eu vi, todos choravam e eu sem poder, se quer, ajudar. Escrevi mais. Tentei pegar o computador, um lápis, um papel. Mas eu não consegui, meus dedos não encostavam nas coisas. Aonde eu estava? Também vi asas, minhas costas não existiam. Meus dedos transparentes, tentavam pegá-lo, segurá-lo. Eu chorava, tão intimidamente que meus olhos desapareciam entre meu rosto grande, inchado. Queria acordar. Queria meus versos, poemas e prosas. Meus contos, minha crônicas. Queria acordar, escrever. Acordei.

7 Meses.

Hoje, é outro dos nossos tantos dias especiais. Mas sabe de uma coisa? Todos os dias se tornam especiais quando tenho você do meu lado. Eu gosto da maneira em que me pega pelo braço e envolve os teus pelo meu corpo. Gosto da maneira que beija o meu rosto,a minha testa, a minha boca. Gosto quando se encaixa em mim e encaixa, também, a cabeça no meu pescoço; Quando segura a minha mão na rua e me coloca para o canto da calçada. Gosto quando me protege, me ama, me apaixona. Todos os dias, todos os minutos, toda hora. E neste dia especial, eu comemoro tendo você ao meu lado. Comemoro a data em que comecei a poder te chamar de minha. Minha namorada, minha amiga, minha companheira, minha mulher. Sem medo de dizer ao mundo que eu te amo e que você me ama. Hoje, comemoramos apenas o começo da nossa vida andando de mãos dadas. Parabéns pelos nossos 7 meses, meu amor.
Eu te amo.