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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Sonhos sonhados.

" A fuga da realidade mostra como nos esquivamos do enfrentamento de frustrações, um comportamento cada vez mais frequente (...) Podemos entender essa fuga da realidade como uma tentativa de amenizar a frustração, ou seja, diante de algo que não gostamos, ou não nos satisfaz (...) Nos deparamos então com a velha batalha entre o princípio da realidade e o princípio do prazer. Freud demonstrou que tanto os sonhos quanto as fantasias são processos visando avaliar a angústia."
A minha fuga de uma realidade monstruosa me levou a você, Dulce Maria. Há 6 anos atrás, quando minha adolescência tortuosa como a de todos e tenebrosa quanto a de poucos me fez te seguir. Eu não sei explicar (...) Foram separações, descobertas de mim sobre mim em que eu não estava nem um pouco preparada, o preconceito da família que deveria me apoiar. Foram achados amores e achadas paixões mascaradas de amor. E eu, tão distante do mundo precisei de alguém que fosse de alguma maneira inalcançável e ao mesmo tempo que estivesse perto de mim. Tão perto com letras e ações que eu pudesse me espelhar e me fazer não ter medo dessa realidade tão frustrante. Nesse tempo, apareceram os seis. Seis rebeldes que me fizeram mudar. Eu não tive medo de dizer quem eu era. E ainda por cima, fiz amigos que viraram melhores amigos insubstituíveis. Ontem eu tinha 13 anos e hoje eu tenho 20. Um sonho transformado em realidade que passou tão rápido que parece que virou apenas sonho novamente. O dinheiro - infelizmente - compra sonhos e abraços; E vocês meus amigos, transformaram esse dinheiro - abusivo - em amor. Completamente transbordando amor.
Obrigada meus amigos! Sozinhos nós sonhamos, juntos nós realizamos.
Chegou a hora e mesmo com tudo o que aconteceu, o sonho aconteceu!

Dulce, eu sempre te levarei em meus sonhos. Obrigada por me tirar de uma realidade tão chata. Eu nunca esquecerei você.
" Esto llegó a su final. Cuanto te voy a extrañar. Hoy que debemos partir dejando todo hasta aqui. Y aunque debo continuar. Como poderte olvidar? El recuerdo de ti está muy dentro de mi. Jamás podré reemplazar tu amor. Ni repetir lo que logramos sentir. Siempre estaré agradecido, amor. Tu me has dado lo que siempre soné."

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

O seu certo e errado?

Tentei gritar entre meus lábios finos e rachados.Tremenda ousadia inflando meus pulmões cansados e retirando um ar do mundo que não ouve meus lamentos profundos. Podendo uma vez, quem sabe uma única vez, retirar dos covardes desafios o intenso medo de ser quem eu sou e que não me deixam ser. É isso, não me deixam ser! Se eu pudesse gritar realmente mundo afora, veriam os pesares desastrados de  quem tenta e não pode ser. Ser (...) não me cabe o propósito de saber o ser que não sei o que é. Culturas, religiões, um Deus que reprime quem não segue o que é escrito, termos que precisam ser seguidos pelas ruas, pelos tetos de casas que mostram uma aparência feliz sem ao menos sorrir de verdade. Quantos olhos vermelhos não fecham e morrem por não poderem abri-se para a felicidade. A felicidade que vem e que vai com a alegria e com o sorriso verdadeiro. E esses meus olhos se encontram num mar de infâmia desnecessária que agarra minhas pernas e não deixa-me andar perante o céu escuro de dor. Que grande ousadia tentar ser quem é. Mas desde quando você percebe quem e o que você é? O mundo te molda ... me molda. O mundo te mostra quem deve ser e tira de dentro do que é sua verdade, uma outra verdade infundida com opiniões desnecessárias para a felicidade que esvazia-se e enche de complexidade. Os outros tentam mostrar o caminho certo (...) mas o que é o certo? Você sabe o que é o certo, meu bem? O certo se emoldura nas paredes de vidro que logo logo, quebram om uma tacada de pedra do que talvez seja errado. E o que é errado? Amar é errado? Dizem-me que sim. Dizem-me tantas coisas que as palavras esvaziam-se de significados e passam desapercebidas diante de meus olhos e de meus ouvidos. Escutam-me, sorrisos falsos? A covardia não me é estranha e a coragem faz-se nova em meio ao mundo de irrealidades que penetram minha carne vazia. Quero deixar-me ser quem sou sem certo e errado. Não digas que tem vergonha do meu certo. Meu errado não é equivalente aos seus erros.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Presa.

Estou presa no tempo. Na terra pavorosa de fantasmas solitários. Não quero sair, são meus sonhos de olhos fechados. As vezes. posso tentar ser vista. As vezes, sou agarrada por braços sombrios. Meus olhos podem não querer acordar. Mas não! Não olhe para meu próprio corpo esta noite. Quero um momento com minha alma sombria. Diante do tempo, peço perdão pela covardia. Ajoelho diante da lua para pedir que  ele - totalmente importante - pare. Não, não me desprenda da vida solitária. Gosto de meus fantasmas, as vezes. Tudo o que eu preciso é de um beijo apaixonado da lua. Posso até mesmo precisar de abraços gélidos do vento. Vou me deixar dançar com a bruma vinda das montanhas.  Esta noite ... movida pela manhã calorenta do sol. - Dar-te-ei um pedaço de minha pavorosa alma. Disse-me a lua. Diante disso, respirei diante de um espalho quebrado. Ouvindo as batidas da porta e uivos do vento passando por debaixo das frestas da minha porta. Mas já esta amanhecendo e ela está sumindo junto com o tempo. Mas eu não sei como caminhar assim.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Escurecer.

Deitei-me ao vento. Para que? Não consigo sentir meu corpo que balança junto ao balanço erradio da noite. Sinto-o quase nada flutuando entre os pedaços de tempo; Batidos dos ponteiros de relógios despedaçados, enferrujados sobre minha janela. São quase pedaços de sonhos. São quase pedaços de realidade. Pequenos pedaços de areia branca; Desenhadas na lua. Refletidas no ar. Num fechar de olhos reluzente, me encontro num mar de ousadias. Num poder que em mim não há. Num criadouro de verdades mal ditas que meus olhos transbordam.Ao acordar, me vejo num eu intenso. Um que nem sei qual é, mas, ainda, meu corpo transporta-se entre os teus dedos. Dedos de vente gelado. Os mesmos dedos que escapam as areias lunáticas da mar. Os mesmos dedos que acordam-me no frio da noite e colocam-me para dormir. Pequena luz da noite,descanse meu corpo neste escurecer.