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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Seria bom ...

Seria bom se fosse assim (...) eu e você sem vírgulas,
... Bom se estivesse num círculo infinito; Sem lágrimas,
Sem dúvidas ... Livres do destino.
Sem pavor; Sem culpa.

Seria bom se viver não fosse isso ... Tão lamentável,
... Tão vivo num mar de mortos.
Bom se o diferente fosse só não-igual; Quem sabe,
amanhã, o amanhã meramente, quase, irreal.

Seria bom se o certo não fosse certo (...) e o errado,
hum ... nem tão errado. Pra eu poder viver de gosto.
...   um gosto de amore bem molhado.

Seria bom se pudesse ser eu ... Eu mesma num quase,
.... quase meio termo; Quase de apuros; Quase ...
Sem maldades.

Seria bom se eu vivesse no vento ... Rimando no tempo;
Quase ... quase cruel; E as linhas não tivesse reticências,
pois, a vida, me tropeça entre elas.

Seria bom quase sem reticências ... pra não estragar a vida,
pra não enganar a vista, pra não esquartejar o tempo.

Seria bom se não houvesse medo ... Sem um pouco d'ele,
talvez, torno-me real. Se houvesse um quase sonho,
... quase sonho realidade ... Em que eu pudesse voar,
para sempre, para sempre.

Seria bom se minhas palavras vivessem ... num meio termo
... meio copo de harmonia, quase meio de ousadia,
quase infinito de não-mais dor.

Seria bom se eu estivesse aqui ... se a lua fosse minha,
--- seria bom se eu fosse essa parte do bom, talvez,
ou quem sabe, a parte do mal ... redentora de agonia, de
paixão, de ousadia; De ser livre e viver.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Nova Solidão.

As vezes nem é tanta solidão assim. É só um pouco da parte de estar sozinha dentro de mim tão eu quanto a solidão tão nossa. Um pouquinho de solidão que faz parte do sorriso feito do lado contrário ao sorriso verdadeiro. Tão só que, apenas, eu posso sentir. Num lado verdadeiro, num lado qualquer falso, estou aqui frente a você - solidão própria. Por isso, não deixe-me sozinha, solidão. Preciso do seu abraço essa noite; Preciso-te; Quero-te; Desejo-te como nunca havia desejado neste meu mundo imaturo de sentir ao inverso. Aquém, alguém, um ou outro pode até nos dizer um pouco de realidade transbordada de incansáveis linhas desastrosas. Se, hoje, são lágrimas; Se, ontem, foi sorriso ... admito-me de mãos entrelaçadas com essa solidão tão cruel que dá-me vontade de recriar essa natureza inerte a vida. Sim, qualquer lugar em meio ao deserto de uma solidão duradoura que faz-me ser dependente. Sim, dependente dessa solidão tão minha. Minha, apenas minha. Palavra tão minha que torna-se de um certo ponto, completamente chata. Assim, como eu nesse mar de linhas sem fim. Nesse mar de atitudes finitas de pavor ... Tudo bem, queria gritar para ti, solidão. Queria chamar por ti, também, solidão. Porém, hoje estou sem voz. Estou afogada em lágrimas de desespero. Por isso, solidão, é preciso não ser dependente de companhia. Preciso lembrar que existe você e que, nunca, vai abandonar-me. Eu a criei, solidão, este noite, na manhã seguinte, no próximo futuro, serás aquela que sempre existirá nesse meio particular de viver dentro de mim.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Dia de esperança.

Não se sabe qual o dia da esperança; Muito menos o dia em que o sorriso torna-se o melhor conceito do que pode ser realidade. Não se sabe o dia em que a solidão tornou-se nua, sem cor, sem identidade. Nada de dores por essa noite derradeira, arrastando-se entre os miúdos incansáveis de uma felicidade quase ilusória. Nada se sabe do destino amarrado a esperança ... emaranhado a possíveis lágrimas de (des)esperança. Nada de sabe do Adeus solitário, perpetuado na distância de uma face posta de verdades. Num caído, pedacinhos de céu travestidos de bondade, juntos de bem feitos traduzidos em solidão. O som da risada, o som do poema, o som do sorriso cegando ... o som do som das linhas tortas que exalam pureza ... o som do Adeus de um Deus que talvez estivesse aqui e na verdade, nem tenha ido embora mesmo. O momento em que se encontra lealdade ou quem sabe, encontra-se crueldade travestida de bondade. Um sorriso quase cruel, ou, quem sabe, de desejos longes pintados de futuro; Um desejo rabiscado de esperança; Um pouco a pouco de cara com a vida. Não se sabe onde está a esperança ... mas aquele dia, eu vi, juro que vi, o sorriso de uma criança, e, ali, nasceu o Adeus a solidão da (des)esperança, criada e recriada num monumento de pavores que voam para longe ... longe do céu negro. Não se atendo a pavores mal criados, pois ali, existe o sonho da igualde. Existe o beijo da pureza.; Existe o lar das linhas tortas configuradas num céu repleto de sorrisos e lágrimas de vontade.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

A dor.

A dor; Que dor desesperada
Deveras sente a alma
Desalmada. E outras estórias
Coloridas. Dão-me um ponto final,
Dão me a morte em vida.

A dor; Pernoitando aparente
Ríspida; Um olhar quase eloquente.
Rastejando em gemidos de pavores,
Quase, afinal, transparente.

Não diga-me exagerado que te vás,
Podes ser que meu bem fique aqui,
Mas a dor (...) A dor não é capaz,
Nem de olhar, nem ver nem sentir.

A dor; Eu sinto que tu sentes,
Ela quase nada, prazer, sou eu viajante;
Das linhas borradas;
De um vazio qualquer.

A dor, sem o não sorridente
Dou-me para a vida; Senão qual a morte
Fará de minha vida um retrato vivente?
Fará de um quarto; Um progresso
Doente.