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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Aprender ... ser.

Porque em todo o começo dessa minha outra etapa de gestação, eu - num eu meio completo e sintetizado numa espécie arbitrária - aprendi que amores se dão de maneiras e intensidades tão diferentes que qualquer que seja, na maioria dos dilemas, permeiam-se e entrelaçam-se num meio de ilusões maravilhosas. E, aprendi que todo esse conceito de felicidade vem do mais puro momento; Ou, quer que seja, da mais tenra propensão de alegria; Assim, nos é entregue com algum tipo de terceira mão um pouco de ousadia - preta e branca - para que dela façamos coloridos prazeres lúdicos. Ora, menos preto e branco e mais colorido ... Gostaria de saber o porquê deixá-los de lado ... embutidos no amor. Daqueles de amar com a outra metade. Aprendi que, talvez, minhas linhas não cheguem à alguém - ou quem sabe tão somente à outra de mim perpassada de toda realidade - e, assim não chegando pode ser que encalhe em um canto qualquer ... demonstrando essa toda minha nova vida de amores de intensidades diferentes. Alguns passam, ou algumas pessoas, ou algumas coisas, ou alguns sentimentos ... Ou equívocos, ou representações, ou loucuras ... porém, todos embutidos num eu tão interno que, desculpe-me a franqueza, ou fraqueza, não há como lembrar. Junto de almas, de calma analisada pela alma tão pura cheia de arrepios! Um eu composto de você ... vocês reescrito em diversas linhas e produzindo em mim coragem suficiente para ser algum tipo de nome meu e não um pronome seu ... ou plural. Acreditaria, portanto, nesse inequívoco sentimento de com e não de, qual procura entre pesares desastrados as linhas escritas em oculto; Ou culto de sabedoria móvel; Em grosseiro gesto de aptidão do só e do Adeus ... Por isso, detenho-me em grandes e pequenas linhas admitindo que, eu, nessa forma de me ser, aprendi a forma de aprender. Como se a vida estivesse desenhada e cravada e transcrita em formas de papel, desenhadas pela procura da cura da dor ... Aprendi a construir-me sem saber tais critérios e, agora, pego-me entre esse todo formal qual não faz parte de minha "normalidade" aparente e definida de loucura. Aprendi a aprender que a vida será escolha e a morte, certeza. E o medo será o choro. E a lágrima não será escolha. E a alegria, passageira ... de um dia para o outro. Que a vida não me deu asas ... como eu supunha e, meu corpo, nem é tão meu assim. Que eu mesma, de toda maneira consciente nem sei o que sei dentro do todo. Assim, mostra-me o estranhamento dessa alma que de vida viveu a intensidade movedora mais próxima da gestação ... gestante de ideias vivas massacradas pela morte desejável ... (tão escritas pela intensidade da alma que não se vê e não se conhece, não se sabe, não se cria não se muda). Mata-se num sopro de aborto dos sentidos podados; Revirados; Cortados; Castrados ... por alguém qual não se sabe a existência.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

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Sabe, eu queria tê-lo em minhas mãos. Queria tê-lo escrito em linhas permanentes, para o resto da vida. E, contudo, meu coração se dilacera quando dizem que você não é tão importante assim, meu querido diário.

Chama de amor.

Contudo, o nosso amor tornou-se chama. Não uma chama ardente que depara-se com água vinda nas chuvas de verão ... Nosso amor tornou-se chama de alguma maneira translúcida; Chama alucinada de maneira quase que ilusória. Nosso amor tornou-se vento ... ou quem sabe robustos pesares acompanhados de calor. Como se teus braços me fossem refúgio e teu segredo me fosse um resguardo ... Como se teu peito fosse um arsenal de desejos e teu colo o mar de ensejos pernoitados em sonhos. Mas nosso amor torna-se dia quando o sol cai, torna-se noite quando a lua desaparece ... Nosso amor talvez seja o inverso do noturno e o desolar do vespertino. E, quem sabe, em algum lugar, pode ser, esse amor não seja apenas chama radiante ... talvez seja beijo da vida. Ou de vida ... Esse amor que transfigura-se em braços fortes e macios ... um amor que traz-me tremenda ilusão e, verdadeiramente, grandes emoções de realidade. Pode ser que, envolto de prazeres bem enrolados, esse amor seja capaz de virar fogo ... Fogo que queima a alma. Fogo que revive nossos olhares na noite de chuvas finíssimas como teus lábios. Porém, relutante em brigas hostis, dou-me à essa vida escandalosa que é te amar. Amar sem medo da verdade, você e eu, num entrelace de véus amargos, transparentes de cor de vida ... relutante na dor da saudade. Assim, num eu tão você quanto num você tão penetrado em mim ... como num conjunto de preto e branco translúcido e diáfano ... num eu e você completo de chamas límpidas, compactas, clareadas em si por esse amor tão malcriado.