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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Estranho Próximo Ano.

A estranha riqueza de uns. Num abismo aberto segurando pontas de um viver ilusório toma-me sentidos inusitados esta manhã. Não escrevo faz tempo - é claro - devem ter percebido esta minha súbita - também larga maneira de sair escondida dos meus próprios desejos - fuga da minha i(realidade). Por isto, neste último dia do ano me venho relembrar minhas últimas maneiras de me ser.. Aquela maneira de ser um eu tão desprezível e intenso que salva-me sempre. Ou, quase sempre... Aliás, estive fugindo destes pesares mórbidos que minhas instâncias psíquicas insistem em presentar. Contudo, venho-me realizar um destes desejos melancólicos que me trazem à tona esta manhã calorosa ... O ano vai embora! E sentimentos desgraçados de medo, angústia e alegria se misturam num mar emocionado de riquezas pueris e maléficas. Porém, repleto de segurança - ilusória ou não - com "alguéns" quais posso sempre dedicar essa minha vida instantânea e alegre. Faço-me, hoje, um dos tamanhos monumentos erguidos pela estranheza do ser normal - não, nada de normalidades este ano - pois esta minha vida de anormalidades me é essencial. Quem disse que estar dentro deste círculo vicioso é benéfico para minhas entranhas mais tocadas? Não, não ... digo que é quase que uma parte essencial viver fora deste imundo círculo qual não posso ter minha estranheza fomentada pelo desejo maléfico e aterrorizante dessas minhas instâncias. Que neste ano que vem a partir do amanhã ensolarado, a chuva fina lave todo o espírito de normalidades. Que as vidas possam ser recompensadas pela simples, e intrínseca, chance de ser vida ... Para assim, o Adeus não ser a única fonte de compreensão e medo. Por isso, traduzo-me entre as chances de me ser vida e me ser quase-morte dentro do que eu achar correto e não destrutivo. Correto de anormalidades e de loucuras bem vindas num ar de prosperidade, esperança e ajuda mútua.

Ano que vai.

Anos que vem; Uns,
Poucos e muitos ...
Lá se vão.

Em meio ao passado,
Criadores de promessas
Em meio ao naufrágio,
Ou a alegria do amanhã.

Como uma folha em branco,
Branco de papel;
Revira as entranhas do medo,
Aquele de um futuro qualquer.

Ou não temas,
Figura ilusória ... O passado já vai indo,
O futuro arreganha.

Ano que vai; Junto sozinho
Misturando amor, sorriso
Um pouco de Carinho.

Levando embora o que passou,
para amanhecer.
Assim quem sabe no nascer do dia,
Outros escolhas nos serão dadas;


Para viver ou acreditar
E querer, poder e sonhar.
Estranhando a estranheza
Para nunca sermos normais.