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quarta-feira, 22 de julho de 2015

Alma livre

Falta me um pouco de mim nesta noite. Preciso conversar comigo mais. Sim, mais um pouco. Perdi em mim toda a capacidade de afogar minhas palavras em dores mortíferas. Perdi em mim essa fortaleza de misericórdia de mim mesma. Ou melhor, não sei onde escondi o manejo de minha alma pesada e sombria. Esta noite minha alma - agora - sente alívio e cheiro de liberdade. Ora, liberdade com o mínimo do que restou de solidão. Na verdade, perguntando a mim, não existe solidão nesta noite em que estou sozinha em meu quarto. Não existe sentimentos ruins, não existe nem a lua qual tão parceira mudou de lado e encontrou alguém mais triste e mais precisado do que eu. Nessa minha virtude em ser eu, lembro me que estou sozinha aqui mas nem a solidão encontro mais. Sinto meu coração repleto de magia. Sinto esta minha alma repleta de Beijos quentes e sabores e amores. Não encontro nenhuma parte do que deixei um tempo atrás (...) medo, desesperança, raiva, ciúme, ingratidão, dor e paixão sombria. Encontro me aqui, sozinha nesta noite fria de inverno, mas tão repleta e completa do eu que sou agora que chega a gelar a espinha. Que difícil! Difícil escrever sentimentos tão bons que escorregam pelos olhos com gosto de quero mais. Que difícil encontrar o eu escondido nas trevas que deixei para trás. Difícil encontrar minha alma perdida qual deixei vagando pelas noites infinitas do inverno hostil. Esta noite estou apenas com minha alma livre (...) livre do pavor e do gelado vento que vinha de todos os cantos beijar a minha pele. Hoje não existem espelhos quebrados e nem lua maltratada. Hoje não existe palavras cortadas e retratadas num incansável desejo de ir me embora de mim. Mas aqui estou, sem mais. Aqui estou sem a alma que sofria, a que implorava e a que nada desejava senão de noites mais claras. Estou achada num eu que não conhecia e, para falar a verdade, difícil é falar sobre esse novo eu que tem a alma leve, sem palavras cheiradas à (mal)ditas. Aqui estou. Aqui, eu, num novo eu que descubro a cada dia nessas oscilações de felicidade extrema. Que alma corajosa, não é mesmo?

Minha alma tua alma


Minha alma sente, nesta noite de sentir, palavras chaves no campo de batalha que tornou se minha razão. Eu segurei em minhas mãos meu coração e entreguei cada parte da minha vida à você. Por isto minha alma sente (...) sente tão desesperadamente que chega ser risível. Minha alma sente a tua de maneira tão infundada que nem sei o que faz parte de mim e o que faz parte de você. Minha alma sente, esta noite, paixão descontrolada e revestida de amor. Batalhas encontram se no ventre de minha carne armazenadas com o feitiço de ilusão. Batalhas estas descendentes do amor, do ódio e da paixão.

Amor e paixão



A paixão tão ousada revigora todos os dias a minha carne. 
Mas o amor (...)
Ah!
O amor!
 É a oscilação da paixão 
em dias quentes e frios. 
É a oscilação do ódio, 
é o suor da pele, 
 é o cantar dos pássaros.
 É assim, o amor.
 É a vontade que eu tenho
em entrelaçar minha coxas 
nas tuas
 toda noite 
sem pudor, 
sem limites,
sem fim.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Menino do interior

Veio do interior sem muito o que dizer. Só sabia sentir, cantar e correr. Sabia que a vida era difícil, ô como era (...) e no coração tinha um pouquinho de esperança e força. Mas quem disse, coração que ele se entristeceu? Pegou o violão e lá fora foi, assim, foi logo embora e o tempo o acolheu. Deixou para trás desesperança e a dor só um tico o acompanhou, mas a esperança era tanta que o sol logo brilhou. Pegou o ônibus sem muito o que ter, talvez os pés calçados já era muito o que vestir. Vinha sem dinheiro e sem promessas, ah! Que menino valente esse que corre para fora do seu ninho. Lá deixou uma dor imensa mas vinha com a felicidade de ter os pés na lama, de ter a cabeça no vento e a felicidade no coração. O violão ficou para trás mas a voz de cantar estava solta pelo ar. E, naquele ônibus sem muito o que ter, veio aquele menino buscar o que aprender. Veio para a capital dos sonhos perdidos onde o sol toca o mar e o Cristo toca o céu. Veio para expressar o seu olhar de garoto em busca de fé. Aqui encontrou a areia branca, o mar azul da cor do céu e quando encontrou alguns anjos para ajudar a sua caminhada. Ô anjo bom! O menino começou, viveu do que tinha e até se abrigou. Conquistou os anjos, a rua e o bairro e ali ficou, suando e mostrando seu trabalho. Ô menino bom, que falava sô e uai mas tinha na ponta da língua o amor (...) Ah! Esse tanto lhe pertenceu. O menino logo virou homem pelos sabores amargos da vida e, assim, procurou num outro homem o amor para dar lhe vida. E o menino tão homem desde já encontrou uma paixão e viveu tantas loucuras que nem os loucos entenderão. Amou com tudo o que tinha e até com o que não cabia no coração. Amou com tanta fervura que até os anjos cantaram em vão. Pois aquele amor era como a água e a mistura de um vento furacão. Aquele amor era a bebida que embebedava o garoto que logo se sentiu derramado e ferrado, estimado pelo chão. Mas a vida foi melhor, sabia o que lhe dar ... e o nome dele era escrito pelo amor e pelo amor ele começou a lutar. Não era mais de pés descalços que o menino correu mas era de coração aberto, este menino o socorreu. Este menino, o próprio menino do interior, agradeceu a si próprio e a fé lhe engrandeceu. Andou dali, falou de lá e cantou amor pela noite e ao acordar. Que incrível esse menino que tanto plantou, cultivou a esperança e colheu o amor. Quem diria que aquele dia lá no interior iria pensar no que agora se tornou. Conquistou o mundo com sua beleza e transpirou sentimentos por todo o seus amigos. Aquele quase com pés descalços agora pode sorrir, tocar seu violão e nos fazer sonhar.  Que pena que os outros não conseguem perceber tão intensamente o que ele tinha pra colher e doar. Mas novamente seu coração se recolheu e depois soltou se ao mundo, o belo que o acolheu. Aqui está ô como está, encantando multidões com seu jeito e seu olhar. Aqui está todo transbordando amor pois é ele mesmo, seu sobrenome deveria ser amor.
Não vivi muito tempo com esse menino que chegou mas o homem eu conheci e todo aquele fervor, aquele que ama a vida, o outro e a paixão. Aquele que tem em si a força e a certeza de esperança e fé no coração.
São tantos anos em busca do outro que aquele homenzinho não percebeu que ele é o mais especial de todos. Mas o amor não existe só no outro e ele percebeu que ele esqueceu de ser ele mas nunca vai deixar de ser amor.
Porque esse menino lá do interior hoje é o melhor amigo que alguém poderia ter.
Parabéns pela sua força, pela sua coragem, pelas suas conquistas. Parabéns pelos seus esforços, pelo seu companheirismo e pelas suas escolhas. Parabéns nesse seu dia! Que você tenha sempre muita luz na sua estrada e sempre continue realizando os seus sonhos. Obrigada por ser meu reflexo de amor e o meu exemplo de amizade.
Te amo muito! Feliz aniversário.
Ps: corpinho de 20, eim

Existe o amor (...)

Existe o amor (...)
Tão completamente como forma singela de existir.
Existe o amor companheiro,
O amor de amor
O amor forasteiro.
Existe o amor de mãe
De pai e irmão e avó
Existe o amor de primo
De tia ou de bisavô
Existe o amor cordial
O amor pela vida
Pela existência
Pela natureza
Existe o amor apaixonado
De namorado
Ou de amante
E de noivado
Existe o amor
Em todos os cantos da vida.
E o amor, tão fortemente assegurado
E transportado pelos olhos
O amor que nasce pronto
E com o tempo se anima
Viaja pelos cantos
Pelos bosques
Pelos vida.
Existem vários amores
Vários tipos de amar
Existem em terreno plano
Em consequência da paixão
Existe o amor pelo amor
Amor pelos sentimentos
Amor pelo amar
Amor pelo querer.
Existe o amor de amigo,
O amor companheiro
Aquele que está contigo
Desde hoje até final dos tempos.
Existe o amigo cheio de amor
Ou, melhor amigo transbordado de amor
Amigo este como irmão
Que poderia até, rimar
Coração.

Amigo que a gente acolhe
Feito irmão
E abraça pelos caminhos da vida
Sem medo
Amigo que chamo de melhor
Esse,
Amor de quase
Duas almas gêmeas.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Quando tornar-se quando.

Quando minha escrita tornar-se comum. Quando minhas palavras cortarem a fala. Quando minhas letras mancharem o papel. Quando minha sede não procurar mais o mel. Quando o quando tornar-se duvidoso. E as nuvens não tiverem nem cor. Quando os dias tornarem-se planos. E meus olhos não exalarem fervor. Quando a vida já não tiver graça. E os planos não bastarem. Quando a vida já não der ganhos. E o sentido começar a falhar. Quando o ar tornar-se rarefeito. E as peneiras tamparem o sol. Quando a terra não der mais nenhum fruto. E o meu amor procurar a escuridão. Quando os dias tornarem-se escuros. E eu não olhar mais os espelhos de plantão.  Quando os caminhos não tiverem mais rumo e, meu amor, não tiver mais paixão.
Quando as estrelas não forem mais vistas. E se a lua morrer de dor. Quando meu coração cavar um sepulcro. E meus olhos derreterem em desilusão. Quando meus pés estiverem descalços.  E o inverno tornar-se verão.
Eu darei meu sangue para voltar àquele dia em que teus olhos me olhavam com amor, coragem e paixão.

Terreno do amor.

Quão difícil é este terreno, meu senhor: O terreno do amor. Transborda e reage cheio de fervor e ousadia. Mas que difícil é este terreno, meu amor! Qual pisamos noite e dia (...) Sem figuras e meio termo. Sem respiros pertencentes as virgulas reais. Cá estou, transbordando amor. Este amor que me cura, que me eleva e me testa até os sentidos mais imagináveis que posso sentir. E, aqui estou numa fome de amor tão entorpecente que vejo-me amando até mesmo meus olhos no espelho tampado pelas vestes do tempo e poeiras da vida. Cá estou, aqui, regida por meus passos um a um desenhados nas paredes do meu quarto de cabeça para baixo e sentido oposto a mim. Aqui, neste terreno que piso feito areia movediça que puxa-me para o abismo e reage aos efeitos passageiros que a paixão faz em minha vida, só transborda amor (...) amor, amor, amor (...) amor de minha alma. Amor de minha história. Por isto eu, nesta passagem tão parecida com as linhas ditas de meu destino, digo: que terreno difícil é esse , eim, amor? Feito cordas flamejantes num covil de pássaros, entrego-me à você feita um anzol sem cordas. Sou feita borboletas hoje. Estou perdida nestes caminhos insustentáveis do amor que me fazem suspirar e morrer de paixão sem respirar um minuto se quer. Ah! Que ousadia, coração. Que ousadia, essa paixão qual arde minha carne e acaricia meus cabelos num suspiro exasperado de clemência. Isso! Eu peço clemência e não instabilidades neste romance que transborda de meu corpo feito água flamejante. Ual! Eu quero a amar neste terreno, neste abismo, neste céu repleto de borboletas, neste fundo, neste mundo, neste exato momento e no futuro distante mesmo que a ponte até você seja cravejada de espinhos. Eu chegarei! Até onde meu coração der e até o lugar que ele precisa estar ... dentro de você.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Saudades

Que saudade eu tenho daquela mulher
Esta suave e ligeira. Tão molhada de suor. Tão cheia de esperanças.
Que saudade eu tenho daquela mulher. Do intenso prazer. Prazer de duas carnes, juntas, ao amanhecer.
Que saudade eu tenho do teu sexo.
Que saudade eu tenho do teu esbravejar.  Confundido com gemidos que fazia ao acordar.
Que saudade eu tenho da tua boca.
Tão cheia de prazer. Que me lambia entre os dentes, na manhã, na noite e no entardecer.
Que saudade eu tenho dos teus olhos.  
Tão completamente! Que me comia de tão longe, de amor e tão prazerosamente.

Que saudade eu tenho dos teus suspiros.
Aqueles, acordando me de manhã. Na ponta do meu ouvido, retirando meu sutiã.
Que saudade eu tenho das tuas mãos.
Estas, tão quentes. Passeavam e meu corpo, assim,  completamente.
Que saudade em ser tua.
Na cama, na mesa, no bar.
Saudade do prazer que hoje, de saudade, só quer me matar.
Que saudade da tua pela, da tua língua e dos teus dedos.
Essas que me estremeciam a carne, me colocavam de joelho.

Janelas

Olhos sem iguais
Pela janela do meu quarto
Pelo dia chuvoso
Inundando meus olhos
Olhos penetrantes
Na janela da provocação
Causando murmúrios
Infinituosos de
Desejo e paixão
Mas queria te ao saber
Desta torpe desavença
E o prazer tornou se
Quase
Sutileza
E crença
Em entrepidas montanhas
De azul cravejado
O vermelho arde fogo
Quando vejo tua face

terça-feira, 16 de junho de 2015

Nossos mares e ares

Que as palavras sejam tão belas quanto esses suspiros que dou ao acordar com você ao meu lado. E que o canto seja tão entusiasmado quanto o beijo que eu vou lhe dar antes de dormir. Que os mares sejam tão acalentadores quanto o abraço que vou permitir te dar. E, nesta noite, que os ares sejam tão fortes quanto o amor que eu sinto por você. E, no entanto, quanto mais beijos eu lhe dar, mais serão os cantos dos pássaros para lhe acalmar. E, quanto mais forem as os ares para lhe tocar, mais serão os amores que eu vou lhe ofertar. E, nos tantos aditivos neste texto repleto de paixão, vou tocar-lhe as mãos e mostrar-lhe como o amor pode ser: Livre, tempestuoso e calmo, contraditório e apaixonante, assim, como eu sou por você. E, nestes versos intencionados e nada poematizados, trago-me aqui em proza e canto para ofertar-lhe meus sentidos apaixonantes. Pois, hoje, sou revestida de amor e sorrisos coloridos arremessados sobre o teu véu de alegria. Pois bem, sou teus mares e seus suspiros, sou teus ares e teu compromisso. Sou tua alma e tua guia e o nosso amor é brilhante, luz e poesia.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

-

Tenhamos certeza, bela flor
O nosso destino é criador.
Nós somos frutos do amor

Talvez o amor


Talvez você seja o infinito.
Mergulhado em tranquilidade,
E nos sejamos o caminho
Do amor, da esperança; e da
felicidade.

Talvez você seja o destino,
Criado e mal criado,
Transcrito de versos simples,
Cuidados pela humildade.

Talvez sejamos só nós,
o futuro da eternidade.
Revirado em riquezas,
livre da dor e da maldade.

Talvez sejamos só amor,
Reverenciado pela saudade;
Gotejada pelo tempo,
criadora da simplicidade.

Talvez seja a certeza,
Misturada pela sensatez,
Do querer eternizado,
pela tua boca; pelo
teu querer.


quarta-feira, 8 de abril de 2015

3 anos.


9 de abril de 2015. 3 anos, 1.095 dias, 26.289 horas, 1.576.800 minutos, 94.608.000 segundos.
O quanto isto significa para você?
 Eu não sei muito o que dizer hoje. Sei que você faz meus dias, minhas horas, meus minutos, meus segundos serem diferentes. Eu só sei que você é alguém com quem eu quero passar o resto da minha vida. É você, esta com a qual começarei a minha família.
E eu te amo! Eu te amo como sempre quis amar alguém. Te amo sem engano. Te amo com a delicadeza do amor. Feliz 3 anos pra gente.

Ainda lembro daquele dia.
Aquele dia em que você passou a ser tudo para mim.
Aquele dia que é hoje, será amanhã e eternamente.


Borboletadas.

Borboletas borbulham em voos altos.
Algumas saem de meu estômago.
Outras de meus sentidos.
Outras de meus olhos.
Pois (...) sabe (...)
estou inerte em mim. E,
esta noite a solidão invadiu
minha casa ou
minha alma. E estou
flutuando
entre suas asas. E estou
carregando suas vestes. E, agora estou
beijando seus
lábios. Podes sair
de mim,
agora?

Perdão a mim.

Quantos mal dizeres devem ser ditos para recuperar o que se perdeu? Talvez, tantos outros pesares quais adormecem em dúvidas. Pera aí, o que estou fazendo? O que estou sentindo? O que estou gritando e proclamando e pedindo e desejando senão dores de amores perdidos e decaptados pelo tempo. O que vem hoje, agora, neste exato momento? Peço-lhe perdão. Sim, perdão. Perdão por ser eu. Peço perdão a você mesmo, mim. A mim, a tudo o que eu sou.

Luarada de solidão.

Pretendo aqui, aqui, descrever meus sentidos: com as pernas para o vento ganho este espaço. Crio e recrio estes sentimentos aflitos. Iluminada pela lua reciclo minhas palavras ponderadas: sou espanto, sou calor. Nesta noite de solidão escrevo aos céus. Escrevo à lua. À alguém. Alguém senão eu. Quem mais? Nesta luarada de loucuras me pego às avessas pois esta noite sou réu. Sou louca, sou eu. E escrevo sem pesar mas pesadamente. Escrevo para a solidão. Sou solidão. Ah! Mas que saudade (...) vieste visitar-me hoje? E vestir-me de murmúrios lamentados? Esperei-te a tempos e, você está aqui e, tão mais descreve estes sentimentos.

Sou toda amor.

Em mil etapas,
Estou aqui.
Em mil poderes,
Me prendo
Aqui.

Onde estás?

Perco me em mim.
Pois (...) 
Sou toda amor.

Sem tirar nem
por.

Presa.

Vista me assim
nua.
crua.
delicada.
Pueril.

Rasga-me.
Senti-me.
Pega-me.
Destrua-me.

De amor.

Leveza.

Eu gosto é da leveza
Qual encarrego me a
Lembrar.
Gosto da poesia
Qual pretende me
Deixar.

Eu sou da ventania
Dos espaços mal pintados.
Pois a chuva me carrega
Entre espaços 
deturpados.


Eu gosto da ousadia
Do tempero da vitória
Esta dos espaços mal
Escritos
Dos pergaminhos da
Aurora.

Eu gosto destes raios
Todos mal
Alimentados.
Qual ganham minha carne
Qual ganham minha
Pele.

Eu gosto é da sede
Qual me busca desde 
Lá.
Lá,
dentro.
Arremata meus anseios
Busca esta minha,
esta nossa
prece.



Bem vinda!
Seja bem vinda!
Hoje sou toda sua. Pele carne nua e crua. Sem histórias e estórias nossas ou melhor, cem estórias nossas. De fundo a luz retorna e molha (...) meu rosto, meu ventre, meus pesares. Neste banco durmo e reviro meus olhos encharcados. Mas, claro. Estou à luz da lua. Cheia por sinal. Cheia com esta noite solitária (...) noite fria. Noite fervorosa. Estava à procura de mim e, esta noite me encontrei.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

-

Esteja leve
Espere que neve
Deixe a alma leve
Hoje e amanhã,
Pelo resto 
da sua vida.


Aflições.

Exasperadamente minha alma se transporta; Exala amor e vitória. Proponho-me, neste momento, uma escuta dilacerada de coração encardido. No fechar de olhos vejo me aqui, desesperada, amante. Crio em mim um sentido eterno. Uma poesia adversa. Um manejar oculto. Cravejo aqui linhas de desesperança. Corpos dilacerados. Lágrimas avulsas. Perdidas em mim, onde encontro eu? Perdida em confusões e problemas conscientes e tão dolorosos que chegam a ser massacres, destrutor de sorrisos sinceros. Deturpador de sonhos. Coragem. Coragem. Último suspiro de profundidade.
Desejos mal ditos. Corpos afogados; Volúpias temorosas; corações irrigados; peito afável; ar rarefeito; lágrimas corrosivas(...) detenha-me, aflição.

Coração.

Diga-me, apenas nestas linhas tortas, qual o propósito desta angústia, coração? Apenas olhe em mim o reflexo ansioso de pesares combatidos fracassadamente. Porque ao lado da dificuldade aparece me palavras tão sem sentido e dolorosas que, depois de prontas, encharcam me de pingos de ressentimento? Porque está noite, coração? Porque estas imundas noites? Estas que arrancam minha pele para fora e encharcam me de palavras vomitadas. Porque a dor, coração? A angústia (...) porque a ânsia de estar aqui, coração? Realmente, é você o dono por essa falcatrua desumana para comigo? E por que estas linhas só se movimentam se a dor invadir meus olhos e minha carne e minha pele e minha alma? Porque?

Neste dia.

O que fazer quando seus olhos já estão inertes ao temporal e suas mãos congeladas pelo tempo? O que deferir ou o que definir sobre esta profunda nostalgia de se me ser assim (...) tão carente, des (contente), arremessado, pouco dito, jamais falado, nunca havido. Porém, meço me as palavras para julgar minha insensatez ao proferir minhas dores de júbilo. Meço minha dor ao referir me ao que sou frente ao espelho - aquele de décadas - qual cola e despedaça todas as vezes que o ar sai de mim de forma pesarosa, desconfiado. Ora, o que fazer com esse eu que tanto julga a mim própria com ilusões irreais e proféticas? Com o que caminhar se minhas pernas já não conseguem levantar e meus joelhos está caídos frente à face dolorosa e dolorida de ser eu? Quantos porquês terei que retribuir à mim mesma se nem respostas sobre mim sei? Se a angústia toma conta das minhas palavras e tornam-se verdades escritas numas linhas imundas de saberes malcriados e mal definidos. E se eu parar agora para respirar e sem escrever esses pesares dolorosos como irei continuar arfando ao vendo meus lamentos e energias que precisam se desprender da minha mente e/ou do meu coração? Se minha respiração não quer parar de confundir se com os lamentos feitos por mim neste dia. Neste dia!

terça-feira, 10 de março de 2015

Eterno amor.

Esta noite deleitarei-me em teus seios floris. Em teu perfume de mulher aprofundarei meus sentidos. Eres a única e és a guia deste meu sortudo e complexo caminho. Em teus braços adormecerei. Viajarei. (Re) viverei. Em contraponto com a dor, ajoelharei. Pedirei. Implorarei. Tudo pelo teu eterno amor. Porém, nestes verbos verbalizados num futuro distante detenho-me a costurar minha respiração. Pois, venha cá, quero saber do presente. E se o presente faz de ti meu presente nesta presente data, entrego-me com exatidão neste teus braços. Em teus olhos adormeço-me menina e desperto mulher. Pois, digo-lhe aqui, despida e nua de amores, eu te amarei pelo resto da minha vida. E, agora, ao olhar-me assim, inundada de desejos, quero que leia meus olhos e perceba, e sinta, e proclame. Quero que veja-me em ti. Em tua alma entrelaçada a minha. Neste escuro da noite quero que me beije. Quero que me aperte. Quero que me ame na calada e na gritaria da noite. Nesta escuridão, quero que a lua nos apadrinhe e nos ilumine e nos encha de suspiros perdidos. Nesta noite quero que leia meus lábios. Quero que esteja ao meu lado. Quero que encha de amor. Neste luar adormecido, quero que feche seus olhos e suspire entre meus lábios. Quero que proclame amor, respire amor, beba amor. Assim como eu respiro você. Assim como eu fecho os olhos pensando em você.  Então me diga: O que são lágrimas, meu amor? O que é esse choro, meu amor? O que são as despedidas, meu amor? Se esta noite eu secarei as suas lágrimas com a ponta dos meus dedos. Se esta noite eu acalmarei seus soluços com um beijo. Se amanhã eu voltarei para os seus braços? Então me diga: O que é a tristeza, meu amor? O que é a covardia? Se esta noite eu te darei sorrisos. Se esta noite eu me repousarei em teus braços. Se amanhã eu lutarei por você? Não fale nada, meu amor. Apenas me beije. Apenas me ame. Assim como eu respiro você. Assim como eu transpiro você. E, então, esta noite encoste a tua nuca em minha boca, deixe nossos olhos falarem e descreverem nosso amor. Pois é isto (...) nesta noite de verão nosso calor é movido à paixão e nossa alma é movida a amor.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Julgamento.


Não importa seu sorriso
Não importa seu caráter
Não importa seu destino
Não importa seu olhar

Vão te julgar pela tua pele
Vão te julgar pelo teu salário
Vão te julgar pela tua cor
Vão te julgar pelo teu amor

Não importa tuas conquistas
Não importa tua bondade
Não importa tua carência
Não importa tua essência

Vão te julgar pelo teu corpo
Vão te julgar pela tua fala
Vão te julgar pela tua crença
Vão te julgar pela tua amizade

Não importa seu talento
Não importa tua fala
Não importa tua graça
Não importa tua garra

Vão te julgar pelo eterno
Vão te julgar com ódio
Vão te julgar vergonhoso
Vão te julgar com distância.

Poderia ser eu, eu? [2]

E neste dia - claro e ensolarado - lágrimas vestem minha carne. O que seria eu sem estas linhas imundas e pesadas? O que seria eu - inerte - senão as palavras de angústia soltas e vomitadas nestas escritas desesperadas? Sou alguém que sonha o impossível e perde-se na realidade. Sou alguém qual chora a dor da tristeza pertencente ao existente. E, estas palavras imundas lavam-me a alma. Estas linhas escuras acarretam-me o impossível. Fecho os olhos agora. Transbordo em mim a inércia da dor. Aqui reescrevo-me em caneta e papel, quebrada e rasgado - estas palavras manchadas de sangue e lágrimas trazem-me aqui. Repito: Não sou o que querem que eu seja. Por isto mostro-me aqui. Nua. Sem voz. Sem força. Mostro-me aqui vulnerável e quente. Quente demais. E, em mim, permanece a pobreza de forças. Permanece a dor dos meus atos. Permanece o inferno de ser diferente de vocês. Mantenho-me aqui enjaulada em mim.Se eu for liberta irão julgar-me e ferir-me e matar-me . Meus pedaços serão expostos e de meu sangue seco transbordará amor. Porque eu amo ... diferente de você que odeia e me mantém preso em mim. Há quem diga que estas palavras duras configuram-se em opiniões livres (...) Opiniões merecedoras de aceitação e respeito (...)  E eu, permaneço-me presa a mim? Ou - quem sabe - sou julgada pertencente a um egoísmo sem limite ao pensar em mim? Talvez ... tantos pronomes ditando o texto que vejo-me egocêntrica. Então, deveria eu ser quem querem que eu seja? Ou posso me ser um pouquinho?

Essa luta não é só de vocês, meus amigos. Esta luta é nossa.

Poderia ser eu, eu?

À esta alma impõe-se calmaria e destila-se sangue de vida vivida. Sejas como fores. Sejas como querem que seja, caso contrário viverás com a dor de ser diferente deles. Sejas assim. Caso sejas de outro jeito viverás com a dor de não ser ninguém (...) Alguém sem sorrisos, alguém sem perdão, alguém mesquinho. Irão julgar-te por tua pele; Irão julgar-te pelo teu cabelo; Irão julgar-te pelo teu corpo; Irão julgar-te pelo teu cabelo. Irão julgar-te por amar. Irão destilar veneno. Irão marte-te os sentimentos. Sejas alguém que querem que tu sejas. Alguém que não existe. E neste meio termo encolha-se em si senão te matarão! (...) E acabarão com tuas forças. Ah! Pai! Que angústia não podermos ser quem somos. Gritam teu nome por ódio. Repetem teu nome destilando raiva e veneno. 
O que eu faço ou farei, Pai?  Se afastam-nos de ti porque amamos diferente? Esta vida precisa ser vivida? 
Neste momento enclausuram-nos em nós mesmos. Se quisermos ser nós que contenhamos-nos com a dor da raiva e do ódio. Seria eu, então, um monstro qual precisa ser atacado o âmago dos sonhos e assassinado a esperança do sonho? Seria eu alguém deplorável e lastimável? Poderia ser eu, eu?

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Léo Mello

Houve um tempo em que esqueci de mim. Esqueci tão completamente que, nesta noite, senti uma saudade irrevogável. Meu peito esteve cheio, ou melhor, quase inundado de um ser que não eu. Ora! Esta noite respondi aos meus desejos. Esta noite relembrei meus sonhos. Esta noite encontrei-me comigo. Para os que não sabem (...) sou feito de amor. Sempre fui. Um amor tão imenso que até, por incrível que pareça, despedaça minha alma como flores em época de outono. Sim! Sou tanto amor que esqueço de me ser, às vezes. Porém, hoje vejo-me renovado (...) Cada noite entrelaçado com cada dúvida trouxe o eu hoje até aqui. Então, o que será esse meu eu hoje? Sinto-me imerso num mar de sonhos. Sonhos estes que estão mudando de forma. Mudando de percepção (...) Como nuvens que aparecem num céu de cores brancas. Sonhos estes que aparecem no lugar da dor. Revigoram minha alma. Sonhos estes que enxotam a tristeza e a melancolia e a angústia cruel. Até que (...) posso sorrir. Relembrando o que sou, visto-me com as lindas cores do amor. Retiro de mim toda a crueldade do medo e agora, horizontes aparecem-me como um olhar de esperança. Esqueci de ser eu, porém, nunca deixei de ser amor. Nesta linda confusão detenho-me a dizer que: Nada em mim transborda mais que isso. Isso! Sou isso; Sou amor. Porém, hoje lembro-me de me ser dentro do meu amor, amor de mim (...) amor pela minha incrível alma. Hoje sou amor misturado a sonhos. Sou amor mas também sou poesia. Sou o endereço da superação e o caminho desviante da dor. Sou a ousadia contra o medo. Sou o futuro da volta por cima. Sou eu, o futuro de mim. E, por fim, nesta noite encontro-me em mim num lugar de sonhos rumo à esperança de um amor sem fim. Um destino meu repleto de sorrisos e promessas fazem-me voar este dia. E meu olhar (...) Este eu deixo para o universo conspirar ao meu favor.

Léo Mello.

domingo, 18 de janeiro de 2015

Feliz Aniversário meu amor.

18 de Janeiro de 2015,

Olá,

Talvez você ache desnecessário esse texto. Você nessa infinitude de ideias erradas se coloca num lugar não-especial, acreditando, inclusive que hoje não é um dia especial. Perdoe-me, meu amor, hoje é um dia muito especial. Sei que hoje meu texto será envolto de palavras "especiais" e isso pode ficar um pouco repetitivo. Mas sabe, especial é a palavra que me vem à cabeça quando penso em você. 
Todos os dias eu só tenho a agradecer. Todos os dias, as horas são nossas. Todo o tempo, meu tempo é seu. Desde quando entrou na minha vida. Desde quando me dei à você. E, neste dia especial, tão seu, eu que tenho que agradecer por você ter vindo à este mundo. Com você eu aprendi muito, inclusive a viver. Viver sim, viver de uma maneira diferente. Só você sabe, só você entende. 
Hoje, felicito aos Deuses, felicito ao Sol, felicito à Lua, felicito ao universo, felicito ao tempo, felicito à você (...) Felicito por ter você aqui. Felicito pelo universo ter colocado você ao meu lado. Felicito à Deus por ter te dado a vida. 
Sim, você. Você (...) que segurou meu coração em suas mãos e o cuida com tanto carinho. Sim, você (...) esta que me conquistou pela história de vida, pela maturidade, pelo cuidado, pelo carinho, pelos olhos, pela boca, pela realidade que mais parece sonho, pelo coração tão leve e bom. Você (...) que transmite luz por onde passa, que sabe diferenciar alguém bom apenas pelo olhar, que possui dons raros e que, com ele, ajuda da maneira que pode os que estão à sua volta. Ah, você (...) que consegue tirar todos os sentimentos ruins que sinto com apenas um abraço. Às vezes consegue com um beijo, ou dois, ou três. Mas você (...) têm maneiras diversas de ser você. Maneiras de me fazer feliz, de ser feliz. Maneira de ser chata também e velha e insuportável e irresponsável com a saúde e anti social e calorenta. Você (...) extremamente responsável e batalhadora e amorosa e linda e perfeita e minha e só minha e amiga e companheira e minha e só minha e conselheira e minha. 
Neste dia especial, há 35 anos nasceu você. Acho que lembro um pouco quando eu estava lá em cima em uma conversa particular com meu anjo da guarda:
- Vou te apresentar uma luz  - Disse o Anjo
- Quem? - Eu perguntei
E o anjo veio com você.
- Esta luz vai ser uma menina. Vai nascer em uma família um pouco complicada. Vai, inclusive sofrer um pouco na infância. Vai conhecer pessoas ruins e conhecer pessoas muito boas. Vai ter um dom para ajudar as pessoas. Vai ser luz, sempre luz - disse o anjo.
- Não sei qual vai ser meu nome mas serei uma menina. Você será uma menina também. Enfrentaremos muita coisa. Enfrentaremos preconceito e será muito difícil passar por isso. Lá embaixo as pessoas acham que sabem tudo. Acham que podem falar por Ele. Confundem-no com ódio enquanto ele deveria ser pronunciado em frases de amor. Vão dizer que pessoas como eu e você não poderão formar famílias. Vão dizer que vamos para o andar debaixo. Vão tentar tacar pedra em nós. Vão tentar nos agredir. Vão tentar nos amedrontar. Vão tentar nos destruir - disse você.
- Então não quero ir para esse lugar - eu disse
- Porém, lá você vai encontrar pessoas com o coração cheio de sentimentos bons. Você e a luz terão famílias que a acolhem mesmo com os problemas que virão a ter - disse o anjo - Vocês duas vão se encontrar daqui há muitos anos e até lá terão amadurecido o suficiente para ficarem juntas - terminou.
- Hoje vou encontrar minha nova família, vai ser a sétima vez que estarei lá. Não vamos lembrar uma da outra, iremos morar bem pertinho. Porém, sua vida vai ser bem diferente da minha. Vou hoje e vamos nos encontrar daqui há 32 anos idade de terra - disse a luz - vou te amar como nunca ninguém poderá amar-te e você me amará como nunca ninguém poderia me amar - terminou.

E lá foi você. E aqui estamos nós. Nos encontramos depois de tanto tempo. O anjo estava certo e você estava certa. Acho que demorei tanto para te reconhecer porque mudaram seu nome. Talvez.
Então, hoje é um dia especial (...) Nunca se esqueça disso. Além de tudo, irei passar todos os aniversários ao seu lado até nos encontrarmos lá com o anjo de novo. Assim, voltarmos a ser eu e você, em outras vidas, em outros tempos.

Por isso hoje quero agradecer você por ter nascido. Te desejo todo o amor do mundo - claro, o meu - te desejo toda a felicidade, todos os sentimentos mais maravilhosos que existem. Desejo toda a prosperidade, toda a amizade, todo o companheirismo que puder. Eu sempre estarei com você, sempre. Nossa vida, nossa história estava escrita. Feliz Aniversário.
Eu te amo!