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quarta-feira, 22 de julho de 2015

Alma livre

Falta me um pouco de mim nesta noite. Preciso conversar comigo mais. Sim, mais um pouco. Perdi em mim toda a capacidade de afogar minhas palavras em dores mortíferas. Perdi em mim essa fortaleza de misericórdia de mim mesma. Ou melhor, não sei onde escondi o manejo de minha alma pesada e sombria. Esta noite minha alma - agora - sente alívio e cheiro de liberdade. Ora, liberdade com o mínimo do que restou de solidão. Na verdade, perguntando a mim, não existe solidão nesta noite em que estou sozinha em meu quarto. Não existe sentimentos ruins, não existe nem a lua qual tão parceira mudou de lado e encontrou alguém mais triste e mais precisado do que eu. Nessa minha virtude em ser eu, lembro me que estou sozinha aqui mas nem a solidão encontro mais. Sinto meu coração repleto de magia. Sinto esta minha alma repleta de Beijos quentes e sabores e amores. Não encontro nenhuma parte do que deixei um tempo atrás (...) medo, desesperança, raiva, ciúme, ingratidão, dor e paixão sombria. Encontro me aqui, sozinha nesta noite fria de inverno, mas tão repleta e completa do eu que sou agora que chega a gelar a espinha. Que difícil! Difícil escrever sentimentos tão bons que escorregam pelos olhos com gosto de quero mais. Que difícil encontrar o eu escondido nas trevas que deixei para trás. Difícil encontrar minha alma perdida qual deixei vagando pelas noites infinitas do inverno hostil. Esta noite estou apenas com minha alma livre (...) livre do pavor e do gelado vento que vinha de todos os cantos beijar a minha pele. Hoje não existem espelhos quebrados e nem lua maltratada. Hoje não existe palavras cortadas e retratadas num incansável desejo de ir me embora de mim. Mas aqui estou, sem mais. Aqui estou sem a alma que sofria, a que implorava e a que nada desejava senão de noites mais claras. Estou achada num eu que não conhecia e, para falar a verdade, difícil é falar sobre esse novo eu que tem a alma leve, sem palavras cheiradas à (mal)ditas. Aqui estou. Aqui, eu, num novo eu que descubro a cada dia nessas oscilações de felicidade extrema. Que alma corajosa, não é mesmo?

Minha alma tua alma


Minha alma sente, nesta noite de sentir, palavras chaves no campo de batalha que tornou se minha razão. Eu segurei em minhas mãos meu coração e entreguei cada parte da minha vida à você. Por isto minha alma sente (...) sente tão desesperadamente que chega ser risível. Minha alma sente a tua de maneira tão infundada que nem sei o que faz parte de mim e o que faz parte de você. Minha alma sente, esta noite, paixão descontrolada e revestida de amor. Batalhas encontram se no ventre de minha carne armazenadas com o feitiço de ilusão. Batalhas estas descendentes do amor, do ódio e da paixão.

Amor e paixão



A paixão tão ousada revigora todos os dias a minha carne. 
Mas o amor (...)
Ah!
O amor!
 É a oscilação da paixão 
em dias quentes e frios. 
É a oscilação do ódio, 
é o suor da pele, 
 é o cantar dos pássaros.
 É assim, o amor.
 É a vontade que eu tenho
em entrelaçar minha coxas 
nas tuas
 toda noite 
sem pudor, 
sem limites,
sem fim.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Menino do interior

Veio do interior sem muito o que dizer. Só sabia sentir, cantar e correr. Sabia que a vida era difícil, ô como era (...) e no coração tinha um pouquinho de esperança e força. Mas quem disse, coração que ele se entristeceu? Pegou o violão e lá fora foi, assim, foi logo embora e o tempo o acolheu. Deixou para trás desesperança e a dor só um tico o acompanhou, mas a esperança era tanta que o sol logo brilhou. Pegou o ônibus sem muito o que ter, talvez os pés calçados já era muito o que vestir. Vinha sem dinheiro e sem promessas, ah! Que menino valente esse que corre para fora do seu ninho. Lá deixou uma dor imensa mas vinha com a felicidade de ter os pés na lama, de ter a cabeça no vento e a felicidade no coração. O violão ficou para trás mas a voz de cantar estava solta pelo ar. E, naquele ônibus sem muito o que ter, veio aquele menino buscar o que aprender. Veio para a capital dos sonhos perdidos onde o sol toca o mar e o Cristo toca o céu. Veio para expressar o seu olhar de garoto em busca de fé. Aqui encontrou a areia branca, o mar azul da cor do céu e quando encontrou alguns anjos para ajudar a sua caminhada. Ô anjo bom! O menino começou, viveu do que tinha e até se abrigou. Conquistou os anjos, a rua e o bairro e ali ficou, suando e mostrando seu trabalho. Ô menino bom, que falava sô e uai mas tinha na ponta da língua o amor (...) Ah! Esse tanto lhe pertenceu. O menino logo virou homem pelos sabores amargos da vida e, assim, procurou num outro homem o amor para dar lhe vida. E o menino tão homem desde já encontrou uma paixão e viveu tantas loucuras que nem os loucos entenderão. Amou com tudo o que tinha e até com o que não cabia no coração. Amou com tanta fervura que até os anjos cantaram em vão. Pois aquele amor era como a água e a mistura de um vento furacão. Aquele amor era a bebida que embebedava o garoto que logo se sentiu derramado e ferrado, estimado pelo chão. Mas a vida foi melhor, sabia o que lhe dar ... e o nome dele era escrito pelo amor e pelo amor ele começou a lutar. Não era mais de pés descalços que o menino correu mas era de coração aberto, este menino o socorreu. Este menino, o próprio menino do interior, agradeceu a si próprio e a fé lhe engrandeceu. Andou dali, falou de lá e cantou amor pela noite e ao acordar. Que incrível esse menino que tanto plantou, cultivou a esperança e colheu o amor. Quem diria que aquele dia lá no interior iria pensar no que agora se tornou. Conquistou o mundo com sua beleza e transpirou sentimentos por todo o seus amigos. Aquele quase com pés descalços agora pode sorrir, tocar seu violão e nos fazer sonhar.  Que pena que os outros não conseguem perceber tão intensamente o que ele tinha pra colher e doar. Mas novamente seu coração se recolheu e depois soltou se ao mundo, o belo que o acolheu. Aqui está ô como está, encantando multidões com seu jeito e seu olhar. Aqui está todo transbordando amor pois é ele mesmo, seu sobrenome deveria ser amor.
Não vivi muito tempo com esse menino que chegou mas o homem eu conheci e todo aquele fervor, aquele que ama a vida, o outro e a paixão. Aquele que tem em si a força e a certeza de esperança e fé no coração.
São tantos anos em busca do outro que aquele homenzinho não percebeu que ele é o mais especial de todos. Mas o amor não existe só no outro e ele percebeu que ele esqueceu de ser ele mas nunca vai deixar de ser amor.
Porque esse menino lá do interior hoje é o melhor amigo que alguém poderia ter.
Parabéns pela sua força, pela sua coragem, pelas suas conquistas. Parabéns pelos seus esforços, pelo seu companheirismo e pelas suas escolhas. Parabéns nesse seu dia! Que você tenha sempre muita luz na sua estrada e sempre continue realizando os seus sonhos. Obrigada por ser meu reflexo de amor e o meu exemplo de amizade.
Te amo muito! Feliz aniversário.
Ps: corpinho de 20, eim

Existe o amor (...)

Existe o amor (...)
Tão completamente como forma singela de existir.
Existe o amor companheiro,
O amor de amor
O amor forasteiro.
Existe o amor de mãe
De pai e irmão e avó
Existe o amor de primo
De tia ou de bisavô
Existe o amor cordial
O amor pela vida
Pela existência
Pela natureza
Existe o amor apaixonado
De namorado
Ou de amante
E de noivado
Existe o amor
Em todos os cantos da vida.
E o amor, tão fortemente assegurado
E transportado pelos olhos
O amor que nasce pronto
E com o tempo se anima
Viaja pelos cantos
Pelos bosques
Pelos vida.
Existem vários amores
Vários tipos de amar
Existem em terreno plano
Em consequência da paixão
Existe o amor pelo amor
Amor pelos sentimentos
Amor pelo amar
Amor pelo querer.
Existe o amor de amigo,
O amor companheiro
Aquele que está contigo
Desde hoje até final dos tempos.
Existe o amigo cheio de amor
Ou, melhor amigo transbordado de amor
Amigo este como irmão
Que poderia até, rimar
Coração.

Amigo que a gente acolhe
Feito irmão
E abraça pelos caminhos da vida
Sem medo
Amigo que chamo de melhor
Esse,
Amor de quase
Duas almas gêmeas.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Quando tornar-se quando.

Quando minha escrita tornar-se comum. Quando minhas palavras cortarem a fala. Quando minhas letras mancharem o papel. Quando minha sede não procurar mais o mel. Quando o quando tornar-se duvidoso. E as nuvens não tiverem nem cor. Quando os dias tornarem-se planos. E meus olhos não exalarem fervor. Quando a vida já não tiver graça. E os planos não bastarem. Quando a vida já não der ganhos. E o sentido começar a falhar. Quando o ar tornar-se rarefeito. E as peneiras tamparem o sol. Quando a terra não der mais nenhum fruto. E o meu amor procurar a escuridão. Quando os dias tornarem-se escuros. E eu não olhar mais os espelhos de plantão.  Quando os caminhos não tiverem mais rumo e, meu amor, não tiver mais paixão.
Quando as estrelas não forem mais vistas. E se a lua morrer de dor. Quando meu coração cavar um sepulcro. E meus olhos derreterem em desilusão. Quando meus pés estiverem descalços.  E o inverno tornar-se verão.
Eu darei meu sangue para voltar àquele dia em que teus olhos me olhavam com amor, coragem e paixão.

Terreno do amor.

Quão difícil é este terreno, meu senhor: O terreno do amor. Transborda e reage cheio de fervor e ousadia. Mas que difícil é este terreno, meu amor! Qual pisamos noite e dia (...) Sem figuras e meio termo. Sem respiros pertencentes as virgulas reais. Cá estou, transbordando amor. Este amor que me cura, que me eleva e me testa até os sentidos mais imagináveis que posso sentir. E, aqui estou numa fome de amor tão entorpecente que vejo-me amando até mesmo meus olhos no espelho tampado pelas vestes do tempo e poeiras da vida. Cá estou, aqui, regida por meus passos um a um desenhados nas paredes do meu quarto de cabeça para baixo e sentido oposto a mim. Aqui, neste terreno que piso feito areia movediça que puxa-me para o abismo e reage aos efeitos passageiros que a paixão faz em minha vida, só transborda amor (...) amor, amor, amor (...) amor de minha alma. Amor de minha história. Por isto eu, nesta passagem tão parecida com as linhas ditas de meu destino, digo: que terreno difícil é esse , eim, amor? Feito cordas flamejantes num covil de pássaros, entrego-me à você feita um anzol sem cordas. Sou feita borboletas hoje. Estou perdida nestes caminhos insustentáveis do amor que me fazem suspirar e morrer de paixão sem respirar um minuto se quer. Ah! Que ousadia, coração. Que ousadia, essa paixão qual arde minha carne e acaricia meus cabelos num suspiro exasperado de clemência. Isso! Eu peço clemência e não instabilidades neste romance que transborda de meu corpo feito água flamejante. Ual! Eu quero a amar neste terreno, neste abismo, neste céu repleto de borboletas, neste fundo, neste mundo, neste exato momento e no futuro distante mesmo que a ponte até você seja cravejada de espinhos. Eu chegarei! Até onde meu coração der e até o lugar que ele precisa estar ... dentro de você.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Saudades

Que saudade eu tenho daquela mulher
Esta suave e ligeira. Tão molhada de suor. Tão cheia de esperanças.
Que saudade eu tenho daquela mulher. Do intenso prazer. Prazer de duas carnes, juntas, ao amanhecer.
Que saudade eu tenho do teu sexo.
Que saudade eu tenho do teu esbravejar.  Confundido com gemidos que fazia ao acordar.
Que saudade eu tenho da tua boca.
Tão cheia de prazer. Que me lambia entre os dentes, na manhã, na noite e no entardecer.
Que saudade eu tenho dos teus olhos.  
Tão completamente! Que me comia de tão longe, de amor e tão prazerosamente.

Que saudade eu tenho dos teus suspiros.
Aqueles, acordando me de manhã. Na ponta do meu ouvido, retirando meu sutiã.
Que saudade eu tenho das tuas mãos.
Estas, tão quentes. Passeavam e meu corpo, assim,  completamente.
Que saudade em ser tua.
Na cama, na mesa, no bar.
Saudade do prazer que hoje, de saudade, só quer me matar.
Que saudade da tua pela, da tua língua e dos teus dedos.
Essas que me estremeciam a carne, me colocavam de joelho.

Janelas

Olhos sem iguais
Pela janela do meu quarto
Pelo dia chuvoso
Inundando meus olhos
Olhos penetrantes
Na janela da provocação
Causando murmúrios
Infinituosos de
Desejo e paixão
Mas queria te ao saber
Desta torpe desavença
E o prazer tornou se
Quase
Sutileza
E crença
Em entrepidas montanhas
De azul cravejado
O vermelho arde fogo
Quando vejo tua face