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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

títulos vazios

Estou fadada a este carma eterno. Pesares me são atribuídos e me travo em ligeiras frases hostis. Não sei o que há, o que houve, o que haverá. Sei, aqui, estar imersa em solidão. Esta qual criei em mim. Abro a porta pra sua entrada. Traga rosas espinhosas, pois, sou toda sangue escorregadio. Só toda carne de tremor passivo. Sou toda pétala despedaçada, intrigada, deitada pelo chão. Tu passas com carinho lá,  sopra em meu destino, leva me pra longe de mim. Mil pedaços são a resposta, do prazer e do encanto,  somados às veste, sem dúvida, cheios de tropeços. Apareço aqui, nua, com as portas abertas de meu corpo, de minha alma. Chamo te, solidão. Suspiro teu nome nesta noite, pode ser, entrar sem licença. Sem problemas. Com poemas. Sou ex poeta sem nomes. Sem endereço. Esta porta qual lê abro chama alma, toda encarecida e aspirante de um novo arfar de emoções. Tome te este corpo. Faz de mim teu bem, teu precipício curioso.


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