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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

(...)



(...)

Amar.

Toda vez que tenho que ir embora, meu coração fica com você. Uma parte de mim, um pedaço de tudo aquilo que eu sou. Sei que nunca poderá entender, mas eu queria tanto te ter em um mundo só meu, em que, apenas eu pudesse te abraçar e desfrutar dos teus olhos que tanto me prendem. Sei que é tão difícil não poder ser quem eu sou, e o que você não é para mim. Queria ainda poder não ter medo, queria poder amar a minha mulher sem preconceito. Queria estar ao teu lado nos momentos mais importantes em que eu não posso estar,e queria ainda que você estivesse comigo nos momentos em que eu precisasse de ti. Ainda assim, sempre estareiao teu lado em silêncio, e se o mundo perceber o que você é para mim, que me matem ou tirem-me a vida. Só por favor, não deixem que me tirem você. Quero olhar em teus olhos e estar em teus braços, pois por você, eu renuncio até mesmo a verdade de quem eu sou. Luto por mim, luto por você, porque eu, sou escrava desse amor.

(?)

Preciso de um pedido; Queria tanto que me ouvissem
Preciso de um abraço; Queria tanto que me abraçassem
Por isso é como se existisse uma nuvem de fumaça
Entre os pedaços de minha carne com o correr de meu sangue
Como se as lágrimas perdurassem e ouvissem os meus gritos
Por isso dor é dor em qualquer lugar; Em qualquer espaço
E morro ao saber da minha própria morte

Alguém pode me ouvir? - Eu grito - erro meu pranto

O que será? Alguém pode responder? (?)

Choro de menina.

Agarrada ao travesseiro, choro; Um choro de menina perdida, desesperada. Ao olhar do teto entre a escuridão das paredes que parecem engulir-me,e das trevas da incompriendível solidão. Tinha em mim uma lágrima de medo e uma grande dor. De volta a posição fetal. Um emaranhado de pesadelos entre a luz e o vazio. Senti afogar-me de vez no mar de minha dor e por um instante renunciar minha vida. Perdoe-me jovem alegria. Resta em mim as cinzas cristalizadas de pavor. Deixe-me grande águia, pois já não tenho tamanha fé para defender-me de minhas azas cortadas e perdidas. Deixe-me com os fantasmas do silêncio que restou.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Nós somos (...)


Nós somos a gota d'água no deserto
Somos o pedaço de céu
Somos a palavra escrita
Somos uma parte do mel
Nós somos fantasia
Nós somos nossos sonhos
Nosso amor é ousadia
Nosso enlaçe matrimônio
Nós somos a matéria
Somos esperança
Somos força e fraqueza
Somos liderança
Nós somos o amor
Somos a paixão
Somos a marca feminina
Somos a criança faminta
Somos luz em oração

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E natal é sinônimo de família. E eu queria muito que você estivesse comigo meu amor. Te amo s2

Feliz Natal

Ontem, desesperadamente, minha angústia surgia tão rápido que não pudia parar. Queria estar contigo, queria poder ter você e queria poder lhe abraçar. Queria olhar em teus olhos de menina e em teu ar de mulher. Queria poder lhe abraçar e lhe desejar Feliz Natal, porém eu sei que Deus abençoa o nosso amor. Ano que vem eu te prometo ... vou estar contigo e preconceito nenhum vai me deixar longe de você.
Feliz Natal para todos e lembrem-se, o amor é amor, em todos os lugares.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Mar de gente.

Um cigarro entre os dedos, a janela entreaberta; Meus olhos penetrando o interior, aguardando a sentinela. O vazio escurecido, como num abismo morto, e o espelho quebrado, me causando desconforto. A fumaça pairava sobre o ar, esquentando meus fracos pulmões e o adorno da eloquência de viver me puxava com sua mão. Era o vento me chamando, o abismo me gritando, a luz escurecida e a bruma lá no céu. Num mar de gente, escondi minha alma. Juro que procurei, mas se escondeu com minhas falhas. Minha caneta em outra mão, e meus olhos na escuridão. Como se nada existisse, como se o vazio me consumisse. Toda vez que gritasse, não ouviriam. Toda vez que corresse não me veriam. Toda vez que chorasse não perceberiam. Mescla de atitudes de prazer com virtudes do alento do negro do céu. Naquele mar de almas me encontrei, como me encontro no papel. Me invadiram, me levaram. Me esquentaram e esfriaram. A bebida quente misturava, a garganta fria que gritava, e meu socorro não atendido, como minhas mãos esticadas contra o nada. Mas a janela ainda era entreaberta, e o cigarro já não mais existia, pois as cinzas daquela droga se misturaram com as cinzas do corpo que jazia a minha vida. E as lágrimas antes existentes se sacrificaram, caíram misturando as gotas da chuva que adornavam. Eu, tão sórdida mulher. Amante da morte, de um vazio qualquer. Meus punhos caídos, jaziam sangue sobre o chão, com o espelho quebrado que um dia cortou minhas mãos. Nuvem áspera, da dureza dos meus sonhos, caídos ao relento, distante, perdurante, sem sobrenome. Eu, vazia e cheia, do cheiro da vida, do cheiro da morte, do cheiro do abismo, do cheiro das virtudes. Eu, neste mar de almas. Neste mar de gente. Neste mar negro. Eu, nesta morte incoerente, de prazeres docentes, de vida carnal. Neste vazio que me leve, dentre a solidão de quem um dia viveu para viver, e morreu para viver. Nesta alma encardida, neste querido relento, neste fundo sem fundo de um céu sem estrelas.

Há medo.

Estranhamente me desmancho
Encontro meu pranto
Para nos teus braços me recolher
Contemplando os teus olhos
Para encontrar o céu
Chegar perto de Deus
Encarar meu choro,
Que adormece
Sob o calento de tuas mãos
Penetrando em minha vida
Esta eterna mulher;

E sob mim há medo
Há vergonha e compaixão
Há desejos e sonhos
Há solidão
Dentro de mim há medo
Há traumas escondidos
Há mais medo e solião
Neste mundo encardido
Dentro de mim há lealdade
Há amor e paixão
Há medo da perda
Medo da ilusão
Dentro de mim há pesadelos
Há vergonha e força
Há fraqueza e incoerência
Pois a morte; consumiu minha carne.

Virei (...)

Olhos tortuosos e sombrios; ao olhar da ventania
Do sopro ao suspiro,indo embora toda a vida
Na eloquência de enchergar, não enchergo o que encherguei
Virei metamorfose, um vírus exalente das veias
Virei pedaço de morte; virei pedaço de céu
Virei pedaço de sangue; virei pedaço de papel

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Formatura (.....

Queria você comigo hoje. Queria muito.
Te amo

As vezes.

As vezes sinto-me como um livro, e o êxtase das palavras invadem minha mente. Sopram e devastam meu corpo. Tranquila, calma, pavorosa, sensível. Forte, além de tudo, fraca. O vento, meu principal aliado, remonta os pedaços que encorajam minhas virtudes. Encontre o caminho do meu céu, onde me mostro em lápis ou caneta, quem sabe em um papel. Ousada, covarde, serei tudo aquilo que eu quiser.

Mais que paixão.

Sinto-me como num dia chuvoso
Arremessado sobre as nuvens pretas
E lá de dentro vejo teus olhos
Que saem para me salvar
O pôr - do -sol reverenciou o nosso amor
E o que restava dele beijava o mar

Nas minhas mãos atadas sobre meu sorriso
As lágrimas podiam evidenciar
O amor era tanto entre nós duas
Me fez retornar ao grande luar

Sentadas na areia molhada, diante de toda aquela paixão
Eu adoro jurar te amor eterno
Segurar a tua mão
Nos mais medos que gorjeam nossa mente
O medo da separação
Nós duas sabemos que isso não se dará nunca
Pois nós nos amamos para sempre
Isso é mais do que paixão.