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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Anjo.

Oh anjo! Onde que estás?
De mãos dadas comigo,
ou matando meu pensar?
Escurecendo minha vida,
Sob o luar da montanha
Onde a lua se esconde,
Onde o vento quebra e arranha.
Oh anjo! Estou aqui presente
Gritando ao som dos teus uivados
Como um lobo entorpecido na neve
Nessas paredes infinitas
Para o sempre me levou
Oh vento enaltecido
Criador de tanto pavor.
Oh anjo! Venha me salvar
Tenho medo do escuro,
Tenho medo de gritar.

Pré.

Sempre gostei demais de escrever. As vezes fui tola demais, achando que escrevia bem, as vezes, gostei demais do que escrevi. E eu, era criança, apenas. Talvez ainda seja tola, mas talvez eu veja apenas quando passar de como estou hoje. E, em um caderninho que eu usava quando estava na pré-adolescência, escrevi alguns textos, meio ruins, meio bons, mas que lendo, gostei muito. Vou transcrevê-lo aqui.

Tudo que sonhei,
Tudo que encontrei,
Não são mais as mesmas coisas
dos desejos que criei.
Em minha casa, 
dentro de mim,
com meu caderno aberto,
escrevo sem fim.
Tento me perder,
novamente me achar,
me tirar,
me livrar,
me fugir,
deste munto tolo
onde não posso nem mais chorar.

Loucura.

Pretendo dizer aqui, meu mais sensível sentimento, O mais cravado em mim, o mais forte sofrimento. Pretendo sentir esses momentos. Ser amiga de verdade e o par mais que ideal. Pretendo renascer; Dia após dia. transformar a minha vida. Enxergar de outra qualquer forma. Pretendo ser mais ou menos livre; Tão ou quanto livre. Pretendo conquistar o mundo, o puro. Pretendo contar as gotas da chuva e minhas amigas estrelas do céu. Há quem chame até de loucura (...) mas prefiro reviver meus contornos, minhas dores, minhas pinturas.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Eu de mim.

Eu não queria ser assim. As vezes tenho vergonha. As vezes falho e não tenho. Em algumas dessas vezes, tenho vergonha demais. E o pior de tudo, sou tudo demais. Chata demais; Criança demais; Madura demais; Imatura demais; Ciumenta demais. Lunática, muito mais. Crio e acredito em expectativas frustradas. É, sempre assim. Derrota de mim sobre mim num espelho qualquer. Em algumas vezes me irrito, sorrio ou transgrido. Viro feto, bebê, criança, adolescente, mulher, idosa. Viro tudo em uma única passagem do que eu olho em mim. Dentro de mim, um in profundo. De profundidade, de desafio, de medo, de trauma, de vazio, de fadigado. E nos momentos de solidão me vejo no nada. Uma chatice pálida, como meus lábios que beijam o espelho. E que ousadia, sempre quebrado, despedaçado ao chão. Em momentos de gritaria, de meus silêncios e correrias, me desmancho em minhas próprias mãos. Tudo demais; Tudo demais contorcido na máscara que coloco. Máscara; sombras. Multidão. E juro, esses frustrados sentimentos me seguram, me cortam, me desmancham. Trazem-me correntes que seguram meu coração. Respiro com pulmões de borracha, talvez. Não há ar. Apenas silêncio nesse momento de mim, para eu. Peço-me coragem de sair do que sou, um instante, porque não gosto de ser assim. O pior de tudo, as vezes me pego rindo das palhaças que vejo-me. O pior, sinto vergonha do que deveria não sentir. Mas ninguém sabe, quem vai saber? Não deixe que olhe-me nesses olhos regados por água nascente. (Morr)ente. Se minha sensibilidade fosse embora hoje, juro que daria risadas. Se minhas emoções deixassem-me o corpo esta noite, daria gargalhadas. Se os medos deixassem de rodar-me o corpo, sairia do inferno criado em mim. Essa mania de mostrar demais, mostrar de menos. Essa mania de deixar-me voar sem saber. Essa vontade de ser o que tenho vergonha de mostrar. Esse tudo demais que persegue-me durante a noite e me deixa sonânbula, olhando a lua.

:)

Meu coração está aberto. Para a vida, para o dia, para a noite.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Amar-te.

Amar-te como amo-te em minha vida
Como caminho em cima das nuvens negras
Do meu céu.
Quando arregaço-me as mangas de meu corpo
E toco a água de tua boca;
Água da vida; Da salvação
Que encontra-me em vestes brancas,
Ou em pequenos grãos lançados ao chão.

Procuro-te dentro do mim que fui
Para resgatar o amor que de ti alcancei
Para sobreviver aos naufrágios dessa tormenta
E desvanecer - te entre o céu des(estrelado)
Nesse pavor de perder-te
Vejo em mim uma águia faminta
Cortando o céu do teu mundo
Do teu luar criativo

Deslumbro-me entre as névoas do que vivo
Dentre o medo de estar e do não estar vivido
Meus pés tão inertes ao vento
Se tranformam em asas negras
Para pintar-te e trazer-te junto a mim.

" Sonhei com isso, com essas palavras"

domingo, 17 de junho de 2012

Gosto.

Eu gosto da chuva; Gosto das nuvens negras. Eu gosto da noite; Gosto da lua. Eu gosto da chama; Do sangue quente. Gosto das pétalas vermelhas; Dos espinhos mais esfiados. Gosto quando pegas na minha mão e dá-me um abraço apertado. Eu gosto da librdade e das garras. Gosto do sorriso e do choro emocionado. Gosto da solidão e do companheirismo; Gosto da saudade e do tempo. Gosto do Até logo e do inverno. Gosto do frio e da tua pele. Eu gosto do amor e da dor; Da alegria e do sofrimento; Gosto da vida e da morte.

domingo, 10 de junho de 2012

Livre.

Hoje, acordei livre de mim. Não há sol, não há calor. Não vejo a lua durante a noite; Mas meu coração respira tão calmo que consigo sorrir. Hoje, não acordei com medo; Estive em mim, sem mim. Estive diante do sonho realidade. Estive livre, como há tempo não estive.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Mulher.


Tome minhas mãos; Mulher
E no teu seio, amamenta-me com teu amor
Dos teus lábios, cubra-me de ardor;
Beije-me; Mulher
Tome de mim meu coração
A vida, a morte, a escuridão
Preenche o vazio de uma carne sem precisão
Mulher; Mulher; Mulher
A outra metade de mim
A condenação de minha’alma encarcerada
Nos teus braços molhados de meu suor.
Ame-me; Mulher
Com teus olhos famintos, pedintes de desejo
De uma virtude que só a ti concebida

Esqueci.

Esqueci de um detalhe. Do detalhe mais simples, do mais singelo, do mais  perfeito. Esqueci do mais doce, do mais amargo, do mais amado; Do mais pavoroso, do mais antiquado, do mais belo; Do mais amargo, do mais fosco, do mais brilhoso. Esqueci do papel, da caneta; Das batidas do meu coração ao olhar a lua; Esqueci do som do mar à beira da praia e do fervor da lareira nos dias frios. Esqueci do tempo e das horas, o quanto de vida me é tirada sem demora. Esqueci de rezar antes de dormir e de agradecer ao acordar. Esqueci que posso ser poeta, posso ser livre e inesquecível. Esqueci do brilho das estrelas e o quanto a lua me faz bem.Esqueci da minha respiração ofegante, dos risos mal humorados, esqueci dos abraços apertados e das intensidades. Esqueci da solidão, da tristeza, do abandono. Esqueci do sorriso, da alegria, do companheirismo. Esqueci de pegar um papel, uma caneta e viajar. Esqueci de me mostrar em letras. Esqueci de dizer o que eu sinto, de demonstrar minha fraqueza. Esqueci de deixar o tempo passar e parar ao olhar o nada. Esqueci de transgredir. Esqueci de dizer em mim. Esqueci de me perder em mim. Esqueci de transportar-me para mim. Esqueci de ser quem eu sou, por mim. Então, por favor, dei-me a minha caneta. O meu papel em branco, as minhas lágrimas secas e todos os meus gritos.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

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Minha tatto *-*

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Me diga, meu deus ... Aonde estou errando? Quando vou conseguir dizer que estou feliz de verdade?

Por quê?

Se eu lhe dou a mão neste anoitecer, porque insiste em largá-la? Se eu lhe disse sim nesta manhã, porque insiste em dizer-me, não? Se eu digo que te quero, porque insiste em dormir e acordar com toda essa insegirança? Eu queria poder te fazer feliz, mas me diga, o que acontece com você? Me diga? Se acordo e durmo ao teu lado todos os dias (...) Ou quase todos. Por que insiste em me afastar de você?