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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Fantasmas.

A noite vai embora. Descansa calada em meio a fogueira de palavras mal ditadas. Desaparece em meio ao escuro sem estrelas. Começa outra vez sem dó ou desespero.Queria eu pedir ao mar esta noite que não me traga pesadelos. Já estou insuportável diante de minhas alucinações. E na mesma frieza que aparece, vai embora como o vento que sopra sem perdão. Ah, vento! Bate-me ao rosto e agride a minha alma sem pena ou compaixão. E lá longe ouço seus gemidos, baixinhos, quietinhos, dispersando-se em mares inafundáveis. Noite desesperada que agarra minhas vísceras e me sufoca em linhas tortas. Linhas mal organizadas  que não são mais as mesmas entrelinhas que me desenhava e me escrevia; Num vômito de letras misturadas em poemas eu agarro as suas mãos para conhecer a noite fria. As tuas  mãos solitárias chamadas solidão. Mansa, cruel (...) Devagarinho, com os pés flutuando como fantasmas maldosos, cerca-me em meio a multidão desesperada. Clama-me, grita-me, chama-me, como uma donzela em perigo. Mas nesta noite, solidão malandrosa, ficarei só sem ti, pois meu armário de fantasmas está trancado e não olho mais embaixo de minha cama. Não há fantasmas no escuro e eu não tenho medo de abrir os olhos diante dos barulhos que rangem a porta essa noite. Não tenho medo dos seus fantasmas que me acordam durante o sono para mostrarem-me o inferno de solidão incurável. Minha cabeça deita em travesseiros macios cobrindo pedras afiadas. O amor bate em janelas de vidro sem som para que eu não ouça. Mas eu ouço, fantasma da solidão. Esta noite não me deixarei levar pelos seus gemidos melindrosos e por suas torturas. Esta noite, não olharei embaixo de minha cama por pena, nada nada e nada de medo de você. Mas não olharei pois meus olhos não conseguem se abrir só de imaginar que todo esse medo que disse não existir continua tatuado dentro de tudo que existe em mim.

Noite mal dormida.

Não sei ao certo o que acontece essa noite. Tentei, juro. O silêncio ecoa e meus dedos procuram um lápis, um papel. Queria fechar meus olhos e não consegui. As palavras computadorizadas deram lugar ao lápis quente e ao papel branco que já nem sei aonde estão. Queria um café; Por hoje não. Ou quem sabe uma dose de Vodka misturado com pedaços de vírgulas que despencam de minhas linhas agora, não mais tortas. Máquinas canalizando desejos que antes caíam entre as linhas azuis que a ponta falha do meu lápis encontrava. Rabiscos e borrachas sujando o papel, mostrando como uma vida consegue ser tão duvidosa. Eu, esta noite, até queria dormir. Porém, a noite me é envolvente e me carrega entre seus poderes transbordados de luzes foscas. E, logo agora, com dedos frenéticos olho para o céu e descanso em um mar que nem sei ao certo onde nasce ou morre ou deságua ou desaparece. Mas a lua, assustadoramente está ali, olhando para meus olhos que sorriem e choram. Diante de uma alegria tão inusitada, meus olhos lacrimejam com saudade do que nunca tive e nem se quer terei. Meu travesseiro me dá afago nessas noites sem o corpo de minha mulher. Mas nessa noite onde meu travesseiro não corrompe a minha solidão, chamo a lua. Sim, você, lua. Posso chamá-la de você? O céu está negro e te vejo tão só. Tão chamada solidão acompanhante de minha noite negra como o seu céu. Não sei como te chamar, lua. Tenho tanto ciúme de ti. Não sei o porquê. Contudo, me deixe te chamar de minha aqui entre nós. Sem sol, sem chuva, sem vento e sem medos. Sem gritos e gemidos. Sem suor e sem sexo. Chamar-lhe-ei de tudo, ainda mais de minha. Queria alcançá-la, não sei, algum dia. Alguma única vez e compartilhar de minha solidão que és tua solidão e que juntas formam uma apenas solidão. Uma solidão que contigo e comigo se despertaria em companhias abstratas. Sem nome, me jogo em teus braços invisíveis e moro em tua luz indivisível. Como és linda! Queria dormir essa noite, amanhã o dia será longo e estarei sozinha. Acho que é a palavra que meu coração mais sente medo. Sozinha! Um só que transforma em palavras vários monstros modelos que fazem parte de minha estrada. Sozinha que me faz dizer Adeus aos momentos que todo ser precisa para se sentir bem. E você acha isso errado, Lua? Desculpa chamá-la de lua. Agora será Lua, minha Dona Lua lunática. Sinto a sua falta nessas noites de primavera calorosos. Sinto a sua falta em noites mal dormidas e solitárias como essa. Se pudesse chegar até você (...) Se bem que, não aceitaria te ver tão de perto e tão fria. Tão fria e apagada de luz. Mas será que estão no lugar certo? As vezes não consigo acreditar no que vejo nessas televisões devoradoras de mentes. Te vejo fria, longe, apagada, sem brilho. Mas não, minha Lua. Não deixarei que roubem a sua incrível verdade. Não deixarei que a queime diante de mim. Sou tua serva e tua amante, se me permitires. Junto de minha menina terrestre, declaro meu amor ao som do teu sorriso. Junto de minha mulher que me tira de tua solidão, te devoro por inteira depois de noites de amor. Te pego e te faço minha escudeira. Deixo nessa noite mal dormida a lembrança de tua cara essência. Uma essência de alma de coisas que ninguém ainda descobriu. E nem quero (...) as vezes descobrem coisas que não eram para serem descobertas. Assim, regredimos e deixamos nossa humanidade para trás. E aqui, não quero nada disso. Quero oferece-lhe minha tremenda gratidão e meus votos de sinceridade, pois se um dia chegares aqui na terra de corpo e alma, quero que me leve contigo.

domingo, 28 de outubro de 2012

Sentidos.

A chuva bate á janela; Grita, toca, aclama. O vento geme; Incontrolável e volútil por entre nas frechas da fechadura. Meu corpo cai sobre a escrivaninha de madeira envelhecida, rangendo com os gemidos do vento. Tudo tão clichê quanto linhas tortas sendo traçadas pelo destino. Nos pequenos pedaços de grãos de chuva, meu corpo se embebeda; Criando expectativas irracionais. Peço ao vento destino que não grite em meus ouvidos pois adormeço em sonhos criados por ele. Escondo em mim, sinuosos pedaços em esconderijos secretos, simples e completos. Em meu corpo nu, protegido pelo inverno, não clamo por claridade. Em meus olhos lacrimejados imploro pela lua. O que tu és,então? Oculta entre o tão negro céu. Escondida pelo teto que cobre-me. Em crises acalmadas, linhas do meu destino são escritas no céu e no inferno. E no grito desesperado, o vento beija os meus lábios para que minha boca fale. Apenas falhe diante de meus sentidos.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Me deixe contigo.

Me leve contigo; Entre os teus dedos macios e quentes. Me beije com teus lábios molhados. Abrace meu corpo com teu corpo; Colado; Anestesiado. Nestes teus pensamentos, leve-me. Serei tua em sonho e realidade. Nesta noite fria, me esquente. Me proteja do medo de te perder. Porque eu não aguento um minuto sem te ver (...) Eu te quero a todo momento, a todo instante. Meu pegue em teu colo e coloque a nossa música para tocar. Em nosso mundo preto e branco, nesta manhã colorida iremos começar. Assobio em teu ouvido, canto que nem criança. Cresço ao teu lado, minha grande esperança.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Não volte.

Não vejo a lua faz tempo. Não sei o que aconteceu. Não sei se foi e eu fiquei. Talvez tenha ido embora novamente com a solidão. Queria contar-lhe que, podes ir, solidão; E me deixe a lua. Sem poderes lunáticas não há como sobreviver. Sem poderes ousados em brilhos que não posso nem, se quer, esconder. Queria eu, segurá-la em minhas mãos e deixar-te livre, solidão. Há momentos que te quero. Não, desculpe. Houve momentos em que te quis. Te quis como pedaço de mim, feito parte do que eu era. E agora, como consegue ser injusta. Vai embora e leva-me a lua. Tão minha (...) nem um pouco minha. Dois momentos, dois mundos distintos tão iguais. Momentos medrosos travestidos de ousadia, daqueles que eu sempre ditei. No reflexo do mar, vejo-te lua. Tão linda junto a solidão pavorosa que antes, tanto me apaixonava. Eu, tão carente, apaixonada por uma solidão ilusória. Eu, tão pedinte de gemidos, tão encantada com gritos melancólicos mentirosos. Ao mar, levei minha alma pura e culpada. Ao vento, lancei minhas preces amedrontadas. E a lua? Tão minha desafiando o céu. Brigando com estrelas de heróis em conjunto constelados. Sozinha, encontrei-a, solidão. Disfarçada de lua; Disfarçada de brilho; Disfarçada de medo. Gritei para que me abraçasse aquela noite, mas diga-me: Aonde estava? Aonde tão longe que onde não soube alcançar. E num sonho tão sonhado de todas as noites, nada de lua mais encontro. Nem neste céu; Nem no teu céu, solidão. E agora? Se você soubesse o quanto tenho pavor em lhe ter de novo (...) Se você soubesse que preciso da sua lua para fechar meus olhos. Preciso de sua lua para fazer amor e para me afagar em sentimentos. Mas, porque, solidão?! Espero que não insista em me pegar novamente pelas mãos. Na tua noite escura, espero que traga-me tua lua. Senão, espere para ouvir meus gritos lunáticos. Espere. Espero que não volte. Pois esta noite vou procurar a lua. Se eu a encontrar, farei um pedido. Se não, entrarei em meu desespero incomum.

sábado, 6 de outubro de 2012

Palavras engaioladas.


Eu só queria entender  e nessas palavras mal ditas eu desenho pedaços coloridos de palavras no papel de uma vida. Não de tanta negação transformado em talvez. Quantos tal e alguma vez. Na dor (...) de dormir inconsciente, de doar consciente. De amar; amar encantado com a belesa do mar. De saudade; Saudade de amar (...) de amarrar. Amar de amor encabulado em cima da cama, debaixo da mesa, atrás do armário. Saudade que não existe em outro lugar. Em inglês, francês nada há. Na américa, no sul, no norte tudo cheio, de palavras escritas com a pá e sendo lavrada por aí. E aqui, não entendo o que dizer. Nada de escrever, só fechar os olhos e amar. Dizer (...) Desesperado de esperar, de (des) esperar. Recuperar de esperar e descobrir de (des) nudar. Palavras nuas sem vergonha, pulando entre pontos, embebidas de alcóol e cigarros seguros entre os dedos de segurar. Imaginar a palavra que me cabe entre a imagem que imagino sem perdão. E perdão do que não há, perder. E no chorar, desenhar em linhas lágrimas de chuva. De choro, soluço pedinte de sol. E nessas palavras juntas por outras, sem sentido por fora e mergulhada de emoção .. de pavor, de garra, de grito, de berros, de força .. AAH! Palavras de grito que saem escritas e entre meus olhos acalma a minha alma lunática vinda da lua. Sem ar, respiro tentando ler, reeler as letras desenhadas em símbolos dando significados e guardando a alma de coisas em si por aí. Ah ... preciso chorar um pouquinho no papel. Essas letras desenhadas amarguradas redigidas por máquinas ditadas como em ditaduras de almas vazias. No papel, a tinha em ritmos próprios arrancando suspiros inusitados. Eu paro no tempo ... e volto tudo outra vez, sem saber o que deixei ali escrito. Deixe livre as letras presas em gaiolas cibernéticas e me dê papel e caneta.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Noite fria.

Fechei meus olhos quando abracei meus braços com minhas próprias mãos. Algo está errado, ainda não sei. Eu abro os olhos mas anda escuro Eu grito, mas não me ouvem. Eu escrevo; Escrevo linhas erradas e contorcidas de pavor. Escrevi sem sair de entrelinhas de terror. Sem rimas nem poesias, o vazio me espera. Para contorcer os meus olhos, a minha carne, a minha pele. Nenhuma dúvida tão hostil derruba tanto os meus ombros, que caem sob os meus pés que antes, voavam; Ah, voava para o nada. Para o nada contituído de tudo. Esvaziado de sentidos. Preponderante; Intransigente este destino. De sonhos mal fundados, extasiados por palavras sem sentido. Consciente e inconsciente se esbarram por aí, alucinando as realidades que aqui em frente estavam, sem nada, nada que me fizesse desistir. Não quero momentos de êxtase sem prazer do saber sem dúvida; Nossa! Nem sei o que eu estou escrevendo. Não sei se estou no lugar certo, nem mais ainda o que fazer. Está escuro, queria luz. A lua, pobrezinha, nem cheia está. Deve está assim, como a mim, vazia, pequena. Se eu gritar, só esta noite? Posso? Você me abraça por trás e diz que tudo está bem? Porque, hoje, não me ouvem meu amor. Você sim, eu sei. Então, neste errado travestido de certo, eu te darei as cartas. Neste bem e mal sem conceito, eu me dou à vida. Não tão bem nem tão mal, inristido de desejos, de amor, de ódio e de raiva, eu enlouqueço. Revestida de poeira e pó da felicidade que protege simultaneamente os meus medos, fazendo-os acharem que não estão aqui. Por isso, me abrace; Esta noite não estou afim de dançar com a solidão. Não estou afim de doar lágrimas ao vento. Estou afim de você, da lua pequena, vazia e sem brilho desta noite. Estou afim do teu amor sem dúvidas e preceitos. O vazio da espera, deixo-a - ou tento- pela manhã. Estou noite estou afim de abrir os olhos e encontras as tuas mãos.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

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Dá vontade de ficar coladinha, agarradinha até a noite cair. Dá vontade do teu corpo, do teu beijo até a manhã surgir. Dá vontade de você meu amor, ao acordar e ao dormir