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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Estranho Próximo Ano.

A estranha riqueza de uns. Num abismo aberto segurando pontas de um viver ilusório toma-me sentidos inusitados esta manhã. Não escrevo faz tempo - é claro - devem ter percebido esta minha súbita - também larga maneira de sair escondida dos meus próprios desejos - fuga da minha i(realidade). Por isto, neste último dia do ano me venho relembrar minhas últimas maneiras de me ser.. Aquela maneira de ser um eu tão desprezível e intenso que salva-me sempre. Ou, quase sempre... Aliás, estive fugindo destes pesares mórbidos que minhas instâncias psíquicas insistem em presentar. Contudo, venho-me realizar um destes desejos melancólicos que me trazem à tona esta manhã calorosa ... O ano vai embora! E sentimentos desgraçados de medo, angústia e alegria se misturam num mar emocionado de riquezas pueris e maléficas. Porém, repleto de segurança - ilusória ou não - com "alguéns" quais posso sempre dedicar essa minha vida instantânea e alegre. Faço-me, hoje, um dos tamanhos monumentos erguidos pela estranheza do ser normal - não, nada de normalidades este ano - pois esta minha vida de anormalidades me é essencial. Quem disse que estar dentro deste círculo vicioso é benéfico para minhas entranhas mais tocadas? Não, não ... digo que é quase que uma parte essencial viver fora deste imundo círculo qual não posso ter minha estranheza fomentada pelo desejo maléfico e aterrorizante dessas minhas instâncias. Que neste ano que vem a partir do amanhã ensolarado, a chuva fina lave todo o espírito de normalidades. Que as vidas possam ser recompensadas pela simples, e intrínseca, chance de ser vida ... Para assim, o Adeus não ser a única fonte de compreensão e medo. Por isso, traduzo-me entre as chances de me ser vida e me ser quase-morte dentro do que eu achar correto e não destrutivo. Correto de anormalidades e de loucuras bem vindas num ar de prosperidade, esperança e ajuda mútua.

Ano que vai.

Anos que vem; Uns,
Poucos e muitos ...
Lá se vão.

Em meio ao passado,
Criadores de promessas
Em meio ao naufrágio,
Ou a alegria do amanhã.

Como uma folha em branco,
Branco de papel;
Revira as entranhas do medo,
Aquele de um futuro qualquer.

Ou não temas,
Figura ilusória ... O passado já vai indo,
O futuro arreganha.

Ano que vai; Junto sozinho
Misturando amor, sorriso
Um pouco de Carinho.

Levando embora o que passou,
para amanhecer.
Assim quem sabe no nascer do dia,
Outros escolhas nos serão dadas;


Para viver ou acreditar
E querer, poder e sonhar.
Estranhando a estranheza
Para nunca sermos normais.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

-

Segure-me, vida.
Estou sem tempo para verdades,
estão confundida entre  mentiras.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Meu próprio abismo.

Pois - nessa minha quase errada maneira de viver - respiro entre véus de medo. Ou seria ... desejos irrefutáveis? No entanto, entendo-me as vezes num pouco de céu negro que me detêm a noite e, vejo-me aqui, tão fora de mim que não sei mais onde estou. Nada mais sei do que fugir desse meu abismo qual eu própria criei ... Esse abismo qual não sei lidar e que faz-me falta, às vezes, e que, nesse exato momento, puxa-me para algo além do que sou. Que pensamentos errôneos, não é mesmo? Todos em busca de uma felicidade momentânea e pouco ilusória enquanto eu, num fim de recomeço, despejo-me entre essa angústia antagônicas. Alegria e tristeza, sorriso e lágrimas ... nada mais que isso nestes minutos que não sei quem sou e preciso-me de um pouco de mim. Gostaria que estas energias pudessem ir a outro lugar qual não seja a minha vontade de sobreviver ... porque eu, nessa minha mania de ter manias erradas, transbordo-me e afogo-me entre o que chamo de eu. Porém, mesmo com a vontade de gritar agora, disseram-me que não posso. Esqueceram quase que sou alguém não sabendo quem sou. Esqueceram ( eu ) dessa minha verdadeira face que sou. Entretanto, se eu fechar meus olhos encontro-me em mim e estou completamente absorta em tudo  e enlouquecendo em minhas próprias palavras. Completamente louca entre minha própria loucura ... se todos entendem o que é ser louco, na verdade. Talvez o espelho, a voz ... os fantasmas digam que eu posso chorar ( diferente de todos "normais"). Estes quais adquiriram maneiras de tentar ser sem ao menos se reconhecer ... eu até posso ser, um pouco, normalizada ou normatizada nessa minha fase exterior de mim ... porém, acredite (eu) nada disso tenho quando estou inerte a minhas lágrimas denominadas de meu nome verdadeiro ... aquele cheio de entrelinhas, de loucuras, de angústia. Toda essa angústia que ao diz-la transforma-se em mais e mais e mais qual não consigo parar de senti-la. Ainda mais dor, só não quero que traga-me frustração, pois, meu abismo está a frente. Repleto de desconforto em querer a minha alma.

sábado, 12 de outubro de 2013

Sentidos errados (?) (!)

No entanto - começando por um pensamento já antes reclamado -, sinto-me retratada num quadro de terríveis pesadelos lúdicos. O bem e o mal transformados em direitos e deveres fundamentados no que querem que torne-se. O que é diferente do que suportam ser ... Dá-me uma eterna angústia ao saber que isso está intimamente intrínseco dentro de nós mesmos ... onde a coragem tornou-se algo invisível e o dito aqui e agora, regras que devem ser seguidas para que o amanhã torne-se o suportável - para eles, é claro. Esse "eles", tão imerso que nem compreendo a maneira inutilizável de que é insuportável.  Assim, para mim, esse insuportável é torna-se tão eu de maneira que torna-se, também, tudo que eu sou. No entanto, repleto de angústia, de agonias, de dores bem ditas (...) sou eu. Nada mais de doenças curáveis por métodos físicos que não me fazem, se quer, vontade de usufruir. Nada mais de coragens (in)corajáveis quais não fazem parte desse mim - acreditem- acho que estou um pouquinho perto dele. Desejos muito mais conformados com a minha melancolia do que com essa alegria de felicidade falsa no qual querem me encaixar. Não, obrigada! Quero amor misturado aos pequenos pedaços de ousadia que a dor me traz ... não sabem disso?! Todos estão fugindo dela, essa mesma minha própria solidão - mas ninguém sabe que é ela quem traz nossa realmente vontade de viver nesse mundo caótico. Comece então, incrível sonho, a dominar essa realidade intrínseca que advém de posses inutilizáveis de angústias crescentes. Sou eu, nada mais que eu ... descendo nessa minha própria vontade de me ser de maneira total.

( Fechei os olhos ... fui num mim tão intenso que nem ao menos sei o quanto eu senti)

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Você e eu num nós.

Talvez a vida seja tão má o suficiente a ponto de fazê-me sofrer tanto nessa questão de amor ... Talvez pelo fato dessa minha própria vida sempre ter sido formada num mar de questões mal resolvidas ... esse negócio de escolher o próprio futuro regada à opiniões mal fundamentadas em discursos chatos e sem base nenhuma. Ou, quem sabe, pelo fato de me sentir tão junto de uma solidão implacável que sempre determinei a mim mesmo quando e quanto correr atrás desse sozinho em mim ... mas foi inútil ... A vida como sempre propondo peças incríveis, deu-me tantas dores como amores. Essa vida - tão cruel e maravilhosa - vivida num âmbito de ousadia, perdurou entre as horas que se seguiram através de toda a angústia da imaturidade. Talvez essas minhas linhas transbordando talvez(es) seja o suficiente para explicar o porquê a vida mal vivida deve ter jogado-me no chão e passado por minhas vértebras, ou entre elas. Pode ser que seja esse meu ou isso ou aquilo e essa minha capacidade de ter dúvida de quase - tudo - ou tudo, ou não sei mais .. Essa minha capacidade de doar-me de maneira tão cruel que meu próprio coração pede descanso de vez em quando. Porém, o tempo ensinou-me que o passar das horas conta muito e a angústia vai embora junto com essa ousadia que chama-se lágrima do transtorno. Pode ser que a vida tenha me colocado em provas, ou, dado-me opiniões a cerca desse "mim" que as vezes duvido ser eu. No entanto, prefiro-me abster dessa fascinante ousadia que é achar-me totalmente ( agora, não sei de nada ). Agora, essa minha vontade de me ser ( mesmo não sabendo muito o que seja ) encontrou alguém tão maravilhosa a ponto de descobrir - antes do que chamo de eu - o que eu quero, gosto e "sou". Um sou em aspas para não dizer exatamente o que seria, já que, se nem eu mesma sei, mesmo ninguém pode adivinhar ... Contudo, acredito e vejo em seus olhos o tom de uma liberdade misturada com uma prisão intensa ... Uma prisão que preciso tanto fazer parte que a liberdade nem importa mais. Ou, quem sabe, um pouquinho fora de mim misturado nessa complexidade que é você ... Você ... num agrupamento de sentidos meio atônitos e mal criados ... chegou num momento de crise tão intensa que eu, no verbo de ser, não estava em mim. Você, num momento mal organizado de crises inusitadas, chegou para revirar meu mundo de ponta a cabeça e fazer dele o que eu nem sabia que eu queria. ( Desculpe a todos o meu "eu", estou tão em mim que nem pareço eu de sempre). Assim, num deslize de sentidos regados pela imaturidade já dita, chegou como um vendaval tortuoso, derrubando o medo e os pavores dos fantasmas dessa minha própria solidão exagerada ... Você, capaz de dar rasteira nessa vida que atormentou-me tanto de amores que nem sei o que esperava. Você, trouxe a mim o que eu tanto queria para me ser ( o que eu não sabia exatamente ) e deu-me a escolha de ser eu aqui ou eu lá ... Você, transferindo os pequenos pedaços quebrados de tranquilidade em dezenas de retratos de segurança .. Num meio interprete dos palcos da felicidade, trouxe-me uma alegria quase pueril e fez-me ser quem eu sou de maneira que nem eu sabia ... Essa maturidade mesclada a sorriso infantis e pequenos desenhos de harmonia, brotam de ti bons olhares de amor. Você ... num ser você tão intenso que nem sei definir ... uma vida antes não minha e agora tão nossa ... num jardim de palavras revestidas por carinho e lealdade ... por pureza e pelo corpo ... pela razão e pelo amor. Nesses meios sem fim em que o ou fez parte do talvez, as incertezas brotam-me como algo tão passageiro que traz-me paz. Você ... pacientemente esperou o meu coração ... esperou a minha vida ( antes nem minha ) voltar de novo pra o chão. Um você tão você que foi a pessoa que secou, limpou e viu minhas lágrimas de dor e angústia por outro amor que não o seu e, mesmo assim, soube me trazer paz e segurança. Talvez a vida seja mesmo assim ... sempre nos pondo como atuantes de nosso próprio espetáculo de dores ... e nele, um você abarca todo o mal da vida e traz-me para essa vida de sorrisos misturados a suspiros incansáveis ... Um você que batalhou por um amor quase impossível e o transformou num misturado de nós duas que nem se sabe em que parte a gente deu um nó ... E, mesmo nessa vida tão angustiante, o vento trouxe-me você ... tão minha que eu e você existimos num nós. E o tempo nos deu a chance de termos uma a outra ... mostrou-me o que é receber uma forma de amor tão intensa que até essas minhas próprias palavras definem-se por inveja ... ( boa de mim ) ... numa vida nossa repleta de reticências e muitos pontos finais do passado ... Num hoje que a vida me permite celebrar mais um mês ao lado de alguém como você ... quem eu amo tanto e quero muito em minha vida.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Aprender ... ser.

Porque em todo o começo dessa minha outra etapa de gestação, eu - num eu meio completo e sintetizado numa espécie arbitrária - aprendi que amores se dão de maneiras e intensidades tão diferentes que qualquer que seja, na maioria dos dilemas, permeiam-se e entrelaçam-se num meio de ilusões maravilhosas. E, aprendi que todo esse conceito de felicidade vem do mais puro momento; Ou, quer que seja, da mais tenra propensão de alegria; Assim, nos é entregue com algum tipo de terceira mão um pouco de ousadia - preta e branca - para que dela façamos coloridos prazeres lúdicos. Ora, menos preto e branco e mais colorido ... Gostaria de saber o porquê deixá-los de lado ... embutidos no amor. Daqueles de amar com a outra metade. Aprendi que, talvez, minhas linhas não cheguem à alguém - ou quem sabe tão somente à outra de mim perpassada de toda realidade - e, assim não chegando pode ser que encalhe em um canto qualquer ... demonstrando essa toda minha nova vida de amores de intensidades diferentes. Alguns passam, ou algumas pessoas, ou algumas coisas, ou alguns sentimentos ... Ou equívocos, ou representações, ou loucuras ... porém, todos embutidos num eu tão interno que, desculpe-me a franqueza, ou fraqueza, não há como lembrar. Junto de almas, de calma analisada pela alma tão pura cheia de arrepios! Um eu composto de você ... vocês reescrito em diversas linhas e produzindo em mim coragem suficiente para ser algum tipo de nome meu e não um pronome seu ... ou plural. Acreditaria, portanto, nesse inequívoco sentimento de com e não de, qual procura entre pesares desastrados as linhas escritas em oculto; Ou culto de sabedoria móvel; Em grosseiro gesto de aptidão do só e do Adeus ... Por isso, detenho-me em grandes e pequenas linhas admitindo que, eu, nessa forma de me ser, aprendi a forma de aprender. Como se a vida estivesse desenhada e cravada e transcrita em formas de papel, desenhadas pela procura da cura da dor ... Aprendi a construir-me sem saber tais critérios e, agora, pego-me entre esse todo formal qual não faz parte de minha "normalidade" aparente e definida de loucura. Aprendi a aprender que a vida será escolha e a morte, certeza. E o medo será o choro. E a lágrima não será escolha. E a alegria, passageira ... de um dia para o outro. Que a vida não me deu asas ... como eu supunha e, meu corpo, nem é tão meu assim. Que eu mesma, de toda maneira consciente nem sei o que sei dentro do todo. Assim, mostra-me o estranhamento dessa alma que de vida viveu a intensidade movedora mais próxima da gestação ... gestante de ideias vivas massacradas pela morte desejável ... (tão escritas pela intensidade da alma que não se vê e não se conhece, não se sabe, não se cria não se muda). Mata-se num sopro de aborto dos sentidos podados; Revirados; Cortados; Castrados ... por alguém qual não se sabe a existência.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

-

Sabe, eu queria tê-lo em minhas mãos. Queria tê-lo escrito em linhas permanentes, para o resto da vida. E, contudo, meu coração se dilacera quando dizem que você não é tão importante assim, meu querido diário.

Chama de amor.

Contudo, o nosso amor tornou-se chama. Não uma chama ardente que depara-se com água vinda nas chuvas de verão ... Nosso amor tornou-se chama de alguma maneira translúcida; Chama alucinada de maneira quase que ilusória. Nosso amor tornou-se vento ... ou quem sabe robustos pesares acompanhados de calor. Como se teus braços me fossem refúgio e teu segredo me fosse um resguardo ... Como se teu peito fosse um arsenal de desejos e teu colo o mar de ensejos pernoitados em sonhos. Mas nosso amor torna-se dia quando o sol cai, torna-se noite quando a lua desaparece ... Nosso amor talvez seja o inverso do noturno e o desolar do vespertino. E, quem sabe, em algum lugar, pode ser, esse amor não seja apenas chama radiante ... talvez seja beijo da vida. Ou de vida ... Esse amor que transfigura-se em braços fortes e macios ... um amor que traz-me tremenda ilusão e, verdadeiramente, grandes emoções de realidade. Pode ser que, envolto de prazeres bem enrolados, esse amor seja capaz de virar fogo ... Fogo que queima a alma. Fogo que revive nossos olhares na noite de chuvas finíssimas como teus lábios. Porém, relutante em brigas hostis, dou-me à essa vida escandalosa que é te amar. Amar sem medo da verdade, você e eu, num entrelace de véus amargos, transparentes de cor de vida ... relutante na dor da saudade. Assim, num eu tão você quanto num você tão penetrado em mim ... como num conjunto de preto e branco translúcido e diáfano ... num eu e você completo de chamas límpidas, compactas, clareadas em si por esse amor tão malcriado.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Seria bom ...

Seria bom se fosse assim (...) eu e você sem vírgulas,
... Bom se estivesse num círculo infinito; Sem lágrimas,
Sem dúvidas ... Livres do destino.
Sem pavor; Sem culpa.

Seria bom se viver não fosse isso ... Tão lamentável,
... Tão vivo num mar de mortos.
Bom se o diferente fosse só não-igual; Quem sabe,
amanhã, o amanhã meramente, quase, irreal.

Seria bom se o certo não fosse certo (...) e o errado,
hum ... nem tão errado. Pra eu poder viver de gosto.
...   um gosto de amore bem molhado.

Seria bom se pudesse ser eu ... Eu mesma num quase,
.... quase meio termo; Quase de apuros; Quase ...
Sem maldades.

Seria bom se eu vivesse no vento ... Rimando no tempo;
Quase ... quase cruel; E as linhas não tivesse reticências,
pois, a vida, me tropeça entre elas.

Seria bom quase sem reticências ... pra não estragar a vida,
pra não enganar a vista, pra não esquartejar o tempo.

Seria bom se não houvesse medo ... Sem um pouco d'ele,
talvez, torno-me real. Se houvesse um quase sonho,
... quase sonho realidade ... Em que eu pudesse voar,
para sempre, para sempre.

Seria bom se minhas palavras vivessem ... num meio termo
... meio copo de harmonia, quase meio de ousadia,
quase infinito de não-mais dor.

Seria bom se eu estivesse aqui ... se a lua fosse minha,
--- seria bom se eu fosse essa parte do bom, talvez,
ou quem sabe, a parte do mal ... redentora de agonia, de
paixão, de ousadia; De ser livre e viver.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Nova Solidão.

As vezes nem é tanta solidão assim. É só um pouco da parte de estar sozinha dentro de mim tão eu quanto a solidão tão nossa. Um pouquinho de solidão que faz parte do sorriso feito do lado contrário ao sorriso verdadeiro. Tão só que, apenas, eu posso sentir. Num lado verdadeiro, num lado qualquer falso, estou aqui frente a você - solidão própria. Por isso, não deixe-me sozinha, solidão. Preciso do seu abraço essa noite; Preciso-te; Quero-te; Desejo-te como nunca havia desejado neste meu mundo imaturo de sentir ao inverso. Aquém, alguém, um ou outro pode até nos dizer um pouco de realidade transbordada de incansáveis linhas desastrosas. Se, hoje, são lágrimas; Se, ontem, foi sorriso ... admito-me de mãos entrelaçadas com essa solidão tão cruel que dá-me vontade de recriar essa natureza inerte a vida. Sim, qualquer lugar em meio ao deserto de uma solidão duradoura que faz-me ser dependente. Sim, dependente dessa solidão tão minha. Minha, apenas minha. Palavra tão minha que torna-se de um certo ponto, completamente chata. Assim, como eu nesse mar de linhas sem fim. Nesse mar de atitudes finitas de pavor ... Tudo bem, queria gritar para ti, solidão. Queria chamar por ti, também, solidão. Porém, hoje estou sem voz. Estou afogada em lágrimas de desespero. Por isso, solidão, é preciso não ser dependente de companhia. Preciso lembrar que existe você e que, nunca, vai abandonar-me. Eu a criei, solidão, este noite, na manhã seguinte, no próximo futuro, serás aquela que sempre existirá nesse meio particular de viver dentro de mim.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Dia de esperança.

Não se sabe qual o dia da esperança; Muito menos o dia em que o sorriso torna-se o melhor conceito do que pode ser realidade. Não se sabe o dia em que a solidão tornou-se nua, sem cor, sem identidade. Nada de dores por essa noite derradeira, arrastando-se entre os miúdos incansáveis de uma felicidade quase ilusória. Nada se sabe do destino amarrado a esperança ... emaranhado a possíveis lágrimas de (des)esperança. Nada de sabe do Adeus solitário, perpetuado na distância de uma face posta de verdades. Num caído, pedacinhos de céu travestidos de bondade, juntos de bem feitos traduzidos em solidão. O som da risada, o som do poema, o som do sorriso cegando ... o som do som das linhas tortas que exalam pureza ... o som do Adeus de um Deus que talvez estivesse aqui e na verdade, nem tenha ido embora mesmo. O momento em que se encontra lealdade ou quem sabe, encontra-se crueldade travestida de bondade. Um sorriso quase cruel, ou, quem sabe, de desejos longes pintados de futuro; Um desejo rabiscado de esperança; Um pouco a pouco de cara com a vida. Não se sabe onde está a esperança ... mas aquele dia, eu vi, juro que vi, o sorriso de uma criança, e, ali, nasceu o Adeus a solidão da (des)esperança, criada e recriada num monumento de pavores que voam para longe ... longe do céu negro. Não se atendo a pavores mal criados, pois ali, existe o sonho da igualde. Existe o beijo da pureza.; Existe o lar das linhas tortas configuradas num céu repleto de sorrisos e lágrimas de vontade.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

A dor.

A dor; Que dor desesperada
Deveras sente a alma
Desalmada. E outras estórias
Coloridas. Dão-me um ponto final,
Dão me a morte em vida.

A dor; Pernoitando aparente
Ríspida; Um olhar quase eloquente.
Rastejando em gemidos de pavores,
Quase, afinal, transparente.

Não diga-me exagerado que te vás,
Podes ser que meu bem fique aqui,
Mas a dor (...) A dor não é capaz,
Nem de olhar, nem ver nem sentir.

A dor; Eu sinto que tu sentes,
Ela quase nada, prazer, sou eu viajante;
Das linhas borradas;
De um vazio qualquer.

A dor, sem o não sorridente
Dou-me para a vida; Senão qual a morte
Fará de minha vida um retrato vivente?
Fará de um quarto; Um progresso
Doente.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Fuga de realidade?

O que eu penso quando me chamarem de diferente? Num mundo criado de dúvidas, enxergo-me dentro de um eu que não pode, se quer, ser eu mesma. Diferentes propósitos entrelaçados a desejos não aceitos e que perduram entre os pequenos buracos de vida chamado pecado. Desejos mal criados, mal pensados, mal desejados em si mesmo que traem a maneira de ser normal nessa parte de terra conceituada no dever. Dever do certo ... nada de preceitos errados. Certo e errado misturados em angústia de permanecer entre os que querem te fazer ser o que você não é. Mas, agora, confundem-te com ameaças de pequenos infernos aleatórios somados ao céu distante do termo escrito em letras e vividas de maneira errada. O certo igualado ao céu. O doce sabor de viver em paz diante da polposa cerca de viagens ensolaradas. O errado em conjunto com o inferno dito em linhas tortas de destinos errados que configuram-se à margem dos outros. Que outros? Senhor ... ajude-me nessa hora em que eu quero me ser e não posso. Sem respirar, sem re(expirar) novamente o ar que deste ao mundo de forma tão (...) tão covarde que me deixa tonta diante de tanta sujeira e hipocrisia. Ventos molestados encurralando olhos inchados de tanto pavor. Metade medo de mim. Metade medo do mundo. Metade medo de Deus. Medo de Deus? Deus que o homem fez. Deus certo/errado que confunde o que Deus sempre foi para mim. Ora, nem sei mais o que estou falando. Que desafio tornou-se sorrir e chorar de formas reais. Nada de realidade pois nem sei mais diferenciar ser e não ser ... Viver tentando ser o que querem que seja minha vida disfarça a verdade do que eu queria realmente ser. Posso? As vezes acho que não. Privação da vida - maneira essa que tenta conseguir o bem e o mal? Ou fugir de maneira ilusória do que eu poderia ser e na verdade não posso? Fugir de um pouco que na verdade torna-se tudo e vira e remexe dentro do que eu vivi. Uma maneira complexa de imaginar-me dentre névoas de certeza de que eu posso ser assim. Mas, e agora, se eu me ser todos os que não são tornariam essa minha existência um completo mar de tristezas por ser o que não são. E a privação de uma vida livre de preceitos infundamentados num conceito i-quase-real? Dúvidas que requerem a simples noção de poder ser o que querem e não poder ser o que se é, traduzidas em algoz de choro e devaneios empobrecidos de alma. Alma que não tem mais direito de sentir. Nada mais de direitos de seguir. Desejos de sorrir. Vontade de viver.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Mágica quase poesia.

E se eu disser que minhas linhas tortas foram escritas por você? Estarei voando entre teus cabelos e penetrarei minhas mãos na lua. Pernoitando de joelhos, pensando quem você é para mim. Quero provar de um corpo translúcido qual me faz surgir. Daquele teu beijo enlouquecedor que traz-me um pedaço do teu coração... Grande enaltecedor de desejos proibidos, escondidos, revirados de ponta a cabeça. Essa vontade enlouquecida de pular entre as janelas do teu ser. Essa vontade de mergulhar nos teus braços sabor anil. Sabor chocolate meio amargo confundido com ametistas brilhosas que descem pelos nossos corpos arrepiados. Desejados; Emaranhados de sabor poético. Sofridos derradeiro mar de ilusões travestidos de realidade mágica. Esse teu eu de mim misturado com minhas mãos encaixadas com dedos macios e olhares divididos e perdões mal-ditos e ursos polares e viagens sem rumo sem ponto final e se quer uma vírgula para dar um sinal que a vida é justa ou injusta até a respiração acabar entre o ser que misturou corpo nu com corpo nu no meu no teu em retilíneo movimento divino até o céu. E até no céu transformou-se coração que ama você.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

s2

Vem ...
Voa nas palavras do meu nome
Loucamente soprando desejos
Escondidos,
Entendidos,
Grandiosos.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

-

Loucura; Devaneios
Loucamente devaneados.
Nada de sã; Nada.
Nada de loucamente;
Meramente acontecido.

Em loucuras nada vejo
Apenas eu, grande espelho.
Sentindo acometidos desesperos
Arremessados.
Mal criados.
Estendidos em minha mão.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Amor ou Poesia?

Teu corpo envolvente,
Meu no teu; Assim,
Agrado; Desagrado.
Respingado; Bem Amado.

Correndo pela pele
Reluzente, Aparente
Sombrio.
Desesperado.

Duas amantes;
Mãos tão Brilhantes
Pedintes de amor inteiro.

Duas bocas pálidas
Polêmicas; Tomadas
Perdendo ...
O molde e modelo.

Exceto uma pausa:
Gozos de alegria
Misturado a poesia
Construindo moradia.

Em linhas de tesão;
Revirando a hipocrisia
Dando à Deus ao Adeus
Transformando a pele
Em ousadia.

Amor com amor se fez dia
Corpo com corpo;
Uma noite ria.
Tomada em desejos a lua dizia:
Somos duas mulheres
O resto: Pura covardia.

domingo, 30 de junho de 2013

Saudade.

Estou um pouco corrida na faculdade. Estou sem tempo para mim. Estou sem tempo para você, querido diário. Mas não fique triste eu já volto para te deixar um pouco mais com a minha cara. E ah! Prometo colocá-lo num lugar onde vai existir para sempre em minhas mãos.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Loucura.

A vida me é exausta. Derramada em alegrias, dores e pavores. Nada mais é senão um sopro de silêncio, outrora á sombra do inevitável pintado de negro. Gritaria, enfim, por mais vida, ao menos se a reconhecesse como real. Talvez a maior finita, contrariada por medos e desejos banais. Talvez menos insuportável que a noite perdida ou a manhã da partida. Talvez a tarde seja um pouco contrariada por hostis banalidades. Em realidade torno-me heroína, em minha tinta torno-me vilã e vingança. Mergulhada em prazeres proibidos, de desejos bem/ mal intencionados. Mal curados , res(ex)pirados. Bem pirados, bem (re)clamados. Pirada e bem clamado diante de toda a excitação de uma dúvida de realidade escondida pela mentira sem respiração e sem vírgulas. Mas acalme-se, princesa, nessa terra você é o príncipe. Nessa terra você é a maçã ... nessa terra você é o chapeleiro. Acalme-se, loucura, sei que deveras quer querer-me, por vezes darei-me a ti, mas não confunda a minha ousadia com o meu medo da realidade. Por isso - grande vida- não acredite em levar-me por esse bando, não sou gaivota e nem sou entrelinhas, não posso voar e nem ser o que não sou. Porém, deveras a dor que sinto, é só nessa realidade contrária, mas faço parte da loucura sinistra dentro do eu que existo não existindo. Assim, nada de medo diante da lua pois sou lunática. Nada de gritos pois sou silêncio, nada de pés pois sou uma águia. Claro, nada de realidade ... Sempre, tudo de loucura. Pois cansei dessa mania de ser alguém sem ser, cansei de respirar sem respingar, cansei de comer a vida sem os dentes. Cansei de ser mocinha e não ser rapaz, cansei de ser feliz sem nem amar. Cansei de traduzir sem entender, de desenhar sem colorir, de criar sem imaginar. Dei-me á loucura que faz-me re(nascer) e a um pouquinho de palavras que envolvem-me ao crescer.

sábado, 25 de maio de 2013

Amor de lua.

Hoje estive andando, uma pena, em direção a algum lugar. Na verdade, lugares que confundem essa minha maneira de achar-me dentro de alguma coisa, deixa-me um tanto quanto vazia. In(fundament)áveis conceitos, aceito isso. Só não aceito esse meio a meio com a vida. Não quero nenhum pouquinho de lugares fechados em que não posso achar-me dentro de fora. Já basta esse dentro de mim que acarreta a sorrisos amarelados todas as vezes que lembro-me como posso ser detrás de meu espelho-mascote-quebrado. Sem reticências por hoje (...) Ou um pouquinho delas para acalentar o meu não-fim dessa estória de vida. Estórias fundadas em contos de fada que me são extremamente reais. Mas sem pensar muito, hoje tive que andar num caminho que tem volta. Não sei muito bem o que faz um caminho com volta. Gosto de aventurar-me naqueles que não sei como voltar. Gostinho de aventura pelo que não sei o que é traz-me um gosto de vida pré-matura. Hum, deixe-me ver. Estou com vontade de abraçar meus sonhos sem volta; De permanecer nos caminhos distantes que corroboram-me; De amar num sentido verdadeiro de paixão misteriosa. Mas que pena, estive andando numa direção que sabia a chegada. Digo-lhes, uma outra pena não ter algum tipo de pena, ou mesmo canetas de hoje em dia no bolso e papel em minhas mãos. Sem papel, havia mãos, que seja. Porém, nada do que pudesse me dizer o que meu silêncio estava gritando. O ruído das estrelas não era nada se comparado ao ninar da lua em meus olhos. Respirações voando entre meus pesares lunáticos. Gostaria de me encontrar num lugar meu e nosso. Respirando teus lençóis de manto. Grotesca, sinuosa, pavorosa ... Corroborando meus olhos sutilmente. Buscando minhas forças ao seu deleito incansavelmente maravilhoso. Apaixonando-me por cintilantes e amedrontados gemidos lunáticos, novamente. Apaixonando-me por suas beleza eterna ... Amedrontando-me com teus luzes tão (...) ponderosamente sem nome.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Ilusão.

Chama-me de águia. Grita-me; Suspira!. Estou perto dos teus braços e dos teus olhos brilhantes. Num conto de fadas anestesiantes. Num lugar de sonhos que me delira. Encanta-me. Balança-me. Pode chamar-me de solidão (...) Chamar-me de algo que nem, se quer, sabe o nome. Pode gritar-me em suspiros; Podes trazer-me em chamas derradeiras e que queimão-me as mãos. Podes, agora, segurar essas minhas mãos? Creio que sejas capaz de suspirar em meus ouvidos a sua corrente fina despejando perdão. Não me intimidam essas suas exclamações em forma de versos e esses seus poderes em forma de magia. Pode chamar-se de tempo, mas esse relógio está quebrado. Chama-me de ousadia, assim, estarei entre a loucura, a ilusão e a realidade.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Ela une todas as coisas.

Ela gosta de dormir agarradinha. Gosta de passear e ouvir música bem baixinho. Gosta de ficar sozinha, estar com Deus, está com si; Gosta de tomar cerveja e de acordar tarde. Ela gosta de abraços e muitos beijos; De passear e ficar em casa. Ela é inteligente e sabe de coisas que nem todos sabem. Na verdade, o que ela consegue ver muita gente não pode.Ela conhece a vida ...  É bem mais madura. Ela gosta de ler e prefere estar usando um computador. Se distrai com todo tipo de tecnologia. Ela já sofreu tanta coisa que parece ter que recontar sua história num livro. Ela é carinhosa. Ela é linda. Ela é humilde e tem um coração enorme. Ela é tímida e muitos precisam dela. Ela é uma criança. Ela sabe pedir tudo o que quer. Faz beicinho e não cansa de dar carinho. Ela conhece muita coisa ...  Conhece até a mim muito mais do que eu pudesse imaginar. Ela é baixinha, um pouco maior que eu. Ela tem os braços finos e as mãos também. Ela não tem muita força mas me pega pela cintura de uma maneira que eu nem sei explicar. Ela gostava de meninos, ou achava que gostava ... Ela gosta de meninas. Ela adora usar tênis mas usa salto alto quando saímos juntas. Ela, quando dormimos, coloca a minha cabeça em seu ombro e envolve os seus braços pelo meu pescoço. Ela atura quando eu a acordo miando porque ela me deixou sair dos seus braços. Ela não gosta de lugares com muita gente e prefere uma noite debaixo da coberta bem calminha. Ela tem mel e muitas meninas já acharam que podiam ser donas dela. Que engraçado! Decidiram até mesmo concorrer comigo e ver quem a ganhava. Mas ela não é premio nenhum. Ou melhor, ela é um premio que só eu posso ter. Na verdade, só eu sempre vou ter. Ela é companheira e bem palhacinha; Não sente calor e tudo quer se cobrir. Ela cuida da casa. Não sabe nem lavar uma louça, mas, faz um macarrão que eu nunca havia comido igual. Ela me busca nos finais de semana e me leva no mercado. Ganho doces e energético, quase sempre. Ela faz um rocambole que é muito gostoso mais que dura mais de 1 mês na geladeira. Ela me leva água todas as vezes que eu peço. Ela diz que me ama todas as vezes em que estamos sozinhas. Ela pega na minha mão, me dá selinhos e diz que nunca vai me deixar. Ela me leva para passear e fazemos tudo o que temos que fazer. Ela e busca na faculdade; Minhas amigas adoram ela. Ela foi contra tudo para que me aceitassem. Ela me deu o quarto dela. Um travesseiro. Algumas fronhas cor-de-rosa. Um computador. Cobertores fofinhos. Beijos de boa noite. Ela escreve o meu destino em linhas meio tortas e as conserta todas as vezes. Todos os dias. Ela tem alguns fios brancos que eu acho super sexy; Usa uma aliança linda que eu dei uma semana antes de fazermos um ano de namoro. Ela esperou muita coisa para estar comigo. Ela disse que queria me ver feliz, mesmo se eu ficasse com outra vida e não ficasse ao lado dela. Ela me chamou para conversar e me abraçou. Ela disse que seria só a minha amiga, se eu permitisse. Ela teve um momento bem ruim, mas já passou. Ela namorou seis anos com uma pessoa que eu morro de ciúmes dele. Ela promete me amar todos os dias. Ela faz um amor comigo que nunca ninguém conseguiu. Ela quer morar comigo, está até procurando casa para casarmos. Ela me tem um cofrinho que vamos juntar para comprar nossa televisão nova. Ela diz que me ama todas as vezes, por isso tenho que repetir. Ela não gosta muito de ver novelas e eu sou meio viciada. Ela gosta de MPB e de pagode, mas aceita eu gostar da Dulce e ir ao aeroporto atrás dela. Ela até ajudou a tornar meu sonho realidade. Ela gosta de tudo que eu escrevo, até chora. Falando em chorar, ela chora por tudo ... até em comercial de pasta de dente. Eu fico rindo da cara dela e me dá vontade de morder ela inteirinha. Ela tem uma boca linda e uns olhos muito brilhantes. Ela é uma menininha. Ela é uma mulher. Ela me faz cócegas todas as vezes. Ela me faz ficar deitada todo final de semana sem fazer nada. Ela tem uma mãe que gosta de mim mas que as vezes fica meio irritada por eu ser a namorada da filha dela. Ela tem uma afilhada que me chama de tia e adora ficar do meu lado o dia inteiro. Ela conquistou a minha família e a minha mãe adora ela. Meu pai então, nem se fala. Até meu padrasto que eu não falo muito bem disse que a adora do fundo do coração. Ela faz tudo que eu peço com manha, é só fazer beicinho e olhar para cima. Ela sabe até a minha expressão mesmo do outro lado da linha. Ela põe crédito no meu celular e me leva para jantar. Ela já foi a minha chefe duas vezes. Ela faz as contas para mim e consegue fazer todos as contas de números super difíceis em questão de segundo. Ela diz que é forte porque sabe trocar lâmpada e carregar peso ... mas ela é tão menininha que não pode ler uma carta e já se põe a chorar de soluçar. Ela não quer engravidar mas quer que eu engravide e dê um filho para ela. Uma filha, um filho e vamos adotar um cachorrinho lá no suipa. Ela é tudo na minha vida. Ela é meu pronome pessoal do caso reto. Ela é meu pronome possessivo. Ela é a minha história recontada do avesso. Ela é a minha inspiração e consegue me fazer chorar em questão de segundos. Sorrir também. Ela, na verdade, me faz sorrir toda hora. A mãe dela adora falar besteira e eu fico toda vermelha. Ela tem poucos amigos mas os que têm são super legais. Os meus amigos dizem que ela foi um achado e igual a ela não existe. Ela é minha, só minha e toda minha. Ela não é de ninguém, só minha. Ela sempre vai ser minha. Ninguém vai concorrer comigo para ganhar ela, porque ela é só minha. Ela vai casar comigo, de papel e tudo. Ela me empresta até as roupas, os sapatos e as maquiagens dela. Ela é minha mulher, minha menina e minha gatinha. Ela é minha amorinha, minha linda.
Eu sou a criancinha dela ... só dela, sempre só dela.
Feliz 1 ano e 1 mês, meu amor. Eu te amo!
Eu sou a criancinha dela

terça-feira, 7 de maio de 2013

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Tem vezes que existir não é muito confiável. Por isso, esta noite, silêncio, sou sua, apenas sua. Abrace-me pelo pescoço e não deixe-me respirar. O vento, o amanhã e o sorriso não me são reais. Vivo de dores mal fundadas e cortes profundos. A felicidade nem é ...

Sem.

Meus braços estão atentos.
Sem carinho,
Sem destino,
Sem perdão.

Meus olhos cachoeiras,
Dor do frio,
Do vento,
Da decepção.

Minhas lágrimas tão hostis
Viraram gelo,
Viraram vento,
Viraram Adeus.

Nesta dor ...
Irreverente,
Incontente
Crescente

Viro pedra ... sem caminho.
Sem amor, sem destino.

Alguém?

Eu chorei; Chorei em desalento quando as mãos quiseram-me dar Adeus. Pouco sei sobre mim, todos devem saber. Muito sei sobre a solidão. A felicidade, se tão real fosse, seria e não estaria aqui. Mas o tempo passa ... Junto revela meus passos escorregadios. Mas eu choro. Choro em pranto, em desalento, em desespero. Lá fora está o mundo e aqui dentro, está o princípio dessa minha morte tão real. Não queria fincar meus pés no chão.Assim, voltei para essa realidade tão difícil. Mas vou fechar meus olhos. Pena que terei que abri-los quando a manhã chegar. Mas e se (...) a manhã não chegar? Talvez a minha força seja pequena o suficiente para conseguir contornar meus gritos desesperado de dor. Assim, meu corpo implora para que gemidos de dor não saiam mais. Isso mesmo! Se bem que gemidos transformados em silêncio fazem parte de minha noite. Eu não queria mais vida ... Talvez por ser tão diferente e não saber ser. Talvez em não encontrar o que eu preciso ser. Mas eu, nessa tremenda ousadia, queria não estar mais aqui. Pena que não tenho coragem de fazer ... Sem ninguém que enxugue algumas lágrimas de sangue. Aquele beicinho pedindo beijinho. Aquele corpo pedindo abraço. Num completo vazio me desmancho nesta noite mal vivida. Neste dia tão infame, minhas lágrimas correm desesperadas pelo meu rosto que já consegue ficar inchado. Pois não, eu quero apenas o silêncio, ou mesmo, apenas o barulho dessas teclas que misturam-se com o tic tac daquele relógio da escrivaninha. Meu corpo adormece molhado, pena que não é de chuva. Nada mais hostil que lágrimas criadas por (in)felicidades que apavoram o meu corpo. Eu não queria chorar, mas chorei. Eu não queria viver, mas vivi. Eu não queria respirar, mas respiro.

Verdades;

Na verdade, nada de verdade eu sei. Sei apenas que eu, tão inerte a tudo o que eu sinto, estou aqui. Aqui, implorando por meio tipo de lágrimas contorcidas pelo silêncio. E a realidade me é tão dolorida que desempenho meu papel de fraca frente a vida. Não sei mais o que dizer; O que saber; Não sei muito menos o que e como respirar. Sinto-me num precipício, assim, como antigamente.Num antigamente repleto de não, de sim ou mesmo de Talvez. Na verdade, estou repleta de medos angustiantes proveniente desses fantasmas tão (...) pavorosos. Olhe só, eles voltaram. Perceba em mim o uivo do vento que assopra e geme em meus ouvidos. Eu não quero acordar.

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Ajoelhei em frente a noite. Fincada em minha mão um pouco de ousadia, ou quem sabe, um pouco de criaturas. Fantasma eu vejo aos montes. Assombrosos fantasmas arrepiantes. Mas eu, sou tão fraca. Sim, sou realmente tão fraca que nem se quer consigo dar Adeus a minha fraqueza. Na verdade, vou dar adeus a minha fraqueza.

Linhas tortas do destino.

Tudo está errado. Sim, está tudo errado. Que mania feia de esconder-me num meio que não é meu. Que mania feia tenho de escrever sobre mim em linhas tão tortas e tão submissas. Ai ai, digo novamente que tudo está errado. Esse caminho está tão (...) Deixe-me ver. Torto! Estou toda torta. Toda feita de sorriso meio complicado. Feita de lágrimas meio escandalizadas. Feita de poeiras meio molhada. Estou assim, um minuto se quer tendo a consciência de quem sou. Na verdade, não posso dizer quem eu sou. Na verdade, não posso porque nem eu mesma sei. Podem entender isso? Lembrem-se que estou em caminhos tortos. Linhas tortas, para ser mais exata. Nada de lágrimas, pelo menos por hoje. Já estou em repleta de furos enigmáticos dentro de mim. Sim, isso mesmo. Estou caindo para o lado em que não posso segurar-me de maneira nenhuma. Queria, ao menos hoje, decifrar os pavorosos monstros que vira e mexe reviram dentro do que chamo de mim. Que coisa estranha, estou num caminho que não entendo e não encontro. Isso mesmo! Não me entendo agora. Estou tão errada - mesmo sem saber o que é ser errada - por isso, queria sumir um pouquinho de dentro de mim. Fechar os olhos, assim, queria apenas fechar os olhos e dormir sempre. Sempre (...) para um sempre determinado pelas ousadia do tempo. Ele, tão encarregado em mostrar-me o que eu sou, desvia-me do presente parecer. Assim, apareço-me num ponto de escuro. Atrás das montanhas que eu sempre criei. Atrás dos pesadelos de que nunca acordei. Atrás de mim, escondida em mim. Preciso libertar-me de mim.

Sem nada.



Esta noite sou apenas eu. Apenas eu. Talvez com o coração pequeno demais para respirar em intensidades normais. Desastroso, Desesperado; Desanimado. Retraído  demais para chocar-se entre os lindos e perfumados campos dos sonhos. Mas, esta noite, nem ele mesmo gostaria de estar comigo. Na verdade, nem eu mesma quero estar comigo. Por isso, estou de olhos fechados. Pode ser que ninguém acredite – não precisa acreditar mesmo -  meus olhos não consegue abrir por muito tempo. Talvez seja essa minha vontade de não estar aqui. Verdade, essa verdade de vontade de voar para longe. Voar? Talvez. Talvez nem saiba o que posso fazer nesse meio tempo de vida. Na realidade, prefiro não estar mais aqui. Meus olhos me são infiéis; Meu ouvidos me são traidores; Minha boca não mais é minha amiga. O mundo virou-me as costas quando decidi ser feliz. Que engraçado. Torpe demais para ser levado a sério. Escandaloso demais para estar em algum âmbito relacionado ao certo. Ora, ora. Meus queridos (...) Não mais aqui poderiam sentir que a vida é pequena. Curta. Toda quebradinha.  Não p
ensem que estar aqui não me é um sacrifício. Às vezes, quem sabe, eu não consiga chegar ao lugar das normais fundamentadas em conceitos que são todos certos. Na verdade, estão todos certos. Eu estou completamente errada em tentar ser feliz. Bom, conhecendo esse ponto de vista no qual eu entro, posso realmente dizer o caminho da felicidade? Mas não, não posso. Sou diferente de você e isso afeta o seu sorriso. Sou diferente de você e isso afeta seus princípios. Estaria eu, pedindo para que não me coloques no caminho do certo? Entre meios termos dos quais ninguém estava perto para discernir ... O certo e o errado caminham de mãos tão grudadas que não sei diferenciar em qual caminho estou. Você sabe qual o caminho certo? Só um momento, antes que me responda. Gostaria de saber quem ditou o certo e o errado. Se a sua resposta for Deus ... Diga-me porque o certo e o errado lhe constrangem tanto a ponto de destruir o sorriso de outro por achar que tem em suas mãos esse poder. Desculpe ... o Deus em que acredito, acredita em minha felicidade. Sabe, Deus?! Gostaria de saber porque me trouxe aqui. Gostaria de saber porque deu-me todas essas coisas se nada posso fazer. Esse todo que eu tenho dentro de mim que nada dialoga com o certo dos que lhe seguem. Desculpe-me. Eu não gostaria mais de estar aqui. Gostaria que pudesse me levar esta noite ... Se não puder nesta, espero amanhã, quem sabe. Se puder agora e quiseres trazer-me de volta, estou a sua disposição. Afinal, sou tão inteiramente sua que já dizem que preciso seguir o que foi escrito com as mãos dos que estiveram ao seu lado. Ora, meu Deus. Se estou tão errada a ponto de ganhar desprezo, porque trouxe-me aqui, sem fim? Gostaria de finalizar a minha hospedagem nessa terra? Gostaria de fazer um pedido, se pudesse. Gostaria de ver pela última vez a lua. Aquela com quem a companhia me fez sentir tão lunática. Então, gostaria de fazer uma carta de despedida a todos aqueles que me acham errada. Se bem que, eles sabem que sou tão errada que não deveria estar aqui, na verdade. Pode ser (...) Eu espero que leve-me entre as suas asas (...) As minhas eu cortei e joguei pela janela. Eram brancas e estavam tão sujas de sangue que resolvi descarta-las de minhas costas. Desculpe, para que deu-me asas se não pude usá-las um minuto se quer? Elas estavam manchadas de suor, sangue e lágrimas. Junto, foi aquele espelho que acompanhou a minha fraqueza. Junto foi a respiração que não aguentou um minuto se quer. Junto foram os sorrisos tão errados no meio de tanta gente que detêm a coisa certa. Eu até tentei voar no começo, mas, infelizmente, cortei minhas asas.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

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A gente tenta sorrir.
A noite chega;
Nos faz chorar.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Linhas tortas.



Minhas mãos corroboram o sentido da verdade
Inútil – engraçada – desesperada
Diante do sorriso morto
Fincado, cravejado, arrepiado.
                                                  
Numa pontinha de mentiras
Desmancho-me em véu
Como uma princesa viva
Descendo, subindo, caindo.

O vento a levou – levou-me, talvez.
No escurecido quarto hostil
Criado e escondido
Protegido, pretendido, crescido.

Prestem bem atenção,
Eu sou o tempo que passa a toa
Sou a verdade que mentira fora
Sou o pedaço amassado de pão.

Pois em linhas tortas me escrevo
Sem vírgulas e/ou respiração
Levando a verdade morta
Aos que retiraram minha mão.

A caveira enalteceu
Sem pudor, sem amor
A princesa, enfim, cresceu
A mentira criou,
Falhou.

Parar-me-ei por aqui
Diante de minhas linhas
Nada sou de verdade
Nada és de mentira