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quarta-feira, 20 de março de 2013

Nossa ilha.

Ficarei em um cantinho; Pequenininho assim, como eu. Ficarei voando alto ... voando, por onde nem sei. E, querida princesa, nessa ilha quero me doar. Nessa ilha quero dormir, comer, andar e amar. Porém, nem sempre eu consigo nada disso. Pareço uma criança, sem poder, sem domínio.Nessa ilha minha, vou pedir você. Assim, você sem grandes coisas, só você. Você sem roupa ... você inteira. Quem sabe, me torno mulher. Sem maldade, de desejo. Quero assim, só minha sem discussão. Navegarei em teus lábios, assim, só de emoção. Mas, querida princesa, nesse pequeno cantinho pequenininho, não me quero sozinha.  Voarei contigo, entre as nuvens. Assim, bebê. Livres como palavras sem sentido que sobrevoam nossas cabeças; Cabeças de mente, de ideias, de sentimento. Vamos entrar em nossa ilha, agora? Gostaria muito de afastar-me do tempo. Gostaria muito de ser sua sem um minuto a menos. Gostaria muito de ser livre sem temer. Assim, num assim próprio dos sim(s) que damos para a vida, gostaria de ficar aqui. Só ... só com você, meu amor.

terça-feira, 19 de março de 2013

Palavras ca(i)dentes.

Noites escritas num simples e pequeno pedaço de papel. Nem papel, nem caneta. Nem tinta, nem sorriso, nem lágrimas, nem lua. Um nada esvaziado de um tudo caquético. Mancando de pernas que sustentam o sono mal dormido. Perdida em algum lugar que nem existe. Existe, ora ora, entre os gemidos escritos nessa noite sem caneta e sem papel. Tudo entre linhas imaginárias e, que coisa, todas retas e uma ao lado da outra. Sem garranchos, sem apagões, sem rabiscos (...) sem vida. Num formado ladrilhado, vestindo o tempo em vestes azul-turquesa. Como estás, tempo perdido? Colorido em preto e branco. Mas os pés soltaram-se das palavras que me caem sem motivos, ou, com algum motivo doentio que me faz enlouquecer de vida vazia. Cruzei meu céu perdido, correndo entre os raios que chocam-se no silêncio. Mas por que, silêncio? Estou tão firmemente procurando-te ao meu lado que nem sei o porquê de querer comparar-me a ti. Que triste ... palavras me caem sem que eu possa pegá-las (...) assim como os grãos da areia em minhas mãos (...) assim como a vida que me é retirada junto do ar. Estou aqui, vida, podes retirar-me daqui.

Shiu.

Teu céu está negro;
Mas quem disse, crianças, que céu preto é do mal?
Mas meu céu está negro;
As luzes se apagaram.
Mas o vento corre;
Desperto no silêncio.

O tempo olha por trás das dores.;
Ensinando a ferocidade da lágrima;
Marcando na terra molhada;
De chuva; De lágrimas; De suor.

Minha canção trava (...) Sem medo de escuros.
De tranquilidade imbatível;
De vômitos enaltecidos;
De tremor congelado.

Mas nessa noite mal chorada,
O céu está negro
E dizem que assim é mal.
Mas mal ... é o silêncio.

Silêncio que desaba meus sonhos (...) Desaba meu porto.
Silêncio que transforma o tempo (...) Desafia o vento.

Silêncio que parece de criança, parada no tempo.
Sem muito o que falar e tudo o que sentir.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Noite nossa.

Não há mais espaço para o vento - gelado, úmido e sem vida - caindo sobre meus pés. No tempo congelante as luzes se apagam e as luzes dos raios estremecem nosso beijo feroz. Agora, vamos dançar no sonho da noite capturado pelo corpo quente. Ferozmente, te ensinarei como amar com o corpo. Aqui, vamos voar pelas frestas dos nossos gemidos que correm pelas ruas vazias. Assim, não solte meu corpo. Vamos brindar a paixão em taças de sangue misturados pelo desejo. Agora, não vamos ter medo do tempo. Estaremos voando atrás da bruma tranquila que quer contar uma história a nós. Vamos cantar nossa música e segurar nossas rosas pelas mãos. Vamos pisar na terra molhada com pés macios e quentes, envolvendo as lágrimas secas de paixão que envolve nossa alma e o nosso amor desesperado, pedindo abrigo, pedindo desvios. Não vamos perder o sono para não viver em sonhos. E, nessa noite, vou sentir você. E nessa noite, vamos dançar perto da lua. Me deixe, então, sentir você. Vou deitar em seu corpo macio de desejo Então, me olhe esta noite. Sou tua de corpo e alma.

sexta-feira, 15 de março de 2013

quarta-feira, 13 de março de 2013

Lambança.

Exagerada de "lambância"
De lambuzar-me por inteira
De irrigar-me com teu pranto
De pendurar-me em limoeiras.

Como num cantinho exaltado
Debaixo de árvores tão floris
Sou uma lambuzadora de sorrisos
Sou uma folha em ramo hostil.

Mas num chorar bem estridente
Faço-me rainha em lambanças
Enlambuzada de vida;
Retorno em meio à esperança.

Porém ... delirante e mal amada
Lambuzo-me de areia bem cortante
Empoeirada de morte ... a vida
Ambas fazendo-me eterna criança.

Pena de escrever.

O silêncio assume esta noite mal chorada. A lua esconde-se entre as nuvens que, essa hora, já adormeceram. Restou apenas a mim, o silêncio do vento e a sombra de minha caneta falhada. A tinta não me é eterna; Eterna (...) Assim como o sorriso não é nada transparente essa noite.Contudo, em linhas avermelhadas escrevo meu pranto. E, gostaria de ter agora um pedacinho de pena que pudesse desenhar meu abandono. De uma pena; Pena qualquer de uma águia que lhe voa. Pena do canário que em gritos em sua gaiola o ecoa. Pena da pena do perdedor; Pena do perdedor que não merece pena. Pena de mim que pena o que sou. Pena de pensar o vazio em que estou. Pena de chorar o vazio desta noite. Pena de ler o verso escondido que me sobrevoa. Pena de sentir-me exagerada por estar aqui; Pena de lamentar o quão de sentidos me é destroçado.

Conflitos.

Em conflito comigo, digo-me que não ando nada bem Digo estar n um espalho espelhado em que me faz chorar o que não me convém. Numa estrada assim (...) sem caminho algum. Eu poderia não passar por nada que fizesse-me sofrer. Infelizmente, afogo-me entre gemidos que me fazem esconder-me de mim. E é pavoroso sentir-me pisoteada por meus pés, cambaleando tanto que de mim e em mim nada consegue seguir ou mesmo sobreviver.

Olhos fechados.

Ela abriu os olhos. Abriu num sentido inato como se fosse a primeira vez. Nada de desvios e sorrisos falsos para a vida enormemente armada. Assim, monstruosa por dúvidas e completa por medos cruéis.
Abriu os olhos como se a vida lhe escolhesse; Como se o sol a lambesse; Como se a lua a movesse.
Abriu os olhos, embaralhada pelos sonhos; Embrulhada pelos tons; Incrementada pela luz.
Mesmo assim, o coração em desespero, quase num súbito entrou num desespero cruel; Transformou-se em máquina progredida e disfarçada em desejos meramente bons. Novamente em desespero para sair pela boca. Podendo, assim, num abrir de olhos, cruzar além do que poderia. Ser criança e ser menina; Ser tinta e ser escrita. Para além do que era do que será, contornar as linhas de uma imaginação que surpreende-se ao olhar. Assim, pedaços de alucinações em círculos entreabertos, revigoram o poder de chorar-se em desalento. Este poder em viajar-se em si e reviver-se em outra.
Assim, ela abriu os olhos na esperança de sorrir. Ela abriu os olhos na esperança de sentir. Ela abriu os olhos na esperança em não cair. E, nessa louca viagem em si, descobriu-se amante mal amado; E nesse espaço de tempo seus olhos chorados, lacrimejaram. Assim, novamente, ela fechou os olhos na esperança de não abrir. Ela fechou os olhos sem motivos para sorrir.

Colo.

Eu só queria deitar em seu colo e dormir. Não! Melhor; Eu gostaria de deitar-me em teus braços e fechar meus olhos. Assim, calma. Assim, tranquila e sem voz. Pode ser assim, só no silêncio irradio da noite, me debruçar em teu peito e chorar lágrimas de vazio. Ora,ora, minha querida amante. Eu só queria que me abraçasse com teus braços macios e dissesse que estaria comigo mesmo com todos os maus elementos que nos trazem e não querem nos deixar aqui. Assim, de introspectiva a alucinadora, peço que tuas mãos não soltem as minhas mais. Assim, vazia como a noite que persegue os meus poderosos medos. Por isso, não me persiga com abusivos comentário de lua cheia quando a lua estiver vazia. Não me deixe sorrir quando minha alma decidir chorar. Não me deixe partir quando minhas pernas quiserem andar. Assim, deixe-me dormir um pouquinho em teus braços essa noite (...) Não consigo abrir meus olhos.

Eu de ser.

Eu só queria chorar um pouquinho. Assim, nada demais. Só queria me lamentar um pouquinho ou deitar em meus próprios braços. Dói ver-me cansada por corpo que torna-se substância e alma que se traduz em desejos incorpóreos de mim. Se eu dormir um pouquinho, a alma que cresce em mim descansaria um pouco? Senão, não há motivos para descansar agora; Encontrando motivos para descansar para um sempre.- Sempre eterno de sentir-se eternamente descansada-. Queria, nesta manhã ensolarada que me dói dentro, gritar dentre as nuvens que desapareceram no céu. Em certas vezes, acreditei que pessoas que estivessem aqui sem ao menos estar. Dialogar com aquele que não está aqui; Dialogar com aquilo inadequado que está aqui. Fora ou in/des/fora. Nada assim, tudo assim. Medo de medo misturado a vontades tardias de tentar vida uma vida apertada de felicidade. Não adianta! Gritos não consegue resolver essa total descrença em saber o que sou ou que tentei-me ser. Essa alma, separada de um corpo que dorme arredio esta manhã, não sobrevive a uma vida ilusório que me estende as mãos. Assim, eu de não ser eu. Eu de tentar ser o que não consigo ser. O outro que me tenta fazer ser o que não quero ser ... Que grande ironia do destino, meus caros amigos imaginários.Ai ai, esse momento de me escrever confunde tanto o que sou que nem ao menos me sinto aqui, neste lugar. Mais que amor, mais que paixão ... mais que ousadia misturada a dor de não ser o que querem que seja ... Olhe que coisa estranha, meu querido espelho. Queria ver-me da maneira que sou, completamente. Queria ver-me mesmo que meus olhos estejam tortos, minha boca não abra mais e minhas mãos estejam fragmentadas em espaços vazios; Vazios, assim como meu corpo não inere-se em alma. Alma nenhuma que se foi junto de minha imagem destorcida e apavorada desse poder de ser o que não sou nenhum eu do que tentei ser.

Entre o bem e o mal.

Permita-me dialogar com o vento; Deixe-me fugir para florestas encantadas. Não me quero ser mais.Que deselegante, menina. Gostaria apenas de sumir um pouco. Gostaria mesmo! Se eu permitir-me dançar com as nuvens, ensaiaria o momento mais mágico de uma noite encantada. Debaixo de sua lua, debaixo do pinheiro dançante nas noites mágicas de natal. Farei um gesto para que vejam o quanto a lua cabe dentro de minha mão tão pequena. Adormecendo diante da montanha, verei o farol detrás dela, para mostrar-te que diante da estrada, o vento me carrega junto do sorriso transparente de paz. Em sons, vejo a fumaça saindo pelo canto do sorriso que molha da chuva que cai lá fora. Lá fora de dentro de mim. Feche os olhos, estou acordada diante da noite. Quando anoitecer, me dê outro farol para iluminar o cume de montanhas imaginárias. Vou esperar um pouco da minha vida, ler um  livro o atrás do que esqueci. Criando o vento que leva meu corpo para o infinito rodeado de prazer. Como um conto de fadas, escrevendo um livro da historia que pode ser escrita. Com o vento próprio de mim. Alianças constantes entre o meu real e o meu irreal; Transformando irrealidade em realidade entrelaçada ao bem e ao mal.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Te amo.

Eu gosto dos teus olhos brilhantes. Gosto do teu sorriso iluminado. Gosto da tua boca carnuda; Do teu cheiro perfumado. Sinto que sou tua menina, às vezes, quase sempre, tua mulher. Acometida nos teus braços macios, no desejo, no ardor que não achei em qualquer. Não são palavras o suficiente, não sei bem, não sei o que saber (...) Sei que quando cai a noite eu só quero você. Contudo, jogo-me em teus braços, para assim, ouvir de tua boca cálida o som do amor. Porém , nenhuma rima, nenhum verso, nenhuma melodia pode dizer-te: Dizer-te o quanto eu te quero e te desejo ao anoitecer. Por isso, minha mulher, não mais penso em chamar-te de menina. Talvez quando entristece em meu colo, acometida em lágrimas pueris. Minha menina, tão menina e tão minha mulher. Quando a noite chega, o mundo torna-se um uivo de lobo numa noite qualquer. A lua, tão minha lunática, ilumina nosso corpo, transformando-os em tão completa arte. E nessas tuas mãos macias, dou-me com toda a alma, assim, podes cuidar e amar todas as minhas partes. Eu te amo e quero te amar. Quero ser a tua mulher, navegar nesse teu mar. Fazer amor diante da chuva, da lua, do calor. Molhar-nos com o suor de nossos corpos que trazem-nos ardor. Paixão movida a amor, nossos lábios finos e nossas mãos pequenas misturam-nos ao poder que tem nosso coração.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Noite.

Quando a noite cai,
Teus lábios me alcançam
Configuro-me em ti,
Uma eterna criança.

Mas na noite enluarada falhei
Debaixo dos lençóis me perdi
Fiz-me tua diante de ti,
Enroscada por teus olhos rubi

Noite, grande noite.
De desejos escondidos,
Sonhos criados,
Amores, pecados.

Fiz-me tua debaixo dos cobertores,
Indo para lá e para cá no céu,
Aquele de grandes amores.