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sábado, 25 de maio de 2013

Amor de lua.

Hoje estive andando, uma pena, em direção a algum lugar. Na verdade, lugares que confundem essa minha maneira de achar-me dentro de alguma coisa, deixa-me um tanto quanto vazia. In(fundament)áveis conceitos, aceito isso. Só não aceito esse meio a meio com a vida. Não quero nenhum pouquinho de lugares fechados em que não posso achar-me dentro de fora. Já basta esse dentro de mim que acarreta a sorrisos amarelados todas as vezes que lembro-me como posso ser detrás de meu espelho-mascote-quebrado. Sem reticências por hoje (...) Ou um pouquinho delas para acalentar o meu não-fim dessa estória de vida. Estórias fundadas em contos de fada que me são extremamente reais. Mas sem pensar muito, hoje tive que andar num caminho que tem volta. Não sei muito bem o que faz um caminho com volta. Gosto de aventurar-me naqueles que não sei como voltar. Gostinho de aventura pelo que não sei o que é traz-me um gosto de vida pré-matura. Hum, deixe-me ver. Estou com vontade de abraçar meus sonhos sem volta; De permanecer nos caminhos distantes que corroboram-me; De amar num sentido verdadeiro de paixão misteriosa. Mas que pena, estive andando numa direção que sabia a chegada. Digo-lhes, uma outra pena não ter algum tipo de pena, ou mesmo canetas de hoje em dia no bolso e papel em minhas mãos. Sem papel, havia mãos, que seja. Porém, nada do que pudesse me dizer o que meu silêncio estava gritando. O ruído das estrelas não era nada se comparado ao ninar da lua em meus olhos. Respirações voando entre meus pesares lunáticos. Gostaria de me encontrar num lugar meu e nosso. Respirando teus lençóis de manto. Grotesca, sinuosa, pavorosa ... Corroborando meus olhos sutilmente. Buscando minhas forças ao seu deleito incansavelmente maravilhoso. Apaixonando-me por cintilantes e amedrontados gemidos lunáticos, novamente. Apaixonando-me por suas beleza eterna ... Amedrontando-me com teus luzes tão (...) ponderosamente sem nome.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Ilusão.

Chama-me de águia. Grita-me; Suspira!. Estou perto dos teus braços e dos teus olhos brilhantes. Num conto de fadas anestesiantes. Num lugar de sonhos que me delira. Encanta-me. Balança-me. Pode chamar-me de solidão (...) Chamar-me de algo que nem, se quer, sabe o nome. Pode gritar-me em suspiros; Podes trazer-me em chamas derradeiras e que queimão-me as mãos. Podes, agora, segurar essas minhas mãos? Creio que sejas capaz de suspirar em meus ouvidos a sua corrente fina despejando perdão. Não me intimidam essas suas exclamações em forma de versos e esses seus poderes em forma de magia. Pode chamar-se de tempo, mas esse relógio está quebrado. Chama-me de ousadia, assim, estarei entre a loucura, a ilusão e a realidade.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Ela une todas as coisas.

Ela gosta de dormir agarradinha. Gosta de passear e ouvir música bem baixinho. Gosta de ficar sozinha, estar com Deus, está com si; Gosta de tomar cerveja e de acordar tarde. Ela gosta de abraços e muitos beijos; De passear e ficar em casa. Ela é inteligente e sabe de coisas que nem todos sabem. Na verdade, o que ela consegue ver muita gente não pode.Ela conhece a vida ...  É bem mais madura. Ela gosta de ler e prefere estar usando um computador. Se distrai com todo tipo de tecnologia. Ela já sofreu tanta coisa que parece ter que recontar sua história num livro. Ela é carinhosa. Ela é linda. Ela é humilde e tem um coração enorme. Ela é tímida e muitos precisam dela. Ela é uma criança. Ela sabe pedir tudo o que quer. Faz beicinho e não cansa de dar carinho. Ela conhece muita coisa ...  Conhece até a mim muito mais do que eu pudesse imaginar. Ela é baixinha, um pouco maior que eu. Ela tem os braços finos e as mãos também. Ela não tem muita força mas me pega pela cintura de uma maneira que eu nem sei explicar. Ela gostava de meninos, ou achava que gostava ... Ela gosta de meninas. Ela adora usar tênis mas usa salto alto quando saímos juntas. Ela, quando dormimos, coloca a minha cabeça em seu ombro e envolve os seus braços pelo meu pescoço. Ela atura quando eu a acordo miando porque ela me deixou sair dos seus braços. Ela não gosta de lugares com muita gente e prefere uma noite debaixo da coberta bem calminha. Ela tem mel e muitas meninas já acharam que podiam ser donas dela. Que engraçado! Decidiram até mesmo concorrer comigo e ver quem a ganhava. Mas ela não é premio nenhum. Ou melhor, ela é um premio que só eu posso ter. Na verdade, só eu sempre vou ter. Ela é companheira e bem palhacinha; Não sente calor e tudo quer se cobrir. Ela cuida da casa. Não sabe nem lavar uma louça, mas, faz um macarrão que eu nunca havia comido igual. Ela me busca nos finais de semana e me leva no mercado. Ganho doces e energético, quase sempre. Ela faz um rocambole que é muito gostoso mais que dura mais de 1 mês na geladeira. Ela me leva água todas as vezes que eu peço. Ela diz que me ama todas as vezes em que estamos sozinhas. Ela pega na minha mão, me dá selinhos e diz que nunca vai me deixar. Ela me leva para passear e fazemos tudo o que temos que fazer. Ela e busca na faculdade; Minhas amigas adoram ela. Ela foi contra tudo para que me aceitassem. Ela me deu o quarto dela. Um travesseiro. Algumas fronhas cor-de-rosa. Um computador. Cobertores fofinhos. Beijos de boa noite. Ela escreve o meu destino em linhas meio tortas e as conserta todas as vezes. Todos os dias. Ela tem alguns fios brancos que eu acho super sexy; Usa uma aliança linda que eu dei uma semana antes de fazermos um ano de namoro. Ela esperou muita coisa para estar comigo. Ela disse que queria me ver feliz, mesmo se eu ficasse com outra vida e não ficasse ao lado dela. Ela me chamou para conversar e me abraçou. Ela disse que seria só a minha amiga, se eu permitisse. Ela teve um momento bem ruim, mas já passou. Ela namorou seis anos com uma pessoa que eu morro de ciúmes dele. Ela promete me amar todos os dias. Ela faz um amor comigo que nunca ninguém conseguiu. Ela quer morar comigo, está até procurando casa para casarmos. Ela me tem um cofrinho que vamos juntar para comprar nossa televisão nova. Ela diz que me ama todas as vezes, por isso tenho que repetir. Ela não gosta muito de ver novelas e eu sou meio viciada. Ela gosta de MPB e de pagode, mas aceita eu gostar da Dulce e ir ao aeroporto atrás dela. Ela até ajudou a tornar meu sonho realidade. Ela gosta de tudo que eu escrevo, até chora. Falando em chorar, ela chora por tudo ... até em comercial de pasta de dente. Eu fico rindo da cara dela e me dá vontade de morder ela inteirinha. Ela tem uma boca linda e uns olhos muito brilhantes. Ela é uma menininha. Ela é uma mulher. Ela me faz cócegas todas as vezes. Ela me faz ficar deitada todo final de semana sem fazer nada. Ela tem uma mãe que gosta de mim mas que as vezes fica meio irritada por eu ser a namorada da filha dela. Ela tem uma afilhada que me chama de tia e adora ficar do meu lado o dia inteiro. Ela conquistou a minha família e a minha mãe adora ela. Meu pai então, nem se fala. Até meu padrasto que eu não falo muito bem disse que a adora do fundo do coração. Ela faz tudo que eu peço com manha, é só fazer beicinho e olhar para cima. Ela sabe até a minha expressão mesmo do outro lado da linha. Ela põe crédito no meu celular e me leva para jantar. Ela já foi a minha chefe duas vezes. Ela faz as contas para mim e consegue fazer todos as contas de números super difíceis em questão de segundo. Ela diz que é forte porque sabe trocar lâmpada e carregar peso ... mas ela é tão menininha que não pode ler uma carta e já se põe a chorar de soluçar. Ela não quer engravidar mas quer que eu engravide e dê um filho para ela. Uma filha, um filho e vamos adotar um cachorrinho lá no suipa. Ela é tudo na minha vida. Ela é meu pronome pessoal do caso reto. Ela é meu pronome possessivo. Ela é a minha história recontada do avesso. Ela é a minha inspiração e consegue me fazer chorar em questão de segundos. Sorrir também. Ela, na verdade, me faz sorrir toda hora. A mãe dela adora falar besteira e eu fico toda vermelha. Ela tem poucos amigos mas os que têm são super legais. Os meus amigos dizem que ela foi um achado e igual a ela não existe. Ela é minha, só minha e toda minha. Ela não é de ninguém, só minha. Ela sempre vai ser minha. Ninguém vai concorrer comigo para ganhar ela, porque ela é só minha. Ela vai casar comigo, de papel e tudo. Ela me empresta até as roupas, os sapatos e as maquiagens dela. Ela é minha mulher, minha menina e minha gatinha. Ela é minha amorinha, minha linda.
Eu sou a criancinha dela ... só dela, sempre só dela.
Feliz 1 ano e 1 mês, meu amor. Eu te amo!
Eu sou a criancinha dela

terça-feira, 7 de maio de 2013

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Tem vezes que existir não é muito confiável. Por isso, esta noite, silêncio, sou sua, apenas sua. Abrace-me pelo pescoço e não deixe-me respirar. O vento, o amanhã e o sorriso não me são reais. Vivo de dores mal fundadas e cortes profundos. A felicidade nem é ...

Sem.

Meus braços estão atentos.
Sem carinho,
Sem destino,
Sem perdão.

Meus olhos cachoeiras,
Dor do frio,
Do vento,
Da decepção.

Minhas lágrimas tão hostis
Viraram gelo,
Viraram vento,
Viraram Adeus.

Nesta dor ...
Irreverente,
Incontente
Crescente

Viro pedra ... sem caminho.
Sem amor, sem destino.

Alguém?

Eu chorei; Chorei em desalento quando as mãos quiseram-me dar Adeus. Pouco sei sobre mim, todos devem saber. Muito sei sobre a solidão. A felicidade, se tão real fosse, seria e não estaria aqui. Mas o tempo passa ... Junto revela meus passos escorregadios. Mas eu choro. Choro em pranto, em desalento, em desespero. Lá fora está o mundo e aqui dentro, está o princípio dessa minha morte tão real. Não queria fincar meus pés no chão.Assim, voltei para essa realidade tão difícil. Mas vou fechar meus olhos. Pena que terei que abri-los quando a manhã chegar. Mas e se (...) a manhã não chegar? Talvez a minha força seja pequena o suficiente para conseguir contornar meus gritos desesperado de dor. Assim, meu corpo implora para que gemidos de dor não saiam mais. Isso mesmo! Se bem que gemidos transformados em silêncio fazem parte de minha noite. Eu não queria mais vida ... Talvez por ser tão diferente e não saber ser. Talvez em não encontrar o que eu preciso ser. Mas eu, nessa tremenda ousadia, queria não estar mais aqui. Pena que não tenho coragem de fazer ... Sem ninguém que enxugue algumas lágrimas de sangue. Aquele beicinho pedindo beijinho. Aquele corpo pedindo abraço. Num completo vazio me desmancho nesta noite mal vivida. Neste dia tão infame, minhas lágrimas correm desesperadas pelo meu rosto que já consegue ficar inchado. Pois não, eu quero apenas o silêncio, ou mesmo, apenas o barulho dessas teclas que misturam-se com o tic tac daquele relógio da escrivaninha. Meu corpo adormece molhado, pena que não é de chuva. Nada mais hostil que lágrimas criadas por (in)felicidades que apavoram o meu corpo. Eu não queria chorar, mas chorei. Eu não queria viver, mas vivi. Eu não queria respirar, mas respiro.

Verdades;

Na verdade, nada de verdade eu sei. Sei apenas que eu, tão inerte a tudo o que eu sinto, estou aqui. Aqui, implorando por meio tipo de lágrimas contorcidas pelo silêncio. E a realidade me é tão dolorida que desempenho meu papel de fraca frente a vida. Não sei mais o que dizer; O que saber; Não sei muito menos o que e como respirar. Sinto-me num precipício, assim, como antigamente.Num antigamente repleto de não, de sim ou mesmo de Talvez. Na verdade, estou repleta de medos angustiantes proveniente desses fantasmas tão (...) pavorosos. Olhe só, eles voltaram. Perceba em mim o uivo do vento que assopra e geme em meus ouvidos. Eu não quero acordar.

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Ajoelhei em frente a noite. Fincada em minha mão um pouco de ousadia, ou quem sabe, um pouco de criaturas. Fantasma eu vejo aos montes. Assombrosos fantasmas arrepiantes. Mas eu, sou tão fraca. Sim, sou realmente tão fraca que nem se quer consigo dar Adeus a minha fraqueza. Na verdade, vou dar adeus a minha fraqueza.

Linhas tortas do destino.

Tudo está errado. Sim, está tudo errado. Que mania feia de esconder-me num meio que não é meu. Que mania feia tenho de escrever sobre mim em linhas tão tortas e tão submissas. Ai ai, digo novamente que tudo está errado. Esse caminho está tão (...) Deixe-me ver. Torto! Estou toda torta. Toda feita de sorriso meio complicado. Feita de lágrimas meio escandalizadas. Feita de poeiras meio molhada. Estou assim, um minuto se quer tendo a consciência de quem sou. Na verdade, não posso dizer quem eu sou. Na verdade, não posso porque nem eu mesma sei. Podem entender isso? Lembrem-se que estou em caminhos tortos. Linhas tortas, para ser mais exata. Nada de lágrimas, pelo menos por hoje. Já estou em repleta de furos enigmáticos dentro de mim. Sim, isso mesmo. Estou caindo para o lado em que não posso segurar-me de maneira nenhuma. Queria, ao menos hoje, decifrar os pavorosos monstros que vira e mexe reviram dentro do que chamo de mim. Que coisa estranha, estou num caminho que não entendo e não encontro. Isso mesmo! Não me entendo agora. Estou tão errada - mesmo sem saber o que é ser errada - por isso, queria sumir um pouquinho de dentro de mim. Fechar os olhos, assim, queria apenas fechar os olhos e dormir sempre. Sempre (...) para um sempre determinado pelas ousadia do tempo. Ele, tão encarregado em mostrar-me o que eu sou, desvia-me do presente parecer. Assim, apareço-me num ponto de escuro. Atrás das montanhas que eu sempre criei. Atrás dos pesadelos de que nunca acordei. Atrás de mim, escondida em mim. Preciso libertar-me de mim.

Sem nada.



Esta noite sou apenas eu. Apenas eu. Talvez com o coração pequeno demais para respirar em intensidades normais. Desastroso, Desesperado; Desanimado. Retraído  demais para chocar-se entre os lindos e perfumados campos dos sonhos. Mas, esta noite, nem ele mesmo gostaria de estar comigo. Na verdade, nem eu mesma quero estar comigo. Por isso, estou de olhos fechados. Pode ser que ninguém acredite – não precisa acreditar mesmo -  meus olhos não consegue abrir por muito tempo. Talvez seja essa minha vontade de não estar aqui. Verdade, essa verdade de vontade de voar para longe. Voar? Talvez. Talvez nem saiba o que posso fazer nesse meio tempo de vida. Na realidade, prefiro não estar mais aqui. Meus olhos me são infiéis; Meu ouvidos me são traidores; Minha boca não mais é minha amiga. O mundo virou-me as costas quando decidi ser feliz. Que engraçado. Torpe demais para ser levado a sério. Escandaloso demais para estar em algum âmbito relacionado ao certo. Ora, ora. Meus queridos (...) Não mais aqui poderiam sentir que a vida é pequena. Curta. Toda quebradinha.  Não p
ensem que estar aqui não me é um sacrifício. Às vezes, quem sabe, eu não consiga chegar ao lugar das normais fundamentadas em conceitos que são todos certos. Na verdade, estão todos certos. Eu estou completamente errada em tentar ser feliz. Bom, conhecendo esse ponto de vista no qual eu entro, posso realmente dizer o caminho da felicidade? Mas não, não posso. Sou diferente de você e isso afeta o seu sorriso. Sou diferente de você e isso afeta seus princípios. Estaria eu, pedindo para que não me coloques no caminho do certo? Entre meios termos dos quais ninguém estava perto para discernir ... O certo e o errado caminham de mãos tão grudadas que não sei diferenciar em qual caminho estou. Você sabe qual o caminho certo? Só um momento, antes que me responda. Gostaria de saber quem ditou o certo e o errado. Se a sua resposta for Deus ... Diga-me porque o certo e o errado lhe constrangem tanto a ponto de destruir o sorriso de outro por achar que tem em suas mãos esse poder. Desculpe ... o Deus em que acredito, acredita em minha felicidade. Sabe, Deus?! Gostaria de saber porque me trouxe aqui. Gostaria de saber porque deu-me todas essas coisas se nada posso fazer. Esse todo que eu tenho dentro de mim que nada dialoga com o certo dos que lhe seguem. Desculpe-me. Eu não gostaria mais de estar aqui. Gostaria que pudesse me levar esta noite ... Se não puder nesta, espero amanhã, quem sabe. Se puder agora e quiseres trazer-me de volta, estou a sua disposição. Afinal, sou tão inteiramente sua que já dizem que preciso seguir o que foi escrito com as mãos dos que estiveram ao seu lado. Ora, meu Deus. Se estou tão errada a ponto de ganhar desprezo, porque trouxe-me aqui, sem fim? Gostaria de finalizar a minha hospedagem nessa terra? Gostaria de fazer um pedido, se pudesse. Gostaria de ver pela última vez a lua. Aquela com quem a companhia me fez sentir tão lunática. Então, gostaria de fazer uma carta de despedida a todos aqueles que me acham errada. Se bem que, eles sabem que sou tão errada que não deveria estar aqui, na verdade. Pode ser (...) Eu espero que leve-me entre as suas asas (...) As minhas eu cortei e joguei pela janela. Eram brancas e estavam tão sujas de sangue que resolvi descarta-las de minhas costas. Desculpe, para que deu-me asas se não pude usá-las um minuto se quer? Elas estavam manchadas de suor, sangue e lágrimas. Junto, foi aquele espelho que acompanhou a minha fraqueza. Junto foi a respiração que não aguentou um minuto se quer. Junto foram os sorrisos tão errados no meio de tanta gente que detêm a coisa certa. Eu até tentei voar no começo, mas, infelizmente, cortei minhas asas.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

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A gente tenta sorrir.
A noite chega;
Nos faz chorar.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Linhas tortas.



Minhas mãos corroboram o sentido da verdade
Inútil – engraçada – desesperada
Diante do sorriso morto
Fincado, cravejado, arrepiado.
                                                  
Numa pontinha de mentiras
Desmancho-me em véu
Como uma princesa viva
Descendo, subindo, caindo.

O vento a levou – levou-me, talvez.
No escurecido quarto hostil
Criado e escondido
Protegido, pretendido, crescido.

Prestem bem atenção,
Eu sou o tempo que passa a toa
Sou a verdade que mentira fora
Sou o pedaço amassado de pão.

Pois em linhas tortas me escrevo
Sem vírgulas e/ou respiração
Levando a verdade morta
Aos que retiraram minha mão.

A caveira enalteceu
Sem pudor, sem amor
A princesa, enfim, cresceu
A mentira criou,
Falhou.

Parar-me-ei por aqui
Diante de minhas linhas
Nada sou de verdade
Nada és de mentira



Vida morte.



Estou meio viciada nessa mania de escrever. Na verdade, sempre estive. Por fim, não mais consigo escrever sobre nada. Nem mesmo sobre mim. Só sei dizer que nada sou, que nada sei, que nada faço. Pareço até um pequeno pedaço de letra de música fincada no papel. Aquelas em que eu crio e ouço sozinha, em algum tipo de quarto escuro. Ora, quantas vezes me disse tantas coisas completamente loucas. Paixões incríveis, dúvidas cruéis, desesperos insuportáveis. Falar sobre a vida me é sustentável. Falar sobre a morte me é prioritário. Tudo de vida sei, nada de morte saberei. Num jogo singelo de palavras que se trocam por verbos infundados e fundamentados nessas opiniões que tenho sobre mim. Uma maneira de salvar-me, quem sabe. Tanto falo – ou ao menos falava – de um amor cravado na solidão e de uma morte fundamentada na vida e que, por fim, novamente, estou aqui, sem saber o que sentir ou mesmo dizer. Dar-me-ei aquela vontade insuportável de gritar. Sim, darei a mim um pedaço do que eu sou que anda distante. Ô, e como anda distante. Nada de espelhos fantasiados de verdades mentirosas. Pelo menos esta tarde. Nada de espelhos quebrados, noites enluaradas ou manhãs ensolaradas. Na verdade, não gosto da manhã. Gosto de manhas, de vontades, de exageros. Desculpe-me, minha bela solidão. Tenho que dizer que ultimamente não estou precisando de ti. É claro que não lhe darei a ninguém. Não que eu esteja com ciúmes ou com vontades mórbidas de trazer-lhe para mim, mas sabe, sinto sua falta as vezes. É uma lastimável pena. Acho que estou no caminho errado. Tanta coisa para pôr no lugar certo. Esse negócio de estudar a alma humana está acabando comigo. Tenho vontade de desistir. Não, não quero mais fazer parte de um lugar que não me sinto a vontade nem para ser quem eu sou. Olha lá, como eu, pequena criança no meio do mundo, darei conta de dar conta da alma de outra pessoa que não seja a minha
. Eu mesma nem encontro-me dentro de minha alma, quanto mais encontrar a alma de alguém que está em apuros. Em apuros sempre estou se queres saber. Porém, só assim mesmo. Eu gostaria de estudar palavras sem sentido, palavras com sentido, palavras destruídas e palavras sobreviventes. Elas sobrevivem porque estão sobre a vida que me é eternizada. Esse negócio de destruída não me é muito feliz. Nada de palavras des-tru-í-das e congestionadas entre o ir e o vir de uma vida que não lhe é eterna. Opa! Acredito que sim, seja sim. Numa forma contraditória que eu vivo e insisto em dizer ... Nada de palavras destruídas nesse caso. A morte congruente a vida. A vida desesperadamente fugitiva da morte, encabulada de casulos próprios do eterno, faz-se adeus quando de longe olhas para as entrelinhas próprias do nunca. Ora, ora. Palavras sem sentido organizadas com nuvens passageiras do perdão. Sim, o perdão eloquente dos fins de tarde margeado pelas fumaças do Adeus. Assim, como se nunca voltasse ao lugar próprio da verdade. Tudo fundamentado na mentira do ser, travestido pelas verdades do sim. Um Adeus que nem Deus consegue ler ... Palavras me são eternas nessa alma que nem conheço mais.