Visitantes.

domingo, 30 de junho de 2013

Saudade.

Estou um pouco corrida na faculdade. Estou sem tempo para mim. Estou sem tempo para você, querido diário. Mas não fique triste eu já volto para te deixar um pouco mais com a minha cara. E ah! Prometo colocá-lo num lugar onde vai existir para sempre em minhas mãos.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Loucura.

A vida me é exausta. Derramada em alegrias, dores e pavores. Nada mais é senão um sopro de silêncio, outrora á sombra do inevitável pintado de negro. Gritaria, enfim, por mais vida, ao menos se a reconhecesse como real. Talvez a maior finita, contrariada por medos e desejos banais. Talvez menos insuportável que a noite perdida ou a manhã da partida. Talvez a tarde seja um pouco contrariada por hostis banalidades. Em realidade torno-me heroína, em minha tinta torno-me vilã e vingança. Mergulhada em prazeres proibidos, de desejos bem/ mal intencionados. Mal curados , res(ex)pirados. Bem pirados, bem (re)clamados. Pirada e bem clamado diante de toda a excitação de uma dúvida de realidade escondida pela mentira sem respiração e sem vírgulas. Mas acalme-se, princesa, nessa terra você é o príncipe. Nessa terra você é a maçã ... nessa terra você é o chapeleiro. Acalme-se, loucura, sei que deveras quer querer-me, por vezes darei-me a ti, mas não confunda a minha ousadia com o meu medo da realidade. Por isso - grande vida- não acredite em levar-me por esse bando, não sou gaivota e nem sou entrelinhas, não posso voar e nem ser o que não sou. Porém, deveras a dor que sinto, é só nessa realidade contrária, mas faço parte da loucura sinistra dentro do eu que existo não existindo. Assim, nada de medo diante da lua pois sou lunática. Nada de gritos pois sou silêncio, nada de pés pois sou uma águia. Claro, nada de realidade ... Sempre, tudo de loucura. Pois cansei dessa mania de ser alguém sem ser, cansei de respirar sem respingar, cansei de comer a vida sem os dentes. Cansei de ser mocinha e não ser rapaz, cansei de ser feliz sem nem amar. Cansei de traduzir sem entender, de desenhar sem colorir, de criar sem imaginar. Dei-me á loucura que faz-me re(nascer) e a um pouquinho de palavras que envolvem-me ao crescer.